Escriturário - Interpretação de Textos - Banco do Brasil - Médio

Simulado com questões de prova: Escriturário - Interpretação de Textos - Banco do Brasil - Médio. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


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244
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30%
Média
Difícil
Dificuldade
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  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    É correto afirmar sobre o que está destacado:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 18 a 20 referem-se ao
    texto abaixo.

    Visto que estamos seguros da impossibilidade de viver
    muito sem envelhecer, temos nos conscientizado, progressivamente,
    da importância de cuidar de nosso futuro.
    Qual seria, porém, o objetivo a ser alcançado?
    Na tentativa de definir melhor as metas a serem atingidas,
    encontrei na literatura muitos conceitos sobre envelhecimento
    saudável, ativo ou bem-sucedido.
    Muito semelhantes entre si, têm como principal denominador
    comum a plena inserção social de quem envelhece no
    ambiente em que vive, o que decorre da sua intenção em
    participar ativamente da comunidade e do acolhimento desta às
    suas possibilidades atuais. Não é uma tarefa simples nem
    habitual.

    (Wilson Jacob Filho, "Aonde queremos chegar?". Outras Idéias,
    Folhaequilíbrio, 16/03/2006, p. 2)

    Considerando o contexto, assinale a alternativa correta.

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    No último parágrafo do texto, o autor parte do caso ocorrido com João Brandão para formular a idéia geral de que

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.

    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    Considere as seguintes afirmações:

    I. Nas duas vezes em que é empregada, a palavra programa (2º parágrafo) tem a mesma significação: planejamento de metas governamentais.
    II. A expressão então é feriado (2o paragrafo) indica a conclusão a que chegou o escriturário, em seu raciocínio.
    III. Na citação do anúncio do "Departamento Meteorológico", a expressão ponto facultativo surge deslocada, por não se tratar de uma informação meteorológica.

    Em relação ao texto, está correto o que se afirma em

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
    texto que segue.

    O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
    mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
    nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
    quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
    pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
    cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
    ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
    espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
    que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
    seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
    e também do mistério de uma cultura.

    (GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
    O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
    Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

    Observe atentamente os segmentos ainda não contidos pelo estigma de improdutivos e ainda não constrangidos pela impaciência. No contexto, eles

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    No texto, o autor

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto
    abaixo.

    Em todo o continente americano, a colonização européia
    teve efeito devastador. Atingidos pelas armas, e mais ainda
    pelas epidemias e por políticas de sujeição e transformação que
    afetavam os mínimos aspectos de suas vidas, os povos
    indígenas trataram de criar sentido em meio à devastação. Nas
    primeiras décadas do século XVII, índios norte-americanos
    comparavam a uma demolição aquilo que os missionários
    jesuítas viam como "transformação de suas vidas pagãs e
    bárbaras em uma vida civilizada e cristã." (Relações dos
    jesuítas da Nova França
    , 1636). No México, os índios
    comparavam seu mundo revirado a uma rede esgarçada pela
    invasão espanhola. A denúncia da violência da colonização,
    sabemos, é contemporânea da destruição, e tem em Las Casas
    seu representante mais famoso.
    Posterior, e mais recente, foi a tentativa, por partede
    alguns historiadores, de abandonar uma visão eurocêntrica da
    "conquista" da América, dedicando-se a retraçá-la a partir do
    ponto de vista dos "vencidos", enquanto outros continuaram a
    reconstituir histórias da instalação de sociedades européias em
    solo americano. Antropólogos, por sua vez, buscaram nos
    documentos produzidos no período colonial informações sobre
    os mundos indígenas demolidos pela colonização.
    A colonização do imaginário não busca nem uma coisa
    nem outra.

    (Adaptado de PERRONE-MOISÉS, Beatriz, Prefácio à
    edição brasileira de GRUZINSKI, Serge, A colonização do
    imaginário:
    sociedades indígenas e ocidentalização no
    México espanhol (séculos XVI-XVIII)).

    A autora cita as comparações feitas pelos indígenas norteamericanos e mexicanos

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e anunciaria uma era de progresso incessante.

    A nova redação para a frase acima, que não prejudica o sentido original, é:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    Sabendo-se que a palavra facultativo tem como sinônimo optativo (Dicionário Houaiss), é correto afirmar que

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
    texto que segue.

    O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
    mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
    nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
    quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
    pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
    cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
    ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
    espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
    que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
    seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
    e também do mistério de uma cultura.

    (GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
    O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
    Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

    No fragmento acima, o autor considera que

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto
    abaixo.

    Em todo o continente americano, a colonização européia
    teve efeito devastador. Atingidos pelas armas, e mais ainda
    pelas epidemias e por políticas de sujeição e transformação que
    afetavam os mínimos aspectos de suas vidas, os povos
    indígenas trataram de criar sentido em meio à devastação. Nas
    primeiras décadas do século XVII, índios norte-americanos
    comparavam a uma demolição aquilo que os missionários
    jesuítas viam como "transformação de suas vidas pagãs e
    bárbaras em uma vida civilizada e cristã." (Relações dos
    jesuítas da Nova França
    , 1636). No México, os índios
    comparavam seu mundo revirado a uma rede esgarçada pela
    invasão espanhola. A denúncia da violência da colonização,
    sabemos, é contemporânea da destruição, e tem em Las Casas
    seu representante mais famoso.
    Posterior, e mais recente, foi a tentativa, por partede
    alguns historiadores, de abandonar uma visão eurocêntrica da
    "conquista" da América, dedicando-se a retraçá-la a partir do
    ponto de vista dos "vencidos", enquanto outros continuaram a
    reconstituir histórias da instalação de sociedades européias em
    solo americano. Antropólogos, por sua vez, buscaram nos
    documentos produzidos no período colonial informações sobre
    os mundos indígenas demolidos pela colonização.
    A colonização do imaginário não busca nem uma coisa
    nem outra.

    (Adaptado de PERRONE-MOISÉS, Beatriz, Prefácio à
    edição brasileira de GRUZINSKI, Serge, A colonização do
    imaginário:
    sociedades indígenas e ocidentalização no
    México espanhol (séculos XVI-XVIII)).

    A autora do fragmento transcrito

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto
    abaixo.

    Em todo o continente americano, a colonização européia
    teve efeito devastador. Atingidos pelas armas, e mais ainda
    pelas epidemias e por políticas de sujeição e transformação que
    afetavam os mínimos aspectos de suas vidas, os povos
    indígenas trataram de criar sentido em meio à devastação. Nas
    primeiras décadas do século XVII, índios norte-americanos
    comparavam a uma demolição aquilo que os missionários
    jesuítas viam como "transformação de suas vidas pagãs e
    bárbaras em uma vida civilizada e cristã." (Relações dos
    jesuítas da Nova França
    , 1636). No México, os índios
    comparavam seu mundo revirado a uma rede esgarçada pela
    invasão espanhola. A denúncia da violência da colonização,
    sabemos, é contemporânea da destruição, e tem em Las Casas
    seu representante mais famoso.
    Posterior, e mais recente, foi a tentativa, por partede
    alguns historiadores, de abandonar uma visão eurocêntrica da
    "conquista" da América, dedicando-se a retraçá-la a partir do
    ponto de vista dos "vencidos", enquanto outros continuaram a
    reconstituir histórias da instalação de sociedades européias em
    solo americano. Antropólogos, por sua vez, buscaram nos
    documentos produzidos no período colonial informações sobre
    os mundos indígenas demolidos pela colonização.
    A colonização do imaginário não busca nem uma coisa
    nem outra.

    (Adaptado de PERRONE-MOISÉS, Beatriz, Prefácio à
    edição brasileira de GRUZINSKI, Serge, A colonização do
    imaginário:
    sociedades indígenas e ocidentalização no
    México espanhol (séculos XVI-XVIII)).

    Considerado corretamente o 2o parágrafo, o segmento grifado em A colonização do imaginário não busca nem uma coisa nem outra deve ser assim entendido:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    A crônica favorece a compreensão de que há diferentes tipos de texto, como há diferentes usos da linguagem. Isso se verifica, por exemplo, quando se comparam

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    No contexto, a frase e a crença na estabilidade e segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão expressa

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto
    abaixo.

    Em todo o continente americano, a colonização européia
    teve efeito devastador. Atingidos pelas armas, e mais ainda
    pelas epidemias e por políticas de sujeição e transformação que
    afetavam os mínimos aspectos de suas vidas, os povos
    indígenas trataram de criar sentido em meio à devastação. Nas
    primeiras décadas do século XVII, índios norte-americanos
    comparavam a uma demolição aquilo que os missionários
    jesuítas viam como "transformação de suas vidas pagãs e
    bárbaras em uma vida civilizada e cristã." (Relações dos
    jesuítas da Nova França
    , 1636). No México, os índios
    comparavam seu mundo revirado a uma rede esgarçada pela
    invasão espanhola. A denúncia da violência da colonização,
    sabemos, é contemporânea da destruição, e tem em Las Casas
    seu representante mais famoso.
    Posterior, e mais recente, foi a tentativa, por partede
    alguns historiadores, de abandonar uma visão eurocêntrica da
    "conquista" da América, dedicando-se a retraçá-la a partir do
    ponto de vista dos "vencidos", enquanto outros continuaram a
    reconstituir histórias da instalação de sociedades européias em
    solo americano. Antropólogos, por sua vez, buscaram nos
    documentos produzidos no período colonial informações sobre
    os mundos indígenas demolidos pela colonização.
    A colonização do imaginário não busca nem uma coisa
    nem outra.

    (Adaptado de PERRONE-MOISÉS, Beatriz, Prefácio à
    edição brasileira de GRUZINSKI, Serge, A colonização do
    imaginário:
    sociedades indígenas e ocidentalização no
    México espanhol (séculos XVI-XVIII)).

    Considere mais especificamente o segmento em que são citadas as comparações estabelecidas pelos dois grupos indígenas e analise as afirmações que seguem.

    I. As expressões que estabelecem o paralelismo efetuado pelos índios norte-americanos são "uma demolição" e "aquilo", que remete ao que aconteceu à população indígena no processo de aculturação a que foram submetidos.
    II. A expressão "uma rede esgarçada" é imagem adotada pelos índios mexicanos para expressar os vazios de seu tecido social, do qual se retiraram traços significativos.
    III. "demolição" e "transformação de suas vidas pagãs e bárbaras em uma vida civilizada e cristã" expressam o mesmo efeito que o processo de colonização traz para diferentes povos.

    É correto o que se afirma APENAS em

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
    texto que segue.

    O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
    mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
    nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
    quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
    pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
    cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
    ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
    espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
    que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
    seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
    e também do mistério de uma cultura.

    (GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
    O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
    Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

    No texto, a expressão Quando (linha 3) equivale a

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
    abaixo.

    "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
    de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
    na crônica seguinte.
    "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
    pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
    tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
    Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
    esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
    entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
    que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
    folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
    França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
    De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
    designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
    ? résdo-
    chão,rodapé
    ?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
    finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
    entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
    haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
    já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
    geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
    chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
    obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
    rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
    seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

    (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2005, p. 57)

    No fragmento acima,

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
    abaixo.

    "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
    de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
    na crônica seguinte.
    "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
    pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
    tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
    Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
    esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
    entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
    que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
    folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
    França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
    De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
    designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
    ? résdo-
    chão,rodapé
    ?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
    finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
    entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
    haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
    já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
    geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
    chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
    obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
    rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
    seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

    (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2005, p. 57)

    De lá [o folhetinista] espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava o grande veículo do espírito moderno.

    Uma nova redação para a frase acima, que não prejudica o sentido original e está em conformidade com o padrão culto, é:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 18 a 20 referem-se ao
    texto abaixo.

    Visto que estamos seguros da impossibilidade de viver
    muito sem envelhecer, temos nos conscientizado, progressivamente,
    da importância de cuidar de nosso futuro.
    Qual seria, porém, o objetivo a ser alcançado?
    Na tentativa de definir melhor as metas a serem atingidas,
    encontrei na literatura muitos conceitos sobre envelhecimento
    saudável, ativo ou bem-sucedido.
    Muito semelhantes entre si, têm como principal denominador
    comum a plena inserção social de quem envelhece no
    ambiente em que vive, o que decorre da sua intenção em
    participar ativamente da comunidade e do acolhimento desta às
    suas possibilidades atuais. Não é uma tarefa simples nem
    habitual.

    (Wilson Jacob Filho, "Aonde queremos chegar?". Outras Idéias,
    Folhaequilíbrio, 16/03/2006, p. 2)

    Considere as afirmações que seguem:

    I. O emprego do plural estamos é estratégia para envolver o leitor na situação comentada.

    II. A indagação ? Qual seria, porém, o objetivo a ser alcançado? ? corresponde a uma estratégia para deixar bem claro o ponto mais importante do assunto tratado.

    III. A expressão encontrei na literatura mostra que o autor adquiriu um conhecimento que, a seguir, transmite ao leitor.

    Em relação ao texto, é correto o que está afirmado em

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
    abaixo.

    "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
    de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
    na crônica seguinte.
    "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
    pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
    tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
    Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
    esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
    entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
    que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
    folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
    França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
    De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
    designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
    ? résdo-
    chão,rodapé
    ?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
    finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
    entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
    haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
    já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
    geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
    chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
    obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
    rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
    seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

    (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2005, p. 57)

    O único fragmento do texto que apresenta todas as palavras empregadas em sentido denotativo é:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
    texto que segue.

    O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
    mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
    nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
    quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
    pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
    cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
    ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
    espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
    que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
    seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
    e também do mistério de uma cultura.

    (GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
    O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
    Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

    A única substituição que não prejudica o sentido original é a de

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 18 a 20 referem-se ao
    texto abaixo.

    Visto que estamos seguros da impossibilidade de viver
    muito sem envelhecer, temos nos conscientizado, progressivamente,
    da importância de cuidar de nosso futuro.
    Qual seria, porém, o objetivo a ser alcançado?
    Na tentativa de definir melhor as metas a serem atingidas,
    encontrei na literatura muitos conceitos sobre envelhecimento
    saudável, ativo ou bem-sucedido.
    Muito semelhantes entre si, têm como principal denominador
    comum a plena inserção social de quem envelhece no
    ambiente em que vive, o que decorre da sua intenção em
    participar ativamente da comunidade e do acolhimento desta às
    suas possibilidades atuais. Não é uma tarefa simples nem
    habitual.

    (Wilson Jacob Filho, "Aonde queremos chegar?". Outras Idéias,
    Folhaequilíbrio, 16/03/2006, p. 2)

    As principais idéias expostas no fragmento estão corretamente citadas e relacionadas em:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
    abaixo.

    "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
    de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
    na crônica seguinte.
    "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
    pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
    tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
    Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
    esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
    entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
    que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
    folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
    França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
    De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
    designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
    ? résdo-
    chão,rodapé
    ?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
    finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
    entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
    haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
    já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
    geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
    chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
    obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
    rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
    seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

    (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2005, p. 57)

    Considerado o contexto, a expressão que está corretamente traduzida é:

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