Um paciente de quarenta e cinco anos de idade apresentou, durante visita domiciliar do agente comunitário de saúde, pressão arterial registrada de 162 mmHg × 102 mmHg e foi rastreado como suspeito de ser hipertenso. Na consulta fisioterapêutica, a pressão arterial aferida, nos dois braços, foi de 175 mmHg × 105 mmHg (média de 3 medidas), e o paciente afirmou que esses eram os valores cotidianos de sua pressão arterial.
Acerca desse caso clínico, julgue os itens a seguir.
De acordo com a classificação da pressão arterial medida no consultório, trata-se de um paciente com diagnóstico de hipertensão arterial no estágio 2.Uma mulher de cinquenta anos de idade relata ter sofrido uma lesão nervosa periférica decorrente de um acidente com uma porta de vidro que ocasionou um corte profundo na região próxima do punho. Na avaliação fisioterapêutica, foi observado que a paciente apresenta déficits motores para realizar a extensão do punho e a extensão das articulações metacarpofalangeanas do segundo ao quinto dedos, além da abdução e da extensão do polegar.
A respeito do caso clínico descrito, julgue os itens a seguir.
Trata-se de uma lesão do segmento distal do nervo radial.Um homem de trinta e um anos de idade foi encaminhado para fisioterapia, quinze dias após cirurgia de reconstrução de ligamento anterior. O paciente apresenta o joelho pós-cirúrgico com edema importante e atrofia e fraqueza muscular aparentes, em especial do músculo quadríceps femoral, em comparação à perna contralateral. O paciente tem déficit importante de ativação do músculo quadríceps, fenômeno classicamente conhecido como inibição artrogênica.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens seguintes.
No quadro em questão, é correto utilizar estimulação elétrica neuromuscular com ênfase no fortalecimento do músculo quadríceps femoral e aumentar o controle motor dos músculos periarticulares ao joelho.Um homem de sessenta anos de idade, participante eventual de corridas de rua de 5 km, apresentou perda súbita da consciência logo no início de uma das provas. Assim que ele caiu desacordado no chão, um socorrista leigo, vendo seu estado geral, iniciou a realização de compressões torácicas na região central do peito do indivíduo, na altura da linha intermamilar. Em alguns segundos, a equipe de socorristas da prova se fez presente e avaliou o indivíduo, confirmando que ele apresentava-se irresponsivo, com respiração agônica e sem pulso carotídeo.
Com relação a esse quadro clínico, julgue os itens que se seguem.
A utilização de dispositivos de barreira tem a finalidade de desobstruir as vias aéreas altas, razão por que deveria ter sido considerada na situação em questão, uma vez que não se sabia a causa do evento.Há mais ou menos dois anos, paciente do sexo masculino, com quarenta e um anos de idade, teve um acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico na região parietal. Sua pressão chegou a 235 mmHg × 110 mmHg, ficou em coma por três semanas e, quando acordou, relatou fraqueza generalizada no hemicorpo D, indicando uma sequela do AVE. Após sete meses da lesão, sua hipotonia foi substituída por uma forte espasticidade em membro superior direito (bíceps braquial e flexores do punho) e membro inferior direito (flexores plantares e quadríceps). Atualmente, sua principal queixa é dificuldade de deambulação e incapacidade de realizar atividades funcionais com o membro superior direito.
A respeito desse caso clínico, julgue os itens subsecutivos.
A redução da força muscular observada nesse paciente não é causada por fraqueza muscular, mas pela oposição dos músculos espásticos antagonistas.Um homem de sessenta anos de idade, participante eventual de corridas de rua de 5 km, apresentou perda súbita da consciência logo no início de uma das provas. Assim que ele caiu desacordado no chão, um socorrista leigo, vendo seu estado geral, iniciou a realização de compressões torácicas na região central do peito do indivíduo, na altura da linha intermamilar. Em alguns segundos, a equipe de socorristas da prova se fez presente e avaliou o indivíduo, confirmando que ele apresentava-se irresponsivo, com respiração agônica e sem pulso carotídeo.
Com relação a esse quadro clínico, julgue os itens que se seguem.
Constatados os sinais clínicos, a abertura das vias aéreas deveria ter sido o primeiro procedimento a ser realizado no paciente.Um paciente de quarenta e cinco anos de idade apresentou, durante visita domiciliar do agente comunitário de saúde, pressão arterial registrada de 162 mmHg × 102 mmHg e foi rastreado como suspeito de ser hipertenso. Na consulta fisioterapêutica, a pressão arterial aferida, nos dois braços, foi de 175 mmHg × 105 mmHg (média de 3 medidas), e o paciente afirmou que esses eram os valores cotidianos de sua pressão arterial.
Acerca desse caso clínico, julgue os itens a seguir.
No caso em tela, é recomendada a realização de exercícios de treinamento resistido, de 8 a 10 exercícios para os principais grupos musculares, dando-se prioridade para a execução bilateral, até o paciente relatar fadiga moderada.Um paciente de sessenta e cinco anos de idade foi internado na UTI com diagnóstico de exacerbação de DPOC. Na admissão o paciente encontrava-se em respiração espontânea com suporte de oxigênio sob sistema de Venturi (válvula laranja, fluxo a 15 L/min) e, após meia hora usando o sistema, a frequência respiratória registrada foi de 30 incursões por minuto, SaO2 de 81%. O paciente apresentou, uma hora após a admissão, os seguintes parâmetros relativos à gasometria: pH = 7,31; PaCO2 = 72 mmHg; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 30 mMol/L; BE = 5 mMol/L. A análise prévia da força dos músculos respiratórios mostrou valor de PImáx = +80 cmH2O e PEmáx = 120 cmH2O.
Considerando esse quadro clínico, julgue os itens a seguir.
Caso tenha sido utilizado suporte ventilatório não invasivo e, ao final de duas horas deste suporte, o paciente tenha apresentado frequência respiratória de 28 incursões por minuto, e os seguintes parâmetros relativos à gasometria arterial: pH = 7,3; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 55 mmHg; HCO3 = 29 mMol/L e BE = 3 mMol/L, justifica-se a necessidade de manutenção do suporte ventilatório não invasivo, sendo essa a terapia referendada para resolução desses quadros de exacerbação da DPOC.