Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo. 

São Silvestre chega à 89.ª edição com recorde de participantes

 

 

Em 88 anos, desde 1925, número de atletas saltou de 146 para 27,5 mil


Quase nove décadas e 88 edições transformaram a tradicional corrida de São Silvestre em um megaevento capaz de reunir 27,5 mil pessoas de 41 países nas ruas de São Paulo. No dia 31 de dezembro de 1925, após o jornalista Cásper Líbero se inspirar em um evento realizado em Paris, deu-se o pontapé inicial para a histórica prova de atletismo da capital paulista.

 

 

Na primeira edição, apenas 146 atletas paulistanos participaram do evento. No total, 60 percorreram todos os 6,2 mil metros entre a Avenida Paulista e a Ponte Pequena (atual estação Armênia do metrô). Alfredo Gomes, do Clube Espéria, cruzou a linha de chegada às Oh23 do dia 1.9 de janeiro de 1926 em primeiro lugar, com o tempo de 23m10s. Segundo o regulamento da época, somente os primeiros 25 atletas receberam medalhas.

A prova, que era restrita aos paulistas nos primeiros 16 anos , teve o mineiro José Tibúrcio dos Santos como vencedor em 1941. Na ocasião, o percurso já havia mudado, chegando a sete mil metros entre a esquina da Avenida Paulista com a avenida Angélica e o Clube de Ragatas Tietê (próximo à atual ponte das Bandeiras). A 17.@ corrida de São Silvestre já contava com 1.289 atletas.

INTERNACIONAL

A primeira edição internacional ocorreu em 1945, com a presença de convidados sul-americanos. O brasileiro Sebastião Alves Monteiro travou uma dura batalha com o uruguaio Oscar Moreira e venceu a prova em 21m54s. O local da chegada era o mesmo de 1941. A largada, por sua vez, ocorreu em frente ao Estádio do Pacaembu. Após o bicampeonato de Sebastião Alves, no ano seguinte, o Brasil viveu um longo jejum de vitórias. Coube a José João da Silva, em 1980, colocar ponto final à  estiagem

.No hiato, o belga Gaston Roelants sagrou-se tetracampeão em 1964, 1965, 1967 e 1968. Já o argentino Osvaldo Suarez cruzou a linha de chegada em primeiro lugar três anos seguidos, entre 1958 e 1960. Mais cinco atletas conquistaram mais de dois títulos: o colombiano Víctor Mora (1972, 1973, 1975 e 1981), o equatoriano Rolando Vera (de 1986 a 1989), o brasileiro Marílson Gomes dos Santos (2003, 2005 e 2010), além dos quenianos Robert Cheruiyot (2002, 2004 e 2007) e Paul Tergat (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000).

Os atletas do Quênia, inclusive, dominam a prova desde a vitória de Simon Chemwoyo, em 1992. Desde então, o país africano conquistou 13 vitórias em 21 edições. Já o Brasil venceu seis: Ronaldo da Costa (1994), Émerson Iser Bem (1997), Franck Caldeira (2006), além do tricampeonato de Marílson dos Santos. No total, o País tem 11 conquistas — João da Mata de Ataíde cruzou em primeiro em 1983 — e está a duas vitórias dos  quenianos. 

MULHERES

As mulheres passaram a disputar a prova em 1975. Como ocorre na prova masculina, as quenianas têm a supremacia, com dez conquistas. Portugal e Brasil vêm em seguida, com sete e cinco vitórias, respectivamente. A portuguesa Rosa Mota é a maior vencedora, com seis títulos seguidos entre 1981 e 1986. A mexicana Maria Del Carmen Diaz venceu em 1989, 1990 e 1992. O Brasil chegou em primeiro lugar com Carmem Oliveira (1995), Roseli Machado (1996), Maria ?eferina Baldaia (2001), Marizete Rezende (2002) e Lucélia Peres (2006).

A 89ª edição do megaevento paulistano terá início às 8h40. A corrida noturna ocorreu de 1925 a 1988. Depois, veio o período em que a prova era disputada no período da tarde. A largada ocorre nas primeiras horas do dia 31 desde o ano passado. (www.estadao.com.br)

 

Veja: "Portugal e Brasil vêm em seguida, com sete e cinco vitórias, respectivamente." A forma verbal em destaque pertence ao verbo:

Para responder à questão, considere a letra da cançao a seguir.

Oração Ao Tempo (Caetano Veloso)

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo

Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

(Disponível em http://letras.mus.br)

Os versos "És um senhor tão bonito/ Quanto a cara do meu filho" formam um período composto por duas orações, sendo que o verbo está omisso na segunda delas. A forma verbal omissa, considerando-se o contexto, pode ser: