Leia o texto para responder a questão.
Coisas Antigas
[...] “Depois de cumprir meus afazeres voltei
para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me
pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por
ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu
lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso
de saber qual a origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio
que já notado por outras pessoas, de ser o guardachuva o 
objeto do mundo moderno mais infenso a
mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente
nenhum objeto de minha infância existe mais em sua
forma primitiva. De máquinas como telefone, automóvel
etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso
mudaram de forma, de cor, de material; em alguns
casos, é verdade, para melhor; mas mudaram. [...]
O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as
sombrinhas, já se entregaram aos piores
desregramentos futuristas e tanto abusaram que até
caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com
seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou
pinho vulgar, de algodão ou de seda animal, pobre ou
rico, ele se tem mantido digno. [...]” Rubem Braga
Assinale a alternativa em que apenas uma palavra segue a mesma regra de acentuação do vocábulo: automóvel.
Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre as palavras. Analise os vocábulos: tóxico, galho, hoje. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a quantidade de fonemas das palavras destacadas.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente. 
Texto I

O que é o “caxangá”, que os escravos de Jó jogavam?


(Artur Louback)


Caxangá tem vários significados, mas nada de jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caáçangá, que significa “mata extensa”. Mas nada disso tem a ver com o jogo e menos ainda com Jó, o personagem bíblico que perdeu tudo o que tinha (inclusive os escravos), menos a fé. Isso deixa os especialistas intrigados. “Já procurei caxangá, caxengá e caxingá, com “x” e “ch”, e não encontrei nada que fizesse sentido como um jogo”, diz o etimologista Claudio Moreno. “Se esse jogo existisse, seria quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam nossas tradições populares”. O que pode ter ocorrido é uma espécie de “telefone sem fio”: se originalmente o verso fosse “juntavam caxangá” ao invés de “jogavam”, poderiam pensar em escravos pegando siris em vez de em um jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como “a Tonga da mironga do kabuletê”, da canção de Toquinho e Vinicius – as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o significado que elas têm na música.



(Disponível em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-ocaxanga-que-os-escravos-de-jo-jogavam/. Acesso em 5 de dezembro de 2024)
Em “Já procurei caxangá, caxengá e caxingá, com ‘x’ e ‘ch’”, caso os vocábulos fossem reescritos com “ch”, quanto à natureza fonética/fonológica, é correto afirmar que: