Atenção: use o caso a seguir para responder à próxima questão.
Homem de 62 anos, diabético, dislipidêmico e hipertenso em tratamento regular, sem outras comorbidades, relata dor torácica retroesternal associada à dispneia aos esforços há cerca de 3 meses, com piora progressiva nas últimas 3 semanas, porém sem episódios em repouso. Nega infarto prévio ou qualquer outra internação por complicação cardiovascular. Estava em uso regular de insulina NPH, metformina, atorvastatina, valsartan, atenolol e hidroclorotiazida.
Ao exame: Lúcido, eupneico em ar ambiente, corado, acianótico, afebril. FC: 66 bpm, PA: 126x70 mmHg, MVUA com crepitação bibasal. Ictus de VE palpável no quinto espaço intercostal esquerdo na linha axilar anterior, com onda de enchimento rápido palpável, ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B3), bulhas normofonéticas, sem sopros, com turgência jugular patológica a 90º. Abdome indolor, com hepatimetria 12 cm. Membros inferiores com edema bilateral +/4+ com cacifo. ECG em ritmo sinusal, com padrão de bloqueio de ramo esquerdo (complexo QRS 110ms) e zona inativa de V1 a V4. Ecocardiograma com hipocinesia difusa do ventrículo esquerdo, mais acentuada na parede anterior, FE 30%, insuficiência mitral leve por “tethering”, sem outras alterações significativas. Ressonância cardíaca com padrão sugestivo de cardiopatia isquêmica e extensa área de viabilidade miocárdica.