"A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”."
GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34, 2012.
A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo
“Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Valorizei a ideia de uma sociedade livre e democrática na qual todas as pessoas possam viver juntas com harmonia e oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e espero conquistá-lo. Mas, se necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”
Que grande líder mundial, já ganhador do prêmio Nobel da Paz, fez este pronunciamento perante o tribunal que o condenou à prisão perpétua por sua luta pela igualdade?
Em agosto de 2013, o presidente Barack Obama presidiu a cerimônia de comemoração dos cinquenta anos da Marcha sobre Washington, marco da luta pela igualdade dos direitos civis em seu país. Na ocasião da marcha, em discurso que eletrizou a multidão, um pastor religioso, defensor da não violência como caminho para a vitória da causa que defendia, falava do sonho de ver uma América cujos filhos conviveriam em harmonia, independentemente da cor da pele. Esse pastor chamava-se
Um dos episódios mais marcantes da luta contra a segregação racial em que Martin Luther King se envolveu desencadeou um boicote de mais de um ano aos transportes públicos de Montgomery, Alabama. Neste episódio: