"O objetivo deste título é contrastar a natureza de meus argumentos e conclusões com os da teoria clássica, na qual me formei, que domina o pensamento econômico, tanto prático quanto teórico, dos meios acadêmicos e dirigentes desta geração, tal como vem acontecendo nos últimos 100 anos" KEYNES, John. A teoria geral do emprego, do juro e na moeda. 2 ed. São Paulo: Nova cultural, 1985. John Maynard Keynes começa seu livro com essa advertência. De fato, o economista mostra que dentro da busca pelo equilíbrio, que é um referencial neoclássico, a situação normal do capitalismo do laissez-faire em seu estágio atual de desenvolvimento é uma situação flutuante da atividade econômica. Com que termos Keynes refuta a tese neoclássica sobre o desemprego?
"No artigo publicado em junho de 1936 na Review of Economic Studies, David G. Champernowne afirma que a diferença entre a Teoria Geral de Keynes e a teoria clássica reside nos pressupostos sobre a variável que é determinada no mercado de trabalho: para Keynes, é o nível nominal de salários e para a teoria clássica, é o nível real de salários. Segundo Champernowne, esta diferença de visões está relacionada ao escopo de análise de cada teoria." (HELLER, Cláudia e SILVEIRA, Jaylson Jair da. Clássicos versus Keynes: a abordagem formal de David Champernowne. Estud. Econ. [online]. 2012, vol.42, n.1. pp.183-216.) Tanto o modelo clássico quanto o modelo keynesiano, mencionados no trecho acima, buscam determinar o nível de produto, renda e emprego em uma economia. Avalie as afirmações seguintes sobre esses modelos: I. Para os clássicos, uma situação de equilíbrio na economia equivale ao nível de pleno emprego, sendo o produto potencial idêntico ao efetivo em tal situação, que constituía uma tendência natural da economia.II. Um dos aspectos que diferencia a teoria keynesiana daquela clássica que a antecedeu é o aspecto da neutralidade da moeda, que para Keynes afeta a economia no que se refere ao nível de preços, mas não aos níveis de renda e de emprego.III. O pressuposto clássico de que os preços e salários eram sempre flexíveis era importante para garantir a tendência ao pleno emprego, pois eram variáveis de ajuste para que os mercados chegassem ao equilíbrio e que a economia atingisse o pleno emprego.IV. Para Keynes, o equilíbrio estava relacionado à igualdade entre oferta agregada e demanda agregada, podendo ocorrer com desemprego involuntário da força de trabalho; o nível da renda e do emprego dependeriam da demanda efetiva, não da oferta agregada. É correto apenas o que se afirma em:
Com relação aos modelos keynesiano e IS/LM, julgue o item a seguir.
O aumento dos salários nominais (efeito Keynes) desloca paralelamente a curva LM para a esquerda, o que reduz o produto e o lucro das firmas e aumenta a taxa de juros de equilíbrio.
A condição de equilíbrio da renda é oferta agregada igual a demanda agregada (OA = DA). Considerando que o nível de renda de equilíbrio de uma economia é Ye = 500 e que a propensão marginal a consumir b = 0,8, o nível mínimo de consumo dessa economia é
Com base nas hipóteses do modelo keynesiano básico e, especificamente, da cruz keynesiana, julgue o próximo item.
Quando resulta especificamente do aumento nos gastos do
governo, a elevação na renda agregada da economia é maior
que a variação dos gastos governamentais positiva.