Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no
centro do Universo, com a natureza à sua disposição, e
apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos,
redefiniu seus espaços, mas acabou deparando-se com
uma crise ambiental que coloca em risco a vida do
planeta, inclusive a humana. Não foi sem repúdio e
espanto que a humanidade assistiu à explosão da
bomba atômica no Japão e, ainda que sob muitos
protestos, à continuidade na produção de armamento
nuclear e de outras armas químicas e biológicas, de
imenso potencial destrutivo. São fatos que mostram
claramente a associação entre desenvolvimento
científico e tecnológico e interesses políticos e
econômicos. A Ciência que, acima de qualquer
julgamento, domina a natureza e descobre suas leis,
passa a ser percebida, então, em sua dimensão
humana, com tudo que isso pode significar: trabalho,
disciplina, erro, esforço, emoção e posicionamentos
éticos. É importante, portanto, que se supere a postura
que apresenta o ensino de Ciências Naturais comosinônimo da mera descrição de suas teorias e
experiências, sem refletir sobre seus aspectos éticos e
culturais. Na educação contemporânea, o ensino de
Ciências Naturais é uma das áreas em que se pode
reconstruir a relação ser humano/natureza em outros
termos, contribuindo para o desenvolvimento de uma
consciência social e planetária.
Fonte: Brasil, 1998.
O texto acima extraído dos Parâmetros curriculares
nacionais: Ciências Naturais, traz uma importante
reflexão sobre a Ciência. Em qual alternativa está
expressa a relação expressa no texto?
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