Leia o texto a seguir:
Os vitoriosos de 1930 formavam um grupo bastante heterogêneo, tanto do ponto de vista social como do ponto de
vista político. Se o combate às oligarquias tradicionais era o
que se poderia chamar de um objetivo em comum, o mesmo
não se pode dizer em relação às expectativas dos diferentes
atores envolvidos no movimento. Assim, enquanto os setores
oligarcas dissidentes mais tradicionais desejavam um maior
atendimento à sua área e maior soma de poder, com um mínimo de transformações, os quadros civis mais jovens almejavam a reforma do sistema político, os tenentes defendiam
a centralização do poder e a introdução de reformas sociais,
e os setores vinculados ao Partido Democrático tinham como
meta o controle do governo paulista, além da efetiva adoção
de princípios liberais.
(Marieta de Moraes Ferreira e Surama Conde Sá Pinto, “A crise
dos anos 1920 e a Revolução de 1930”, em Jorge Ferreira e Lucilia de
Almeida Neves Delgado [orgs.], O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo
oligárquico – vol. 1: da Proclamação da República à Revolução de 1930)
O quadro apresentado no excerto, sobre os vitoriosos da
Revolução de 1930, explica a constituição de uma forma
política entendida como