Em Facticidade e validade, Jürgen Habermas apresenta um modelo de política
deliberativa que coloca ênfase em um princípio racional que se refere às normas de ação em geral.
Esse princípio é:
Atente para o seguinte excerto: “Os padrões
teriam resultado originariamente das necessidades
dos consumidores; eis porque são aceitos sem
resistência. De fato, o que explica é o círculo de
manipulação e da necessidade retroativa, no qual a
unidade do sistema torna-se cada vez mais coesa. O
que não se diz é que o terreno no qual a técnica
conquista seu poder sobre a sociedade é o poder que
os economicamente mais fortes exercessem sobre a
sociedade. A racionalidade técnica hoje é a
racionalidade da própria dominação. Ela é o carátercompulsivo da sociedade alienada em si mesma”.
Compreendendo a arte e os objetos culturais
produzidos e veiculados, como mercadorias, a partir
da citação de Adorno e Horkheimer, assinale a opção
que corresponde a uma estratégia que contradiz a
lógica da indústria cultural sob o capitalismo afluente.
De acordo com o texto A arte diante do mal radical, de Thierry de Duve, a decisão do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque
de expor uma série de fotos de pessoas mantidas em campos de extermínio pelo regime de Pol Pot (líder do Khmer Vermelho
cambojano entre 1975 e 1979 e responsável pelo massacre sistemático de milhares de civis durante esse período):