“É um software ampliador de tela, desenvolvido pela mesma empresa do leitor de tela JAWS, sendo considerado por muitos o
melhor ampliador de tela disponível no mercado. Possui um sintetizador de voz, o mesmo do leitor de tela JAWS, que lê de forma
objetiva o que está na tela; uma espécie de ajuda auditiva para não cansar muito os olhos daqueles com baixa visão ou
impedimentos temporários, por exemplo. Seu ponto negativo é que ele consome bons recursos do sistema, deixando o
computador um pouco mais lento. Além de ampliar a tela em até 16 vezes, permite escolher entre diversas configurações visuais
e formas de exibição para conseguir a melhor situação de visualização possível para a condição visual do usuário.” Tais informações
dizem respeito ao software denominado:
Pais, filhos e deficiência: estudos sobre relações familiares
As relações familiares são muito diversificadas, e seu funcionamento muda quando alterações ocorrem em um membro
ou no sistema como um todo (Silva; Dessen, 2001). O nascimento de uma criança com deficiência, portanto, confronta toda a
expectativa dos pais, e a família é acometida por uma situação inesperada. Os planos de futuro para essa criança são abdicados,
e a experiência da família deve ser ressignificada. Segundo Silva e Dessen (2001), a família passa por um processo de superação
até que aceite a criança com deficiência mental e institua um ambiente familiar propício para a inclusão dessa criança. Buscaglia
(1997) destaca que, mesmo depois do impacto inicial, a presença de uma criança deficiente exige que o sistema se organize para
atender às necessidades excepcionais. Esse processo pode durar dias, meses ou anos e mudar o estilo de vida da família, seus
valores e papéis. A flexibilidade com que a família irá lidar com a situação depende das experiências prévias, aprendizado e
personalidade dos seus membros.
Devido ao significado que o relacionamento fraterno adquire ao longo da vida, mudanças fundamentais na saúde e
comportamento de um irmão irão afetar os outros, e essas mudanças correspondem sistematicamente às características da
criança, da família, da doença ou deficiência (Lobato, Faust e Spirito, 1988). Segundo Casarin (1999), um filho especial desencadeia, na
família, um processo semelhante ao luto. Trata-se de um luto pela perda da fantasia do filho perfeito, da criança sadia. Alguns
projetos e expectativas são desfeitos por conta da nova realidade, e a aceitação de um filho com deficiência exige uma
reorganização dos valores e objetivos da família (Amiralian, 1986). Os planos da família são geralmente postergados com o nascimento
de uma criança, e alguns sacrifícios do casal são transitórios, mas, quando a criança nasce com deficiência, esse adiamento pode
se prolongar (Núñez, 2003).
O stress é parte natural de qualquer ambiente familiar, e os irmãos de deficientes podem estar expostos a demandas
excessivas que se propagam por outros setores de suas vidas. O estudo mostrou que essas crianças aprenderam a ficar atentas
a problemas na dinâmica familiar e são inclinadas a agir em relação a esses conflitos. A caracterização de tais vivências como
experiências de vulnerabilidade ou resiliência dependerá de fatores internos e externos pertinentes ao desenvolvimento da
criança. Apesar da variação de reações aos desafios familiares apresentadas pelos indivíduos, os resultados apontam o
significado potencial de irmãos e a influência no funcionamento de outras crianças da família. Outro resultado apresentado se
relaciona à qualidade do relacionamento marital em que o grupo de crianças com irmãos deficientes não relatou mais histórias
de conflito conjugal do que o grupo de irmãos de crianças não deficientes.
Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica na
educação especial, inicial ou continuada. São considerados atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado: