Em ambientes com recursos limitados (como
unidades básicas de saúde, hospitais regionais ou
centros de baixa complexidade, onde frequentemente
há escassez de leitos de UTI, ventiladores mecânicos,
exames laboratoriais avançados e medicamentos de
segunda linha), o manejo clínico da sepse representa
um desafio importante e exige adaptações práticas às
recomendações internacionais. Com base nas
melhores evidências disponíveis e nas recomendações
adaptadas para cenários de baixa e média renda
(como as da Surviving Sepsis Campaign, OMS e
consensos regionais), analise as assertivas em relação
ao manejo clínico da sepse nesses contextos e assinale
a alternativa correta.
I. A decisão de transferir pacientes sépticos para
unidades de maior complexidade deve considerar
estabilidade clínica, disponibilidade de equipe
treinada e recursos diagnósticos e terapêuticos.
II. Em pacientes com suspeita clínica de sepse, a
antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais
precocemente possível, sem aguardar confirmação
laboratorial.
III. Em ambientes com poucos recursos, o qSOFA
(sensibilidade alta - maior de 80%) deve ser utilizado
como ferramenta inicial de identificação de pacientes
com maior risco de desfechos desfavoráveis, podendo
ser empregado isoladamente para excluir sepse.
IV. A ressuscitação volêmica em pacientes sépticos deve
ser individualizada e guiada pela resposta clínica,
considerando o risco de sobrecarga hídrica,
especialmente em contextos com suporte ventilatório
limitado.