O ensino de História do Brasil levará em conta as
contribuições das diferentes culturas e etnias para a
formação do povo brasileiro, especialmente das
matrizes
A BNCC de História, no Ensino Fundamental – Anos
Iniciais, contempla, inicialmente, a construção do
sujeito. O processo tem início quando a criança toma
consciência da existência de um “Eu” e de um
“Outro”. O exercício de separação dos sujeitos é um
método de conhecimento, uma maneira pela qual o
indivíduo toma consciência de si, desenvolvendo a
capacidade de administrar a sua vontade de maneira
autônoma, como parte de uma família, uma
comunidade e um corpo social.
Considerando a BNCC e o ensino da História, anos
iniciais do Ensino Fundamental, avalie as afirmativas
a seguir.
I. Do 1º ao 5º ano, as habilidades trabalham com
diferentes graus de complexidade, mas o objetivo
primordial é o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e
do “Nós”.
II. 3º e no 4º ano contemplam-se a noção de lugar em
que se vive e as dinâmicas em torno da cidade, com
ênfase nas diferenciações entre a vida privada e a
vida pública, a urbana e a rural. Nesse momento,
também são analisados processos mais longínquos
na escala temporal, como a circulação dos primeiros
grupos humanos.
III. no 5º ano a ênfase está em pensar a diversidade dos
povos e culturas e suas formas de organização. A
noção de cidadania, com direitos e deveres, e o
reconhecimento da diversidade das sociedades
pressupõem uma educação que estimule o convívio e
o respeito entre os povos.
É correto o que se afirma em
Texto I Resumindo as características formais do jogo, poderíamos considerá-lo uma atividade livre, conscientemente tomada como “não-séria” e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2019 Texto II A utilização de jogos em sala de aula para o ensino de História tem sido compreendida cada vez mais como um método pedagógico profícuo na medida em que alia o lúdico às tarefas escolares e, dessa forma, consegue promover uma adesão mais entusiasmada dos alunos às práticas de ensino-aprendizagem. SILVA, Andréa Maria da. A utilização de jogos no ensino de história: uma didática possível. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 49, n. 1, p. 246–260, 2024. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/76510. Acesso em: 17 jul. 2024.
Qual é a vantagem oferecida pela estratégica metodológica discuta pelos textos para o ensino de História?
Um dos principais objetivos da disciplina de História no
Ensino Fundamental é promover a independência de
pensamento e a compreensão de que as ações das
pessoas estão ligadas ao período e ao local em que
vivem, seja para preservar ou alterar costumes e
comportamentos. O reconhecimento da diversidade de
sujeitos e narrativas estimula o pensamento analítico, a
autonomia e prepara os alunos para o exercício da
cidadania.
A busca pela autonomia também exige o
reconhecimento das bases da epistemologia da História.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente esse
reconhecimento.
Pode parecer contraintuitivo, mas, naquele tempo, dependendo do lugar que uma mulher ocupava na hierarquia social, ficar viúva não era seu fim [...]. No imaginário da região, essas mulheres eram conhecidas como as matriarcas do sertão. E é com esse epíteto que, uma vez viúva, a partir de 1809, Bárbara passa a atuar e ser reconhecida. [...] Quando, em 6 de março de 1817, estoura a Revolução em Recife, não à toa, no mês seguinte, em abril de 1817, o rastilho de pólvora é levado até o Ceará pelo filho caçula de Bárbara [...]. A influência da mãe na região seria fundamental para irradiar a revolução. Pela primeira vez, um movimento anticolonial ultrapassava a fase conspiratória e chegava ao poder. Os revolucionários haviam proclamado a República. PELLEGRINO, Antonia. Bárbara de Alencar e as raízes brasileiras da violência política de gênero. Sesc São Paulo: Revista do Centro de Pesquisa e Formação, nº 15, 2022. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/barbara-de-alencar-e-as-raizesbrasileiras-da-violencia-politica-de-genero/. Acesso em: 17 jul. 2024.
No Ensino de História, abordar a temática descrita pelo texto, a partir da análise feita pela autora, se justifica pela necessidade de
“Desde o final dos anos de 1980 as linguagens
vêm ganhando destaque em publicações sobre o
ensino de história no Brasil. Sob a denominação
de ‘linguagens’ ou ‘novas linguagens’, o olhar do
professor e do pesquisador do ensino de história
tem se ampliado em busca de novas alternativas
didáticas para a aula de história”
Fonte: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo;
GONTIJO, Rebeca. O ensino de história em questão: cultura
histórica, usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2015, p.
97(adaptado).
Sobre a perceptiva do ensino e história, o debate
sobre a inserção das novas linguagens
correspondeu a um contexto em que:
O valor da experiência de um povo historicamente colonizado, marcado por um presente e passado de violências, é também resistência. O olhar do educador para sua própria história pessoal e social, reconhecendo e inventariando sua cultura, abre possibilidades para a valorização também do outro, o ouvinte, o educando. A troca de saberes se faz possível quando a experiência de cada indivíduo é validada e ganha papel de protagonismo no ensino aprendizagem. [...] A quem se dispõe ao contato com o lúdico para prática de atividades em educação, portanto, recomenda-se que faça o inventário de suas origens, de seu registro cultural, de sua ancestralidade. PATO, Ana; ALCANTARA, Aureli Alves de. Educar, contar e brincar para resistir: a ditadura militar e o direito da criança à memória e à verdade. Caderno de Experiências Memorial Da Resistência de São Paulo, 2021. Disponível em: https://memorialdaresistenciasp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/caderno-deexperiencia-educar-contar-e-brincar-para-resistir.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024. Considerando o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. A prática do ensino de história deve levar em consideração a diversidade cultural e individual, admitindo que todos os sujeitos presentes em sala de aula, inclusive o próprio professor ou professora, são agentes ativos no processo de ensino-aprendizagem do ambiente escolar. PORQUE II. As fontes históricas, materiais e imateriais, são ótimos recursos didáticos, e, se utilizadas corretamente, podem diminuir preconceitos e estereótipos sobre o que não é conhecido ou experienciado no cotidiano.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Ao utilizar um monumento ou sítio histórico no processo
educacional, como parte integrante do programa curricular em
diferentes disciplinas, estamos propondo uma série de questões, das
quais a principal é: como era este lugar no passado e como ele mudou?
As questões que ocorrerão podem ser: quão antigo é o lugar? Quem
o construiu? Por que o construíram? Como o construíram? Como se
relaciona com outros lugares ou construções antigas? O que
aconteceu aqui? Como sabemos isto? Na base destas perguntas está
a intenção de compreender a evidência física que observamos, com o
intuito de conhecer mais sobre ela, sobre a vida no local e as mudanças
que ocorreram, de modo a perceber sua importância ou significados
no presente.
HORTA, Maria Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz.
Guia Básico Da Educação Patrimonial. Museu Imperial: IPHAN – MINC, 1999.
Disponível em: portal.iphan.gov.br/uploads/temp/guia_educacao
_patrimonial.pdf.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024.
Ao abordar a temática curricular descrita, propor as questões
explicitadas é importante para a prática docente porque
As relações entre a Literatura e a História sempre
estiveram presentes na educação. Estão associadas ao
desenvolvimento da leitura, da escrita, à percepção dos
múltiplos sentidos agregados aos vocábulos, à formação
ética e estética, à ampliação do universo cultural e da
compreensão de mundo.
ZAMBONI, Ernesta; FONSECA, Selva Guimarães. Contribuições
da literatura infantil para a aprendizagem de noções do tempo
histórico: leituras e indagações. Cad. Cedes, Campinas, vol. 30,
n. 82, p. 339‑353, set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.
br/pdf/ccedes/v30n82/05.pdf. p. 341. Acesso em: 18 jun. 2024.
Sobre a relação entre a Literatura e o ensino de História,
assinale a alternativa correta.
A educação para a cidadania e a promoção de valores
éticos são componentes essenciais para a formação
integral dos alunos, capacitando-os a viver em
sociedade de maneira responsável e respeitosa. Ao
promover valores como respeito, solidariedade e
empatia, a escola contribui para a construção de uma
sociedade mais justa e inclusiva.
Analise as assertivas abaixo sobre a educação para a
cidadania e os valores éticos e em seguida, assinale a
alternativa CORRETA.
I. A promoção de valores como respeito, solidariedade
e empatia deve ser limitada a conteúdos teóricos e a
discussões em sala de aula, sem a necessidade de
práticas que envolvam os alunos em situações reais de
convivência e colaboração.
II. O ensino de valores éticos deve ser transversal ao
currículo escolar, integrado a diversas áreas do
conhecimento e não restrito à educação moral ou
religiosa, visando a formação integral dos alunos.
III. A escola deve se concentrar apenas no ensino dos
valores éticos como um conjunto de normas e
comportamentos a serem seguidos, sem a necessidade
de envolver os alunos em reflexões sobre a aplicação
desses valores nas questões sociais e culturais.
IV. A promoção da cidadania deve se dar de forma
autoritária, com o professor transmitindo valores aos
alunos, sem abertura para o diálogo ou para a
construção conjunta de significados sobre o que é ético
e cidadania.
Se ninguém nunca tivesse visto nem descrito [...] a Revolução
Francesa, então uma representação correta desse fenômeno seria
completamente impossível [...]. É devido ao fato de que a minha
imaginação, nesses casos, não funciona livremente, mas é
orientada pela experiência de outrem, atuando como se fosse por
ele guiado, que se alcança tal resultado, ou seja, o produto da
imaginação coincide com a realidade.
[...] a imaginação adquire uma função muito importante no
comportamento e no desenvolvimento humanos. Ela transforma-se em meio de ampliação da experiência de um indivíduo porque,
tendo por base a narração ou a descrição de outrem, ele pode
imaginar o que não viu, o que não vivenciou diretamente em sua
experiência pessoal.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Ática, 2009.
O uso, pelo(a) professor(a) de História, da ferramenta
metodológica analisada pelo texto
“Podemos pensar a história da historiografia como uma
sucessão de paradigmas científicos a partir dos quais
é escrita a história. Os paradigmas historiográficos
comportam elementos científicos, filosóficos e
políticos. São as lentes através das quais o historiador
lê o passado”.
Alves, Francisco José. Teorias da História / Francisco José
Alves – São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe,
CESAD, 2010.
Considere agora, as seguintes informações:
- Busca compreender a subjetividade humana,
investigando crenças, valores e percepções
coletivas.
- Analisa práticas culturais e simbólicas, como
rituais, mitos e representações artísticas.
- Valoriza as mentalidades como parte central das
mudanças históricas.
Qual paradigma historiográfico está associado às
características apresentadas acima?
Sempre que, na infância, eu tentava levar as pessoas ao meu
redor a fazer as coisas de outra maneira, a olhar o mundo de outra
forma, usando a teoria como intervenção, como meio de desafiar o
status quo, eu era castigada. Lembro-me de, ainda muito nova,
tentar explicar à Mamãe por que parecia altamente injusto que o
Papai, homem que quase não falava comigo, tivesse o direito de me
disciplinar [...]. A resposta dela foi dizer que eu estava perdendo o
juízo e precisava ser castigada com mais frequência. [...]
A teoria não é intrinsicamente curativa, libertadora e
revolucionária. Só cumpre essa função quando lhe pedimos que o
faça e dirigimos nossa teorização para esse fim.
BELL, Hooks. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São
Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.
Como um(a) professor(a) de História pode utilizar a análise feita
pela autora no processo de ensino-aprendizagem?
Leia o fragmento: “O incentivo à cultura, em todos os
seus matizes e definições, é um caminho importante que deve
estar paralelo à promoção da cidadania em qualquer projeto
educacional”.
PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo, 2010.
p.74.
A contemplação de questões culturais no ensino de História
contribui para a(o):
Texto I No período de descolonização apelam para a razão dos colonizados. Propõem a eles valores seguros [...] que é preciso apoiar-se em valores [...] bem avaliados. Ocorre porém que, quando um colonizado ouve um discurso sobre a cultura ocidental, ele saca o seu facão ou pelo menos se certifica de que o tem em seu alcance. A violência com a qual a supremacia dos valores brancos se afirmou [...], faz com que, por meio de uma justa inversão das coisas, o colonizado ria com escárnio quando esses valores são evocados diante dele. FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022. Texto II Duvido muito que a não violência possa ser um princípio, se entendemos por princípio uma regra consistente, passível de ser aplicada com a mesma confiança e da mesma maneira a toda e qualquer situação. [...] A pergunta pertinente, portanto, se torna: em que condições somos receptivos a essa reinvindicação, o que torna possível aceitar a reinvindicação quando ela surge, ou melhor dizendo, o que possibilita o surgimento da reivindicação. BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2017.
No ensino de história, o(a) professor(a), ao abordar temáticas relativas ao conceito discutido pelos textos, deve levar em consideração a
O ensino de História sempre esteve presente nas escolas
elementares ou escolas primárias brasileiras, variando,
no entanto, de importância no período que vai do século XIX
ao atual.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História:
fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. p. 60.
Sobre o ensino de História nos séculos XIX e XX, assinale a
alternativa correta.
O processo de ensino e aprendizagem da História nos
anos finais do Ensino Fundamental está pautado em
procedimentos básicos que orientam para uma
melhor compreensão dos saberes.
Esses procedimentos e suas implicações
metodológicas estão fundamentados na (o):
I. retomada da identidade sociocultural, do
reconhecimento dos lugares de vivência e da
necessidade do estudo sobre os diferentes e
desiguais usos do espaço, para uma tomada de
consciência sobre a escala da interferência humana
no planeta.
II. desenvolvimento das condições necessárias para que
os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre
os significados da produção, circulação e utilização de
documentos (materiais ou imateriais), elaborando
críticas sobre formas já consolidadas de registro e de
memória, por meio de uma ou várias linguagens.
III. reconhecimento e pela interpretação de diferentes
versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as
hipóteses e avaliando os argumentos apresentados
com vistas ao desenvolvimento de habilidades
necessárias para a elaboração de proposições
próprias.
IV. identificação dos eventos considerados importantes
na história do Ocidente (África, Europa e América,
especialmente o Brasil), ordenando-os de forma
cronológica e localizando-os no espaço geográfico.
Cinema e escola vêm se relacionando um com o outro há
muitas décadas, embora ainda não se reconheçam como
parceiros na formação geral das pessoas. Com discursos
mais ou menos articulados, acusam‑se, mutuamente,
de uso indevido das atribuições que a sociedade lhes
confere e, frequentemente, apontam os equívocos que
possam haver de parte a parte como sendo características
intrínsecas de cada uma delas.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. 3. ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2009. p. 69.
O Cinema desempenha um papel importante na formação
cultural das pessoas e é largamente utilizado nos processos
educativos escolares.
Sobre o uso do Cinema nas salas de aula, assinale a
alternativa correta.
Com relação às estratégias metodológicas para o ensino de
História para o segundo segmento da Educação de Jovens
e Adultos – EJA, analise as afirmativas a seguir.
I. O processo de ensino‑aprendizagem no ensino de
História na EJA é entendido como uma construção
que pressupõe uma função atuante e dinâmica do
estudante.
II. Nessa modalidade de ensino, a metodologia mais
adequada é a concepção bancária de Paulo Freire,
pensada para ser utilizada na educação popular.
III. O ensino desse conteúdo deverá pautar a
compreensão da sociedade, suas rupturas e
permanências, habilitando o educando numa maior
participação nesse processo.
Estão de acordo com as estratégias metodológicas do EJA
as afirmativas