Vestibular 2 dia - Português - Interpretação Textual - UFRGS

Simulado com questões de prova: Vestibular 2 dia - Português - Interpretação Textual - UFRGS. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
2
Resoluções
23%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Considere as propostas de reescrita para o seguinte trecho do texto, levando em conta os contextos que o
    antecedem e o seguem.
    Daí se tira uma consequência importante: não é preciso aprender e guardar permanentemente na
    memória cada caso individual; aprendemos uma regra geral (“fazse o plural acrescentando um “s”
    ao singular”), e estamos prontos (l. 48-53).
    I - Tira-se daí uma consequência importante: aprendemos uma regra geral – “faz-se o plural acrescentando um
    “s” ao singular” –, e estamos prontos. Não é preciso aprender e guardar permanentemente na memória cada caso
    individual.
    II - Daí se tira como consequência importante o fato de não ser preciso aprender e guardar permanentemente na
    memória cada caso individual, pois aprendemos uma regra geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
    singular”), e estamos prontos.
    III- Não é preciso aprender e guardar permanentemente na memória cada caso individual; aprendemos uma
    regra geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao singular”), e estamos prontos. Essa é a consequência
    importante que daí se tira.
    Quais estão corretas e preservam a significação do trecho original?
  • 📖 Texto associado
    01. me perguntam: quantas palavras
    02. uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta
    03. importante, principalmente para quem ensina
    04. línguas estrangeiras. Seria muito útil para
    05. quem planeja um curso de francês ou japonês
    06. ter uma estimativa de quantas palavras um
    07. nativo conhece; e quantas os alunos precisam
    08. aprender para usar a língua com certa
    09. facilidade. Essas informações seriam preciosas
    10. para quem está preparando um manual que
    11. inclua, entre outras coisas, um planejamento
    12. cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
    13. À parte isso, a pergunta tem seu
    14. interesse próprio. Uma língua não é apenas
    15. composta de palavras: ela inclui também regras
    16. gramaticais e um mundo de outros elementos
    17. que também precisam ser dominados. Mas as
    18. palavras são particularmente numerosas, e é
    19. notável como qualquer pessoa, instruída ou
    20. não, ........ acesso a esse acervo imenso de
    21. informação com facilidade e rapidez. Assim,
    22. perguntar quantas palavras uma pessoa sabe
    23. é parte do problema geral de o que é que
    24. uma pessoa tem em sua mente e que ........
    25. permite usar a língua, falando e entendendo.
    26. Antes de mais nada, porém, o que é uma
    27. palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
    28. sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
    29. assim. Considere a palavra olho . É muito claro
    30. que isso aí é uma palavra – mas será que
    31. olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
    32. Ou será outra palavra?
    33. Bom, há razões para responder das duas
    34. maneiras: é a mesma palavra, porque significa a
    35. mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
    36. outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
    37. (olhos tem um “s” final que olho não tem, além
    38. da diferença de timbre das vogais tônicas).
    39. Entretanto, a razão principal por que julgamos
    40. que olho e olhos sejam a mesma palavra é
    41. que a relação entre elas é extremamente
    42. regular; ou seja, vale não apenas para esse
    43. par, mas para milhares de outros pares de
    44. elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
    45. gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
    46. é a mesma em todos os pares: a forma sem
    47. “s” denota um objeto só, a forma com “s”
    48. denota mais de um objeto. Daí se tira uma
    49. consequência importante: não é preciso aprender
    50. e guardar permanentemente na memória
    51. cada caso individual; aprendemos uma regra
    52. geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
    53. singular”), e estamos prontos.
     Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical.
    ReVEL, v. 11, n. 20, 2013.

    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
    I - Os usos pronominais e verbais ora na primeira pessoa do singular, ora na primeira pessoa do plural, ora na
    terceira pessoa devem-se ao caráter científico do texto.
    II - Expressões como Bom (l. 33) e daí (l. 48) revelam um uso coloquial da língua relacionado ao fato de o texto
    ter sido publicado em revista, e não em livro.
    III- A predominância de verbos no presente do indicativo, no texto, é reveladora de seu caráter expositivoargumentativo.
    Quais estão corretas?
  • 📖 Texto associado
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
    ( ) As interrogações servem para o autor problematizar o tema do texto e exigir uma resposta do leitor.
    ( ) Os usos de futuro do pretérito, no primeiro parágrafo, funcionam como um recurso para o autor sugerir
    possibilidades ao leitor.
    ( ) O uso da forma verbal julgamos (l. 39), no plural, refere-se ao autor e aos demais falantes da língua
    portuguesa, incluindo os leitores.
    ( ) As aspas (l. 27-28) referem o dizer de uma pessoa indeterminada, que o autor traz para se contrapor por meio
    de um contra-argumento.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
  • 📖 Texto associado
    01. Nada mais importante para chamar a
    02. atenção sobre uma verdade do que exagerála.
    03. Mas também, nada mais perigoso, ........
    04. um dia vem a reação indispensável e a relega
    05. injustamente para a categoria do erro, até
    06. que se efetue a operação difícil de chegar a
    07. um ponto de vista objetivo, sem desfigurá-la
    08. de um lado nem de outro. É o que tem
    09. ocorrido com o estudo da relação entre a obra
    10. e o seu condicionamento social, que a certa
    11. altura chegou a ser vista como chave para
    12. compreendê-la, depois foi rebaixada como
    13. falha de visão, — e talvez só agora comece a
    14. ser proposta nos devidos termos.
    15. De fato, antes se procurava mostrar que
    16. o valor e o significado de uma obra
    17. dependiam de ela exprimir ou não certo
    18. aspecto da realidade, e que este aspecto
    19. constituía o que ela tinha de essencial.
    20. Depois, chegou-se à posição oposta,
    21. procurando-se mostrar que a matéria de uma
    22. obra é secundária, e que a sua importância
    23. deriva das operações formais postas em jogo,
    24. conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna
    25. de fato independente de quaisquer
    26. condicionamentos, sobretudo social,
    27. considerado inoperante como elemento de
    28. compreensão. Hoje sabemos que a
    29. integridade da obra não permite adotar
    30. nenhuma dessas visões ........ ; e que só a
    31. podemos entender fundindo texto e contexto
    32. numa interpretação dialeticamente íntegra,
    33. em que tanto o velho ponto de vista que
    34. explicava pelos fatores externos, quanto o
    35. outro, norteado pela convicção de que a
    36. estrutura é virtualmente independente, se
    37. combinam como momentos necessários do
    38. processo interpretativo. Sabemos, ainda, que
    39. o externo (no caso, o social) importa, não
    40. como causa, nem como significado, mas como
    41. elemento que desempenha certo papel na
    42. constituição da estrutura, tornando-se,
    43. portanto, interno.
    44. Neste caso, saímos dos aspectos
    45. periféricos da sociologia, ou da história
    46. sociologicamente orientada, para chegar a
    47. uma interpretação estética que assimilou a
    48. dimensão social como fator de arte. Quando
    49. isto se dá, ocorre o paradoxo assinalado
    50. inicialmente: o externo se torna interno e a
    51. crítica deixa de ser sociológica, para ser
    52. apenas crítica. Segundo esta ordem de ideias,
    53. o ângulo sociológico adquire uma validade
    54. maior do que tinha. Em ........, não pode mais
    55. ser imposto como critério único, ou mesmo
    56. preferencial, pois a importância de cada fator
    57. depende do caso a ser analisado. Uma crítica
    58. que se queira integral deve deixar de ser
    59. unilateralmente sociológica, psicológica ou
    60. linguística, para utilizar livremente os
    61. elementos capazes de conduzirem a uma
    62. interpretação coerente.
                                                                Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e
                                                                               sociedade. 9. ed. Rio de Janeiro: Ouro
                                                                                                                    sobre Azul, 2006.

    Considere as seguintes afirmações sobre o significado de palavras nos contextos de ocorrência.
    I - A palavra chave (l. 11) poderia ser substituída pela expressão elemento essencial, sem prejuízo da
    compreensão do sentido do parágrafo.
    II - A palavra Hoje (l. 28) diz respeito somente ao dia em que o autor escreveu o texto, servindo para situá-lo
    nesse momento específico da escrita.
    III- A palavra dialeticamente (l. 32) diz respeito a um modo de interpretação que considera a interação de
    fatores distintos em um processo de síntese.
    Quais estão corretas?
  • 📖 Texto associado
    01. Nada mais importante para chamar a
    02. atenção sobre uma verdade do que exagerála.
    03. Mas também, nada mais perigoso, ........
    04. um dia vem a reação indispensável e a relega
    05. injustamente para a categoria do erro, até
    06. que se efetue a operação difícil de chegar a
    07. um ponto de vista objetivo, sem desfigurá-la
    08. de um lado nem de outro. É o que tem
    09. ocorrido com o estudo da relação entre a obra
    10. e o seu condicionamento social, que a certa
    11. altura chegou a ser vista como chave para
    12. compreendê-la, depois foi rebaixada como
    13. falha de visão, — e talvez só agora comece a
    14. ser proposta nos devidos termos.
    15. De fato, antes se procurava mostrar que
    16. o valor e o significado de uma obra
    17. dependiam de ela exprimir ou não certo
    18. aspecto da realidade, e que este aspecto
    19. constituía o que ela tinha de essencial.
    20. Depois, chegou-se à posição oposta,
    21. procurando-se mostrar que a matéria de uma
    22. obra é secundária, e que a sua importância
    23. deriva das operações formais postas em jogo,
    24. conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna
    25. de fato independente de quaisquer
    26. condicionamentos, sobretudo social,
    27. considerado inoperante como elemento de
    28. compreensão. Hoje sabemos que a
    29. integridade da obra não permite adotar
    30. nenhuma dessas visões ........ ; e que só a
    31. podemos entender fundindo texto e contexto
    32. numa interpretação dialeticamente íntegra,
    33. em que tanto o velho ponto de vista que
    34. explicava pelos fatores externos, quanto o
    35. outro, norteado pela convicção de que a
    36. estrutura é virtualmente independente, se
    37. combinam como momentos necessários do
    38. processo interpretativo. Sabemos, ainda, que
    39. o externo (no caso, o social) importa, não
    40. como causa, nem como significado, mas como
    41. elemento que desempenha certo papel na
    42. constituição da estrutura, tornando-se,
    43. portanto, interno.
    44. Neste caso, saímos dos aspectos
    45. periféricos da sociologia, ou da história
    46. sociologicamente orientada, para chegar a
    47. uma interpretação estética que assimilou a
    48. dimensão social como fator de arte. Quando
    49. isto se dá, ocorre o paradoxo assinalado
    50. inicialmente: o externo se torna interno e a
    51. crítica deixa de ser sociológica, para ser
    52. apenas crítica. Segundo esta ordem de ideias,
    53. o ângulo sociológico adquire uma validade
    54. maior do que tinha. Em ........, não pode mais
    55. ser imposto como critério único, ou mesmo
    56. preferencial, pois a importância de cada fator
    57. depende do caso a ser analisado. Uma crítica
    58. que se queira integral deve deixar de ser
    59. unilateralmente sociológica, psicológica ou
    60. linguística, para utilizar livremente os
    61. elementos capazes de conduzirem a uma
    62. interpretação coerente.
                                                                Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e
                                                                               sociedade. 9. ed. Rio de Janeiro: Ouro
                                                                                                                    sobre Azul, 2006.

    Considere as seguintes afirmações sobre o uso de pronomes no texto. I - O pronome a (l. 04) faz referência à expressão a reação indispensável (l. 04). II - A forma pronominal la (l. 07) faz referência à expressão uma verdade (l. 02). III- O pronome se (l. 42) faz referência à expressão o externo (l. 39).
    Considere as seguintes afirmações sobre o uso de pronomes no texto.

    I - O pronome a (l. 04) faz referência à expressão a reação indispensável (l. 04).

    II - A forma pronominal la (l. 07) faz referência à expressão uma verdade (l. 02).

    III- O pronome se (l. 42) faz referência à expressão o externo (l. 39).

    Quais das afirmações acima estão corretas?
  • 📖 Texto associado
    01. – Temos sorte de viver no Brasil – dizia
    02. meu pai, depois da guerra. – Na Europa
    03. mataram milhões de judeus.
    04. Contava as experiências que os médicos
    05. nazistas faziam com os prisioneiros.
    06.  Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas
    07. encolher – à maneira, li depois, dos índios
    08. Jivaros. Amputavam pernas e braços.
    09. Realizavam estranhos transplantes: uniam a
    10. metade superior de um homem ........ metade
    11. inferior de uma mulher, ou aos quartos
    12. traseiros de um bode. Felizmente morriam
    13. essas atrozes quimeras; expiravam como
    14. seres humanos, não eram obrigadas a viver
    15. como aberrações. (........ essa altura eu tinha
    16. os olhos cheios de lágrimas. Meu pai pensava
    17. que a descrição das maldades nazistas me
    18. deixava comovido.)
    19. Em 1948 foi proclamado o Estado de
    20. Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho –
    21. o melhor vinho do armazém –, brindamos ao
    22. acontecimento. E não saíamos de perto do
    23. rádio, acompanhando ........ notícias da guerra
    24. no Oriente Médio. Meu pai estava
    25. entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
    26. explicava, vivem judeus de todo o mundo,
    27. judeus brancos da Europa, judeus pretos da
    28. África, judeus da Índia, isto sem falar nos
    29. beduínos com seus camelos: tipos muito
    30 esquisitos, Guedali.
    31. Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias.
    32. Por que não ir para Israel? Num país de
    33. gente tão estranha – e, ainda por cima, em
    34. guerra – eu certamente não chamaria a
    35. atenção. Ainda menos como combatente,
    36. entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu
    37. me via correndo pelas ruelas de uma aldeia,
    38. empunhando um revólver trinta e oito,
    39. atirando sem cessar; eu me via caindo,
    40. varado de balas. Aquela, sim, era a morte que
    41. eu almejava, morte heroica, esplêndida
    42. justificativa para uma vida miserável, de
    43. monstro encurralado. E, caso não morresse,
    44. poderia viver depois num kibutz . Eu, que
    45. conhecia tão bem a vida numa fazenda, teria
    46. muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
    47. membros do kibutz terminariam por me
    48. aceitar; numa nova sociedade há lugar para
    49. todos, mesmo os de patas de cavalo.
                       Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim . 9.
                                                               ed. Porto Alegre: L&PM, 2001.
    Assinale a alternativa que apresenta a transposição correta para o discurso indireto do trecho abaixo:
    – Temos sorte de viver no Brasil – dizia meu pai, depois da guerra (l. 01-02).
  • 📖 Texto associado
    01. – Temos sorte de viver no Brasil – dizia
    02. meu pai, depois da guerra. – Na Europa
    03. mataram milhões de judeus.
    04. Contava as experiências que os médicos
    05. nazistas faziam com os prisioneiros.
    06.  Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas
    07. encolher – à maneira, li depois, dos índios
    08. Jivaros. Amputavam pernas e braços.
    09. Realizavam estranhos transplantes: uniam a
    10. metade superior de um homem ........ metade
    11. inferior de uma mulher, ou aos quartos
    12. traseiros de um bode. Felizmente morriam
    13. essas atrozes quimeras; expiravam como
    14. seres humanos, não eram obrigadas a viver
    15. como aberrações. (........ essa altura eu tinha
    16. os olhos cheios de lágrimas. Meu pai pensava
    17. que a descrição das maldades nazistas me
    18. deixava comovido.)
    19. Em 1948 foi proclamado o Estado de
    20. Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho –
    21. o melhor vinho do armazém –, brindamos ao
    22. acontecimento. E não saíamos de perto do
    23. rádio, acompanhando ........ notícias da guerra
    24. no Oriente Médio. Meu pai estava
    25. entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
    26. explicava, vivem judeus de todo o mundo,
    27. judeus brancos da Europa, judeus pretos da
    28. África, judeus da Índia, isto sem falar nos
    29. beduínos com seus camelos: tipos muito
    30 esquisitos, Guedali.
    31. Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias.
    32. Por que não ir para Israel? Num país de
    33. gente tão estranha – e, ainda por cima, em
    34. guerra – eu certamente não chamaria a
    35. atenção. Ainda menos como combatente,
    36. entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu
    37. me via correndo pelas ruelas de uma aldeia,
    38. empunhando um revólver trinta e oito,
    39. atirando sem cessar; eu me via caindo,
    40. varado de balas. Aquela, sim, era a morte que
    41. eu almejava, morte heroica, esplêndida
    42. justificativa para uma vida miserável, de
    43. monstro encurralado. E, caso não morresse,
    44. poderia viver depois num kibutz . Eu, que
    45. conhecia tão bem a vida numa fazenda, teria
    46. muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
    47. membros do kibutz terminariam por me
    48. aceitar; numa nova sociedade há lugar para
    49. todos, mesmo os de patas de cavalo.
                       Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim . 9.
                                                               ed. Porto Alegre: L&PM, 2001.

    Considere as seguintes afirmações sobre o conteúdo do texto.
    I - O narrador do texto considera se mudar para Israel, pois tinha como principal motivação trabalhar em um
    kibutz.
    II - O narrador do texto comemora a proclamação do Estado de Israel com seu pai, pois ambos tinham planos de
    se mudar do Brasil.
    III- O pai do narrador sentia-se afortunado de morar no Brasil no período pós-guerra, pois seu povo havia sido
    perseguido na Europa.
    Quais afirmações estão corretas?
  • 📖 Texto associado
    Considere as propostas de reescrita para o seguinte trecho do texto.
    Em 1948 foi proclamado o Estado de Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho – o melhor vinho do
    armazém –, brindamos ao acontecimento. E não saíamos de perto do rádio, acompanhando as
    notícias da guerra no Oriente Médio (l. 19-24).
    I - Meu pai abriu uma garrafa de vinho e brindamos ao acontecimento – o melhor vinho do armazém. Em 1948 foi
    proclamado o Estado de Israel e não saíamos de perto do rádio, acompanhando as notícias da guerra no Oriente
    Médio.
    II - Em 1948, o melhor vinho do armazém foi aberto por meu pai (uma garrafa), foi proclamado o Estado de
    Israel, brindamos ao acontecimento e, acompanhando as notícias da guerra no Oriente Médio, não saíamos de
    perto do rádio.
    III- Em 1948, quando foi proclamado o Estado de Israel, meu pai abriu uma garrafa de vinho – o melhor vinho do
    armazém –, brindamos ao acontecimento. E não saíamos de perto do rádio, acompanhando as notícias da guerra
    no Oriente Médio.
    Quais estão corretas e preservam a significação do trecho original?
  • 📖 Texto associado
    01. me perguntam: quantas palavras
    02. uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta
    03. importante, principalmente para quem ensina
    04. línguas estrangeiras. Seria muito útil para
    05. quem planeja um curso de francês ou japonês
    06. ter uma estimativa de quantas palavras um
    07. nativo conhece; e quantas os alunos precisam
    08. aprender para usar a língua com certa
    09. facilidade. Essas informações seriam preciosas
    10. para quem está preparando um manual que
    11. inclua, entre outras coisas, um planejamento
    12. cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
    13. À parte isso, a pergunta tem seu
    14. interesse próprio. Uma língua não é apenas
    15. composta de palavras: ela inclui também regras
    16. gramaticais e um mundo de outros elementos
    17. que também precisam ser dominados. Mas as
    18. palavras são particularmente numerosas, e é
    19. notável como qualquer pessoa, instruída ou
    20. não, ........ acesso a esse acervo imenso de
    21. informação com facilidade e rapidez. Assim,
    22. perguntar quantas palavras uma pessoa sabe
    23. é parte do problema geral de o que é que
    24. uma pessoa tem em sua mente e que ........
    25. permite usar a língua, falando e entendendo.
    26. Antes de mais nada, porém, o que é uma
    27. palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
    28. sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
    29. assim. Considere a palavra olho . É muito claro
    30. que isso aí é uma palavra – mas será que
    31. olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
    32. Ou será outra palavra?
    33. Bom, há razões para responder das duas
    34. maneiras: é a mesma palavra, porque significa a
    35. mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
    36. outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
    37. (olhos tem um “s” final que olho não tem, além
    38. da diferença de timbre das vogais tônicas).
    39. Entretanto, a razão principal por que julgamos
    40. que olho e olhos sejam a mesma palavra é
    41. que a relação entre elas é extremamente
    42. regular; ou seja, vale não apenas para esse
    43. par, mas para milhares de outros pares de
    44. elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
    45. gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
    46. é a mesma em todos os pares: a forma sem
    47. “s” denota um objeto só, a forma com “s”
    48. denota mais de um objeto. Daí se tira uma
    49. consequência importante: não é preciso aprender
    50. e guardar permanentemente na memória
    51. cada caso individual; aprendemos uma regra
    52. geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
    53. singular”), e estamos prontos.
     Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical.
    ReVEL, v. 11, n. 20, 2013.

    Considere as seguintes propostas de substituição de palavras do texto.
    1 - estimativa (l. 06) por pretensão.
    2 - gradual (l. 12) por progressiva.
    3 - acervo (l. 20) por conjunto.
    Quais propostas indicam que a segunda palavra constitui sinônimo adequado da primeira, considerando o
    contexto em que ocorre?
  • 📖 Texto associado
    01. Nada mais importante para chamar a
    02. atenção sobre uma verdade do que exagerála.
    03. Mas também, nada mais perigoso, ........
    04. um dia vem a reação indispensável e a relega
    05. injustamente para a categoria do erro, até
    06. que se efetue a operação difícil de chegar a
    07. um ponto de vista objetivo, sem desfigurá-la
    08. de um lado nem de outro. É o que tem
    09. ocorrido com o estudo da relação entre a obra
    10. e o seu condicionamento social, que a certa
    11. altura chegou a ser vista como chave para
    12. compreendê-la, depois foi rebaixada como
    13. falha de visão, — e talvez só agora comece a
    14. ser proposta nos devidos termos.
    15. De fato, antes se procurava mostrar que
    16. o valor e o significado de uma obra
    17. dependiam de ela exprimir ou não certo
    18. aspecto da realidade, e que este aspecto
    19. constituía o que ela tinha de essencial.
    20. Depois, chegou-se à posição oposta,
    21. procurando-se mostrar que a matéria de uma
    22. obra é secundária, e que a sua importância
    23. deriva das operações formais postas em jogo,
    24. conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna
    25. de fato independente de quaisquer
    26. condicionamentos, sobretudo social,
    27. considerado inoperante como elemento de
    28. compreensão. Hoje sabemos que a
    29. integridade da obra não permite adotar
    30. nenhuma dessas visões ........ ; e que só a
    31. podemos entender fundindo texto e contexto
    32. numa interpretação dialeticamente íntegra,
    33. em que tanto o velho ponto de vista que
    34. explicava pelos fatores externos, quanto o
    35. outro, norteado pela convicção de que a
    36. estrutura é virtualmente independente, se
    37. combinam como momentos necessários do
    38. processo interpretativo. Sabemos, ainda, que
    39. o externo (no caso, o social) importa, não
    40. como causa, nem como significado, mas como
    41. elemento que desempenha certo papel na
    42. constituição da estrutura, tornando-se,
    43. portanto, interno.
    44. Neste caso, saímos dos aspectos
    45. periféricos da sociologia, ou da história
    46. sociologicamente orientada, para chegar a
    47. uma interpretação estética que assimilou a
    48. dimensão social como fator de arte. Quando
    49. isto se dá, ocorre o paradoxo assinalado
    50. inicialmente: o externo se torna interno e a
    51. crítica deixa de ser sociológica, para ser
    52. apenas crítica. Segundo esta ordem de ideias,
    53. o ângulo sociológico adquire uma validade
    54. maior do que tinha. Em ........, não pode mais
    55. ser imposto como critério único, ou mesmo
    56. preferencial, pois a importância de cada fator
    57. depende do caso a ser analisado. Uma crítica
    58. que se queira integral deve deixar de ser
    59. unilateralmente sociológica, psicológica ou
    60. linguística, para utilizar livremente os
    61. elementos capazes de conduzirem a uma
    62. interpretação coerente.
                                                                Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e
                                                                               sociedade. 9. ed. Rio de Janeiro: Ouro
                                                                                                                    sobre Azul, 2006.

    Considere o trecho abaixo extraído do texto.
    É o que tem ocorrido com o estudo da relação entre a obra e o seu condicionamento social, que a
    certa altura chegou a ser vista como chave para compreendê-la, depois foi rebaixada como falha de
    visão, — e talvez só agora comece a ser proposta nos devidos termos (l. 08 a 14).
    Se a palavra relação fosse substituída por vínculo, quantas outras palavras no trecho teriam de ser modificadas
    para fins de correção gramatical?
  • 📖 Texto associado
    01. me perguntam: quantas palavras
    02. uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta
    03. importante, principalmente para quem ensina
    04. línguas estrangeiras. Seria muito útil para
    05. quem planeja um curso de francês ou japonês
    06. ter uma estimativa de quantas palavras um
    07. nativo conhece; e quantas os alunos precisam
    08. aprender para usar a língua com certa
    09. facilidade. Essas informações seriam preciosas
    10. para quem está preparando um manual que
    11. inclua, entre outras coisas, um planejamento
    12. cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
    13. À parte isso, a pergunta tem seu
    14. interesse próprio. Uma língua não é apenas
    15. composta de palavras: ela inclui também regras
    16. gramaticais e um mundo de outros elementos
    17. que também precisam ser dominados. Mas as
    18. palavras são particularmente numerosas, e é
    19. notável como qualquer pessoa, instruída ou
    20. não, ........ acesso a esse acervo imenso de
    21. informação com facilidade e rapidez. Assim,
    22. perguntar quantas palavras uma pessoa sabe
    23. é parte do problema geral de o que é que
    24. uma pessoa tem em sua mente e que ........
    25. permite usar a língua, falando e entendendo.
    26. Antes de mais nada, porém, o que é uma
    27. palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
    28. sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
    29. assim. Considere a palavra olho . É muito claro
    30. que isso aí é uma palavra – mas será que
    31. olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
    32. Ou será outra palavra?
    33. Bom, há razões para responder das duas
    34. maneiras: é a mesma palavra, porque significa a
    35. mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
    36. outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
    37. (olhos tem um “s” final que olho não tem, além
    38. da diferença de timbre das vogais tônicas).
    39. Entretanto, a razão principal por que julgamos
    40. que olho e olhos sejam a mesma palavra é
    41. que a relação entre elas é extremamente
    42. regular; ou seja, vale não apenas para esse
    43. par, mas para milhares de outros pares de
    44. elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
    45. gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
    46. é a mesma em todos os pares: a forma sem
    47. “s” denota um objeto só, a forma com “s”
    48. denota mais de um objeto. Daí se tira uma
    49. consequência importante: não é preciso aprender
    50. e guardar permanentemente na memória
    51. cada caso individual; aprendemos uma regra
    52. geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
    53. singular”), e estamos prontos.
     Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical.
    ReVEL, v. 11, n. 20, 2013.
    O deslocamento de segmentos de um texto pode ou não afetar as relações de sentido estabelecidas.
    Assinale a alternativa em que o deslocamento de segmentos – considerando os ajustes com maiúscula, minúscula
    e pontuação – mantém as relações de sentido do parágrafo do texto.
  • 📖 Texto associado
    01. Nada mais importante para chamar a
    02. atenção sobre uma verdade do que exagerála.
    03. Mas também, nada mais perigoso, ........
    04. um dia vem a reação indispensável e a relega
    05. injustamente para a categoria do erro, até
    06. que se efetue a operação difícil de chegar a
    07. um ponto de vista objetivo, sem desfigurá-la
    08. de um lado nem de outro. É o que tem
    09. ocorrido com o estudo da relação entre a obra
    10. e o seu condicionamento social, que a certa
    11. altura chegou a ser vista como chave para
    12. compreendê-la, depois foi rebaixada como
    13. falha de visão, — e talvez só agora comece a
    14. ser proposta nos devidos termos.
    15. De fato, antes se procurava mostrar que
    16. o valor e o significado de uma obra
    17. dependiam de ela exprimir ou não certo
    18. aspecto da realidade, e que este aspecto
    19. constituía o que ela tinha de essencial.
    20. Depois, chegou-se à posição oposta,
    21. procurando-se mostrar que a matéria de uma
    22. obra é secundária, e que a sua importância
    23. deriva das operações formais postas em jogo,
    24. conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna
    25. de fato independente de quaisquer
    26. condicionamentos, sobretudo social,
    27. considerado inoperante como elemento de
    28. compreensão. Hoje sabemos que a
    29. integridade da obra não permite adotar
    30. nenhuma dessas visões ........ ; e que só a
    31. podemos entender fundindo texto e contexto
    32. numa interpretação dialeticamente íntegra,
    33. em que tanto o velho ponto de vista que
    34. explicava pelos fatores externos, quanto o
    35. outro, norteado pela convicção de que a
    36. estrutura é virtualmente independente, se
    37. combinam como momentos necessários do
    38. processo interpretativo. Sabemos, ainda, que
    39. o externo (no caso, o social) importa, não
    40. como causa, nem como significado, mas como
    41. elemento que desempenha certo papel na
    42. constituição da estrutura, tornando-se,
    43. portanto, interno.
    44. Neste caso, saímos dos aspectos
    45. periféricos da sociologia, ou da história
    46. sociologicamente orientada, para chegar a
    47. uma interpretação estética que assimilou a
    48. dimensão social como fator de arte. Quando
    49. isto se dá, ocorre o paradoxo assinalado
    50. inicialmente: o externo se torna interno e a
    51. crítica deixa de ser sociológica, para ser
    52. apenas crítica. Segundo esta ordem de ideias,
    53. o ângulo sociológico adquire uma validade
    54. maior do que tinha. Em ........, não pode mais
    55. ser imposto como critério único, ou mesmo
    56. preferencial, pois a importância de cada fator
    57. depende do caso a ser analisado. Uma crítica
    58. que se queira integral deve deixar de ser
    59. unilateralmente sociológica, psicológica ou
    60. linguística, para utilizar livremente os
    61. elementos capazes de conduzirem a uma
    62. interpretação coerente.
                                                                Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e
                                                                               sociedade. 9. ed. Rio de Janeiro: Ouro
                                                                                                                    sobre Azul, 2006.

    Assinale a afirmação que está de acordo com a argumentação defendida pelo autor no texto.

  • 📖 Texto associado
    01. – Temos sorte de viver no Brasil – dizia
    02. meu pai, depois da guerra. – Na Europa
    03. mataram milhões de judeus.
    04. Contava as experiências que os médicos
    05. nazistas faziam com os prisioneiros.
    06.  Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas
    07. encolher – à maneira, li depois, dos índios
    08. Jivaros. Amputavam pernas e braços.
    09. Realizavam estranhos transplantes: uniam a
    10. metade superior de um homem ........ metade
    11. inferior de uma mulher, ou aos quartos
    12. traseiros de um bode. Felizmente morriam
    13. essas atrozes quimeras; expiravam como
    14. seres humanos, não eram obrigadas a viver
    15. como aberrações. (........ essa altura eu tinha
    16. os olhos cheios de lágrimas. Meu pai pensava
    17. que a descrição das maldades nazistas me
    18. deixava comovido.)
    19. Em 1948 foi proclamado o Estado de
    20. Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho –
    21. o melhor vinho do armazém –, brindamos ao
    22. acontecimento. E não saíamos de perto do
    23. rádio, acompanhando ........ notícias da guerra
    24. no Oriente Médio. Meu pai estava
    25. entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
    26. explicava, vivem judeus de todo o mundo,
    27. judeus brancos da Europa, judeus pretos da
    28. África, judeus da Índia, isto sem falar nos
    29. beduínos com seus camelos: tipos muito
    30 esquisitos, Guedali.
    31. Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias.
    32. Por que não ir para Israel? Num país de
    33. gente tão estranha – e, ainda por cima, em
    34. guerra – eu certamente não chamaria a
    35. atenção. Ainda menos como combatente,
    36. entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu
    37. me via correndo pelas ruelas de uma aldeia,
    38. empunhando um revólver trinta e oito,
    39. atirando sem cessar; eu me via caindo,
    40. varado de balas. Aquela, sim, era a morte que
    41. eu almejava, morte heroica, esplêndida
    42. justificativa para uma vida miserável, de
    43. monstro encurralado. E, caso não morresse,
    44. poderia viver depois num kibutz . Eu, que
    45. conhecia tão bem a vida numa fazenda, teria
    46. muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
    47. membros do kibutz terminariam por me
    48. aceitar; numa nova sociedade há lugar para
    49. todos, mesmo os de patas de cavalo.
                       Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim . 9.
                                                               ed. Porto Alegre: L&PM, 2001.
    Assinale a alternativa em que a substituição proposta mantém o sentido da passagem do texto, considerando o
    contexto em que a expressão é empregada.
  • 📖 Texto associado
    01. me perguntam: quantas palavras
    02. uma pessoa sabe? Essa é uma pergunta
    03. importante, principalmente para quem ensina
    04. línguas estrangeiras. Seria muito útil para
    05. quem planeja um curso de francês ou japonês
    06. ter uma estimativa de quantas palavras um
    07. nativo conhece; e quantas os alunos precisam
    08. aprender para usar a língua com certa
    09. facilidade. Essas informações seriam preciosas
    10. para quem está preparando um manual que
    11. inclua, entre outras coisas, um planejamento
    12. cuidadoso da introdução gradual de vocabulário.
    13. À parte isso, a pergunta tem seu
    14. interesse próprio. Uma língua não é apenas
    15. composta de palavras: ela inclui também regras
    16. gramaticais e um mundo de outros elementos
    17. que também precisam ser dominados. Mas as
    18. palavras são particularmente numerosas, e é
    19. notável como qualquer pessoa, instruída ou
    20. não, ........ acesso a esse acervo imenso de
    21. informação com facilidade e rapidez. Assim,
    22. perguntar quantas palavras uma pessoa sabe
    23. é parte do problema geral de o que é que
    24. uma pessoa tem em sua mente e que ........
    25. permite usar a língua, falando e entendendo.
    26. Antes de mais nada, porém, o que é uma
    27. palavra? Ora, alguém vai dizer, “todo mundo
    28. sabe o que é uma palavra”. Mas não é bem
    29. assim. Considere a palavra olho . É muito claro
    30. que isso aí é uma palavra – mas será que
    31. olhos é a mesma palavra (só que no plural)?
    32. Ou será outra palavra?
    33. Bom, há razões para responder das duas
    34. maneiras: é a mesma palavra, porque significa a
    35. mesma coisa (mas com a ideia de plural); e é
    36. outra palavra, porque se pronuncia diferentemente
    37. (olhos tem um “s” final que olho não tem, além
    38. da diferença de timbre das vogais tônicas).
    39. Entretanto, a razão principal por que julgamos
    40. que olho e olhos sejam a mesma palavra é
    41. que a relação entre elas é extremamente
    42. regular; ou seja, vale não apenas para esse
    43. par, mas para milhares de outros pares de
    44. elementos da língua: olho/olhos, orelha/orelhas,
    45. gato/gatos, etc. E, semanticamente, a relação
    46. é a mesma em todos os pares: a forma sem
    47. “s” denota um objeto só, a forma com “s”
    48. denota mais de um objeto. Daí se tira uma
    49. consequência importante: não é preciso aprender
    50. e guardar permanentemente na memória
    51. cada caso individual; aprendemos uma regra
    52. geral (“faz-se o plural acrescentando um “s” ao
    53. singular”), e estamos prontos.
     Adaptado de: PERINI, Mário A. Semântica lexical.
    ReVEL, v. 11, n. 20, 2013.

    Assinale a afirmação que está de acordo com o sentido global do texto.

  • 📖 Texto associado
    01. Nada mais importante para chamar a
    02. atenção sobre uma verdade do que exagerála.
    03. Mas também, nada mais perigoso, ........
    04. um dia vem a reação indispensável e a relega
    05. injustamente para a categoria do erro, até
    06. que se efetue a operação difícil de chegar a
    07. um ponto de vista objetivo, sem desfigurá-la
    08. de um lado nem de outro. É o que tem
    09. ocorrido com o estudo da relação entre a obra
    10. e o seu condicionamento social, que a certa
    11. altura chegou a ser vista como chave para
    12. compreendê-la, depois foi rebaixada como
    13. falha de visão, — e talvez só agora comece a
    14. ser proposta nos devidos termos.
    15. De fato, antes se procurava mostrar que
    16. o valor e o significado de uma obra
    17. dependiam de ela exprimir ou não certo
    18. aspecto da realidade, e que este aspecto
    19. constituía o que ela tinha de essencial.
    20. Depois, chegou-se à posição oposta,
    21. procurando-se mostrar que a matéria de uma
    22. obra é secundária, e que a sua importância
    23. deriva das operações formais postas em jogo,
    24. conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna
    25. de fato independente de quaisquer
    26. condicionamentos, sobretudo social,
    27. considerado inoperante como elemento de
    28. compreensão. Hoje sabemos que a
    29. integridade da obra não permite adotar
    30. nenhuma dessas visões ........ ; e que só a
    31. podemos entender fundindo texto e contexto
    32. numa interpretação dialeticamente íntegra,
    33. em que tanto o velho ponto de vista que
    34. explicava pelos fatores externos, quanto o
    35. outro, norteado pela convicção de que a
    36. estrutura é virtualmente independente, se
    37. combinam como momentos necessários do
    38. processo interpretativo. Sabemos, ainda, que
    39. o externo (no caso, o social) importa, não
    40. como causa, nem como significado, mas como
    41. elemento que desempenha certo papel na
    42. constituição da estrutura, tornando-se,
    43. portanto, interno.
    44. Neste caso, saímos dos aspectos
    45. periféricos da sociologia, ou da história
    46. sociologicamente orientada, para chegar a
    47. uma interpretação estética que assimilou a
    48. dimensão social como fator de arte. Quando
    49. isto se dá, ocorre o paradoxo assinalado
    50. inicialmente: o externo se torna interno e a
    51. crítica deixa de ser sociológica, para ser
    52. apenas crítica. Segundo esta ordem de ideias,
    53. o ângulo sociológico adquire uma validade
    54. maior do que tinha. Em ........, não pode mais
    55. ser imposto como critério único, ou mesmo
    56. preferencial, pois a importância de cada fator
    57. depende do caso a ser analisado. Uma crítica
    58. que se queira integral deve deixar de ser
    59. unilateralmente sociológica, psicológica ou
    60. linguística, para utilizar livremente os
    61. elementos capazes de conduzirem a uma
    62. interpretação coerente.
                                                                Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e
                                                                               sociedade. 9. ed. Rio de Janeiro: Ouro
                                                                                                                    sobre Azul, 2006.

    Considere as seguintes propostas de substituição de nexos do texto e assinale com 1 aquelas que mantêm o
    sentido do texto e com 2 aquelas que alteram.
    ( ) Mas (l. 03) por sobretudo.
    ( ) De fato (l. 15) por No entanto.
    ( ) portanto (l. 43) por todavia.
    ( ) pois (l. 56) por porque.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

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