Segundo Mantoan (2006), os sistemas escolares estão formados no princípio que recorta a realidade, dividindo alunos em
normais e deficientes, o ensino em regular e especial, e fazendo professores em especialistas sobre diferentes necessidades
especiais. Construindo uma lógica com visão determinista, mecanicista, formalista, reducionista própria do pensamento
científico moderno, ignorando o subjetivo, afetivo, criador, não conseguindo assim romper o velho modelo escolar, para efetivar
a mudança que a inclusão busca. Acerca da Educação Inclusiva, assinale a alternativa que não está correta.
A Constituição Federal de 1988, assim como a Lei de Diretrizes e Bases no 9.394/1996, destaca a importância e urgência de
efetivar a Inclusão Educacional como elemento formador de nacionalidade, assim, houve e há uma luta pelos direitos das
pessoas com deficiências. A Constituição de 1988 garante que é dever do estado e da família: “as crianças com deficiência não
precisariam e não deveriam estar fora do ensino infantil e fundamental das instituições de ensino regular, frequentando classe
e ensino especiais”. E ainda determina que “deve ser garantido a todos o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa
e da criação artística, de acordo com a capacidade de cada um”. De acordo com o texto supracitado, assinale a alternativa
correta.
(Moysés & Collares, 1997), a autora, que é médica, avalia crianças apontadas pelos professores como futuros repetentes
logo no início do ano. E seu método de avaliação visa superar a artificialidade dos testes e, em uma via contrária, parte
do que a criança gosta de fazer para avaliar o seu desenvolvimento e conhecimentos de leitura e escrita. A título de
exemplo, ouçamos o caso de Daniela, que no momento da pesquisa tinha 8 anos e 4 meses. Para todas as crianças
avaliadas, a autora faz um resumo sobre a fala da professora, da mãe ou pai, da própria criança e, para finalizar, sua fala
de médica:
A professora
É muito magrinha, muito enjoada, nunca come a merenda. Acho que é subnutrida. Ah! É sim, o caso dela é gritante... De
desnutrição, de relaxo da mãe. É assim mesmo, a gente vê muito, não sabe a alimentação que a criança precisa comer, dá
porcaria, aí fica desnutrido. O médico já explicou isso várias vezes, ele vinha aqui examinava e dizia: “desnutrição, a criança quer
aprender, mas não aprende”. Mas não adianta, as mães não se interessam, não levam no postinho, a mãe acho que nunca levou
no médico.
A mãe
Ela nasceu bem, de nove meses, no hospital. Pesou três duzentos e cinquenta. Teve alta no segundo dia. Nunca teve
nenhum problema. Sempre acompanhei no Centro de Saúde. O médico sempre dizia que ela estava crescendo bem, gordinha
sempre. Entrou na escola com seis anos e meio, queria muito ir, mas não aprendeu a ler, foi reprovada. Não sei por que, a
professora nunca falou nada, nunca me chamou pra nada.
Daniela
Eu? Quando crescer quero trabalhar. De vender doce, é um bom trabalho, todo mundo compra. Eu repeti porque não
aprendi. {Por que você não aprendeu?} Por quê? Não sei...
A médica
A mãe tem o cartão com a evolução de peso e altura nos dois primeiros anos de vida: normal. Nunca teve qualquer doença
nutricional. Teve um acompanhamento modelo na saúde, trazendo para a consulta de hoje todos os cartões, de agendamento,
de vacinação e de medidas.
(Criança normal. Desenvolvimento normal. Estado nutricional normal. Moysés, 2001, p. 173/174.)
No que se refere ao caso apresentado, assinale a alternativa incorreta.