Evidências nacionais sobre violência sexual contra
crianças e adolescentes facilitada pela tecnologia
mostram que o fenômeno atravessa interações online e
presenciais, envolve com frequência pessoas conhecidas
das vítimas, produz silêncio recorrente e afeta saúde
mental, trajetória escolar e condições de proteção. O
mesmo conjunto de evidências indica que respostas
baseadas em aconselhamento genérico, mera restrição
de dispositivos, espera pela formalização da denúncia ou
simples encaminhamento posterior tendem a ser
insuficientes diante da complexidade do problema.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira,
relacionando cada eixo analítico à sua implicação
institucional correspondente:
Primeira coluna: eixo analítico
1.Caráter híbrido e relacional da violência facilitada pela
tecnologia.
2.Silêncio da vítima como obstáculo estrutural à
proteção.
3.Insuficiência de respostas reativas e fragmentadas.
Segunda coluna: implicação institucional
(__)Estratégias escolares que aguardam denúncia
formal, prova consolidada ou revelação espontânea
tendem a operar tardiamente porque a não comunicação
decorre de vergonha, medo, culpa, ameaça e
desconhecimento dos caminhos de ajuda, e não de
irrelevância do dano.
(__)Abordagens educativas centradas em "perigos da
internet" ou em contatos com desconhecidos tornam-se
analiticamente estreitas porque parcela expressiva dos
casos combina mediação digital, vínculos prévios,
confiança, proximidade e desdobramentos fora do
ambiente exclusivamente virtual.
(__)Protocolos que se limitem a registrar o fato e
encaminhar posteriormente para outro setor deixam
lacunas protetivas porque a resposta efetiva exige
articulação continuada entre escola, famílias, rede de
garantia de direitos e proteção digital, desde antes da
publicização do dano.
Assinale a alternativa que apresenta a correta
associação entre as colunas: