Analista Judiciário Medicina - Interpretação de Textos - TRT

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Desempenho Global
8
Resoluções
34%
Média
Difícil
Dificuldade
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    Leis religiosas e leis civis


    As leis religiosas têm mais sublimidade; as leis civis
    dispõem de mais extensão.

    As leis de perfeição, extraídas da religião, têm por objeto
    mais a bondade do homem que as segue do que a da sociedade
    na qual são observadas; ao contrário, as leis civis versam
    mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que
    sobre a dos indivíduos.

    Deste modo, por respeitáveis que sejam os ideais que
    nascem imediatamente da religião, não devem sempre servir de
    princípio às leis civis, porque é outro o princípio destas, que é o
    bem geral da sociedade.

    (Montesquieu, Do espírito das leis)

    Atente para as seguintes afirmações:

    I. A bondade do indivíduo e as virtudes coletivas são instâncias que se ligam entre si, de modo inextricável e em recíproca dependência.

    II. A diferença de princípios permite distinguir entre o que há de respeitável nos ideais religiosos e o que se elege como um bem comum nas leis civis.

    III. Tanto no âmbito das leis civis quanto no das religiosas, o objetivo último é o mesmo: o aprimoramento moral do indivíduo.

    Em relação ao texto, está correto o que se afirma em

  • (...) as leis civis versam mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que sobre a dos indivíduos.

    Pode-se substituir o segmento sublinhado na frase acima, sem prejuízo para a correção e o sentido, por:

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    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    Considerando-se o contexto, deve-se entender por "autoria institucional" uma atribuição que se aplica a

  • O Brasil poderá sofrer a primeira consequência diplomática por ter decidido não extraditar o terrorista italiano Cesare Battisti daqui a menos de duas semanas.

    A frase acima, de uma notícia de jornal, tem como defeito de construção

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    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    No contexto do 3º parágrafo, a frase final É só abrir um espaço na internet tem como sentido implícito o que enuncia este segmento:

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    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    De acordo com texto, os blogs têm como característica

    I. a abertura para participação autoral de leitores interessados em se manifestar num espaço virtual já constituído;

    II. a reversão de matérias que seriam, a princípio, de interesse público em matérias de interesse exclusivamente privado;

    III. a exploração de diferentes gêneros literários e linguagens outras que não a verbal, além da plena liberdade na eleição dos temas a serem tratados.

    Em relação ao texto, é correto depreender o que se afirma em

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    Leis religiosas e leis civis


    As leis religiosas têm mais sublimidade; as leis civis
    dispõem de mais extensão.

    As leis de perfeição, extraídas da religião, têm por objeto
    mais a bondade do homem que as segue do que a da sociedade
    na qual são observadas; ao contrário, as leis civis versam
    mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que
    sobre a dos indivíduos.

    Deste modo, por respeitáveis que sejam os ideais que
    nascem imediatamente da religião, não devem sempre servir de
    princípio às leis civis, porque é outro o princípio destas, que é o
    bem geral da sociedade.

    (Montesquieu, Do espírito das leis)

    Atentando-se para a primeira frase e considerando-se o conjunto do texto, os termos sublimidade e extensão dizem respeito, respectivamente, ao caráter

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    Leis religiosas e leis civis


    As leis religiosas têm mais sublimidade; as leis civis
    dispõem de mais extensão.

    As leis de perfeição, extraídas da religião, têm por objeto
    mais a bondade do homem que as segue do que a da sociedade
    na qual são observadas; ao contrário, as leis civis versam
    mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que
    sobre a dos indivíduos.

    Deste modo, por respeitáveis que sejam os ideais que
    nascem imediatamente da religião, não devem sempre servir de
    princípio às leis civis, porque é outro o princípio destas, que é o
    bem geral da sociedade.

    (Montesquieu, Do espírito das leis)

    As leis religiosas têm mais sublimidade; as leis civis dispõem de mais extensão.

    A respeito da construção da frase acima, é correto afirmar que

  • Ninguém imaginou que ele nos trairia. Supúnhamos, mesmo, que fosse o mais leal de nossos parceiros.

    As frases acima estão reorganizadas numa só frase, sem prejuízo para a correção e o sentido, em:

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    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    A expressão cadernos pessoais abertos (2º parágrafo), no contexto,

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    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    Ao final do texto, o autor desaprova, precisamente, o fácil entusiasmo de quem considera os blogs

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    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • 📖 Texto associado

    Pensando os blogs


    Há não muito tempo, falava-se em imprensa escrita,
    falada e televisada quando se desejava abarcar todas as
    possibilidades da comunicação jornalística. Os jornais e as
    revistas, o rádio e a televisão constituíam o pleno espaço
    público das informações. Tinham em comum o que se pode
    chamar de "autoria institucional": dizia-se, por exemplo, que
    tal notícia "deu no Diário Popular", ou "foi ouvida na rádio
    Cacique", ou "passou no telejornal da TV Excelsior". Funcionava
    como prova de veracidade do fato.

    Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrência
    dos autores anônimos, ou semi-anônimos, que se valem dos
    recursos da internet, entre eles os incontáveis blogs. Considerados
    uma espécie de cadernos pessoais abertos, os blogs
    possibilitam intervenção imediata do público e exploram em seu
    espaço virtual as mais distintas formas de linguagem: textos,
    desenhos, gravuras, fotos, músicas,vídeos, ilustrações, reportagens,
    entrevistas, arquivos importados etc. etc. A novidade
    maior dos blogs está nessa imediata conexão que podem
    realizar entre o que seria essencialmente privado e o que seria
    essencialmente público. Até mesmo alguns velhos jornalistas
    mantêm com regularidade esses espaços abertos da
    internet, sem prejuízo para suas colunas nos jornais tradicionais.
    A diferença é que, em seus blogs, eles se permitem
    depoimentos subjetivos e apreciações pessoais que não teriam
    lugar numa Folha de S. Paulo ou num O Globo, por exemplo.
    São capazes de narrar a cerimônia de posse do presidente da
    República incluindo os apartes e as impressões dos filhos
    pequenos que também acompanhavam e comentavam o
    evento.

    Qualquer cidadão pode resolver sair da casca e dizer ao
    mundo o que pensa da seleção brasileira, ou da mulher que o
    abandonou, ou da falta de oportunidades no seu ramo de negócio.
    Artistas plásticos trocamfigurinhas em seus blogs diante
    de um largo público de espectadores, escritores adiantam um
    capítulo do próximo romance, um músico resolve divulgar sua nova canção já acompanhada de cifras para acompanhamento
    no violão. É só abrir um espaço na internet.

    Outro dia, num blog de algum sucesso, o autor gabavase
    de promover democraticamente, entre os incontáveis seguidores
    seus, uma discussão sobre as mesmas questões que
    preocupavam a roda fechada e cerimoniosa dos filósofos companheiros
    de Platão. Isso sim, argumentava ele, é que é um
    diálogo verdadeiro. Tal atrevimento supõe que quantidade implicaria
    qualidade, e que democracia é uma soma infinita das
    impressões e opiniões de todo mundo...

    Não importa a extensão das descobertas tecnológicas,
    sempre será imprescindível a atuação do nosso espírito crítico
    diante de cada fato novo que se imponha à nossa atenção.


    (Belarmino Braga, inédito)

    Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

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