“A doença coronariana geralmente desenvolve-se lentamente, em algumas hipóteses assintomáticas, por esta razão pode evoluir para um ataque cardíaco ou morte súbita. É importante diferenciar entre a ausência de doença (ausência de obstruções) e doença subclínica (obstruções menores que 50%); esta última situação apresenta um risco acrescido de enfarte do miocárdio. Um método consagrado e de significativa utilização para pesquisa de obstruções arteriovenosas corresponde à coronariografia; trata-se de um teste invasivo (parte do princípio da utilização de um cateter, puncionado pela virilha), sendo geralmente reservado para doentes com probabilidade alta de possuírem doença coronária. Com o advento da angio-TC coronária é possível, pela primeira vez, visualizar as suas veias e artérias coronárias sem a utilização de catéteres; portanto, correspondente a um teste não invasivo.”
(Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde, v. 33, nº 3, p. 162-7 e disponível em: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2016.v8i2.4501-4509.)
Com base na angio-TC coronariana, analise as afirmativas a seguir.
I. Deve ser realizada sem o uso de bomba injetora e contraste iodado.
II. Trata-se de um método eficiente e não invasivo do ponto de vista cirúrgico. Sabendo que o contraste usado não é feito por procedimentos cirúrgicos e, sim, de rotina em salas de exames.
III. Os testes não invasivos, usados para o rastreio de doença coronariana, são capazes de fazer diagnóstico de bloqueios menores que 50%.
O contraste radiográfico é definido como a diferença entre as densidades em áreas adjacentes de uma imagem radiológica. Quanto maior a prevalência desta variação, maior será o contraste. O objetivo ou função do contraste corresponde em tornar mais visíveis os detalhes anatômicos de uma imagem radiológica; portanto, o contraste radiográfico é importante, sendo essencial uma compreensão do contraste na avaliação da qualidade resultante das imagens. Um contraste menor significa escala de cinza mais longa; assim, menor será a diferença entre densidades adjacentes. De acordo com essas afirmações e cada estrutura anatômica, a terminologia designada conforme a escala de cinza da Tomografia Computadorizada pode ser definida como:
I. Hiperdenso: estruturas anatômicas com densidade alta que se demonstram claras na imagem.
II. Isodenso: estruturas anatômicas com densidade intermediária que se demonstram cinzas na imagem.
III. Hipodenso: estruturas anatômicas com densidade baixa que se demonstram escuras na imagem.