Após a Superquarta, com corte de juro pelo Federal
Reserve (Fed) e elevação da Selic pelo Banco Central
(BC), o diferencial entre as taxas americana e brasileira voltou a subir após mais de dois anos. A última
elevação havia ocorrido em agosto de 2022, quando o
BC brasileiro fixou a Selic em 13,75%. A partir daquele
momento, a Selic permaneceu intocada por um ano,
até agosto de 2023, e então passou a cair. Já a taxa
americana só subiu, saindo de 2% a 2,25% para 5,25%
a 5,5%. Desta maneira, o diferencial entre as taxas só
caiu.
O aumento do diferencial entre as taxas de juros nos EUA
(que foi reduzida) e no Brasil (que foi aumentada), conforme descrito no fragmento de reportagem apresentado,
tudo o mais constante, tende a
As instituições financeiras desempenham papéis distintos
em diferentes segmentos do mercado financeiro, como o
mercado de crédito, o mercado de capitais e o mercado
de câmbio.
No mercado de crédito, as instituições financeiras
Em 14 de janeiro de 2025, o Jornal O Globo noticiou:
O banco central da Argentina anunciou hoje que reduzirá o ritmo da desvalorização controlada do peso argentino de 2% para 1% ao mês a partir de fevereiro.
A decisão foi tomada após a divulgação de novos dados de inflação apontando estabilização do índice de
preços abaixo dos 3% mensais. A inflação em desaceleração abriu caminho para a primeira alteração na
política cambial do presidente Javier Milei, conhecida
como “crawling peg” (desvalorização gradual), em mais
de um ano, desde que assumiu o cargo.
O Globo, Buenos Aires, 14 jan. 2025. Disponível em: https://
oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/01/14/milei-reduz-ritmo-
-de-desvalorizacao-do-peso-argentino-para-o-dolar-de-2percent-
-para-1percent-ao-mes.ghtml. Acesso em: 28 jan. 2025.
O fragmento de reportagem apresentado descreve a política cambial adotada na Argentina, onde o Banco Central
controla a taxa de câmbio, mas promove desvalorizações
frequentes do peso argentino, de acordo com a inflação.
Considere-se a taxa de câmbio entre a moeda doméstica
de um país com alta inflação e o Dólar americano em um
regime de taxa de câmbio fixa.
Nesse cenário, se o Banco Central desse país NÃO promover desvalorizações, como as descritas na reportagem, tudo o mais constante, a taxa de câmbio
Embora o manejo da taxa de juros básica de curto prazo
(Selic) seja o principal instrumento de política monetária
utilizado para manter a inflação estável e compatível com
a meta de inflação, o Banco Central do Brasil adota, também, diversos instrumentos complementares com o objetivo de regular a liquidez da economia.
Reduz a liquidez da economia a
Em sua Carta de Conjuntura n. 65, do 4ºtrimestre de
2024, o Ipea descreveu
Entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, o preço do dólar em reais, tomando as médias dos meses,
subiu de R$ 4,90 para R$ 5,81, em alta de 18,6%, correspondente à desvalorização de 15,7% do real. Isso,
depois de cair 6,5% ao longo de 2023 (valorização de
6,9%), a partir de R$ 5,24 em dezembro de 2022.
BASTOS, Estêvão Kopschitz Xavier et al. Balança comercial,
acordo Mercosul-União Europeia e taxa de câmbio. Carta de
Conjuntura, n. 65. Nota de Conjuntura 22, Brasília, DF: Ipea,
p. 8, 4. Trim. 2024. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.
br/bitstream/11058/16442/26/CC_n65_nota_22_setor_externo_
balanca_comercial.pdf. Acesso em: 28 jan. 2025.
Variações na taxa de câmbio têm impactos relevantes sobre o comércio exterior, pois uma desvalorização do Real
frente ao Dólar americano, como descrito no fragmento
apresentado, tudo o mais constante, tende a