Para responder às questões de números 01 a 06, leia o texto.

Ronald Golias
Paulista de São Carlos, filho de marceneiro, Ronald Golias fez de tudo para sobreviver: foi ajudante de alfaiate, funileiro e aqualouco, entre outros bicos. Mas nunca perdeu de vista a idéia de cumprir aquela que dizia ser sua missão: fazer humor. Sucesso primeiro no rádio e depois na televisão em que imortalizou o espertalhão Bronco, de A Família Trapo , Golias foi um dos mestres de uma comédia muito brasileira, mas que, com sua morte, fica ainda mais perto da extinção: um casamento de humor circense com non-sense, capaz de se adaptar igualmente bem à rapidez dos esquetes televisivos ou ao ritmo do cinema.
(Veja, 28.12.2005)

O emprego do grau aumentativo atribui ao adjetivo espertalhão a idéia de

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Existem as pessoas bibliófilas (do grego biblíon, “livro”, e philos, “amigo”): quase sempre intelectuais, adoram ter livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Reúnem coleções catalogadas que podem ser utilíssimas para pesquisadores. Existem as pessoas acumuladoras: adoram ter uma enorme quantidade de objetos, incluindo livros. Via de regra, o termo já designa uma patologia: pessoas que acumulam itens porque simplesmente não conseguem jogá-los fora. E, portanto, são também incapazes de catalogar, cuidar, organizar, até mesmo limpar seus objetos.


E existimos nós, pobres mortais que não temos nem a seriedade e o senso de propósito das bibliófilas, e nem a patologia descontrolada das acumuladoras, mas que, sim, vamos comprando livros pela vida e, na semana seguinte, antes de termos lido qualquer uma das compras da anterior, já estamos comprando novos, que vão se acumulando sem serem lidos.


Para o escritor Roberto Calasso, autor de Como organizar uma biblioteca, bibliotecas deveriam ser organizadas de forma aleatória e lúdica, um lugar para o usuário se perder e, quem sabe, encontrar um livro ainda melhor quando se está buscando por outro apenas adequado. Mais importante, toda boa biblioteca é comprada no presente, mas para ser útil no futuro. “Nada tira o fascínio de ter nas mãos — na hora — um livro de cuja necessidade não se sabia até um momento antes”, escreve ele.


(Alex Castro. ‘Tsundoku’, a arte de acumular livros. Revista Quatro Cinco Um. Julho de 2024. Adaptado)

Em “Reúnem coleções catalogadas que podem ser utilíssimas...” (1o parágrafo), o adjetivo úteis, em destaque, está no grau superlativo.

Assinale a alternativa em que se apresentam corretamente o adjetivo e sua forma superlativa.
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Ligações elétricas atravessam o Mar Báltico


Estônia, Letônia e Lituânia inauguraram três cabos submarinos com os quais irão receber 1.700 megawatts de eletricidade da Suécia e da Finlândia, encerrando sua dependência da eletricidade russa. A mudança é um desdobramento geopolítico da Guerra da Ucrânia, que colocou as nações da Otan (a que a Estônia, Letônia e Lituânia pertencem desde 2004) contra a Rússia.

(Superinteressante, abril de 2025)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque pertence à classe dos adjetivos, ou seja, atribui uma qualidade a outro termo da frase.

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Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência



O trabalho infantil expõe a desigualdade e a indiferença ao direito de ser criança. “O trabalho infantil impede que crianças desenvolvam, em toda potência, suas habilidades e capacidades em um contexto saudável. Consiste na violação à regra constitucional de prioridade absoluta à garantia dos direitos às crianças e aos adolescentes. As consequências geram efeitos para toda a vida, alimentando o ciclo de pobreza e exclusão social”, ressalta Mariana Zan, advogada do Instituto Alana.



Segundo relatórios, 160 milhões de crianças e adolescentes vivem atualmente em situação de trabalho infantil no mundo, sendo cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. Mais da metade tem entre 5 e 11 anos. Os números reforçam a cultura de que é normal crianças trabalharem para sobreviver. Vê-se que a sociedade ignora o direito à infância. No interior do Pará, encontramos o caso de Vilciney Silva. “Com nove anos, eu ia para a feira vender coxinha de manhã e pamonha à tarde. Nos fins de semana, eu vendia amendoim nas festas. Morava com meus avós e não tinha tempo para brincar nem estudar. A gente tinha que existir e se alimentar”, conta.



Hoje, pai de três meninos, faz questão de brincar quando estão juntos. Para ele, é o momento de alegria que descobriu já adulto. O trabalho durante a infância não era uma opção. Tinha que fazer. “Eu me questionava se ia conseguir as coisas sem a escola. Mas entre estudar e ter comida, a fome falava mais alto”, diz. Prestes a terminar o curso de licenciatura em Educação do Campo, ele quer seguir os estudos e fazer mestrado. Os sonhos do menino que trabalhava na feira foram adiados por muito tempo. “Percebi a necessidade de estudar e que, para o pobre, as dificuldades sempre acontecem, mas a gente não tem que desistir”, conclui.


(Célia Fernanda Lima. “Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência”. Lunetas. 13.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque na frase tem função de adjetivo, ou seja, atribui uma qualidade a outra palavra.