Técnico Judiciário - Interpretação de Textos - TRT 23a REGIÃO

Simulado com questões de prova: Técnico Judiciário - Interpretação de Textos - TRT 23a REGIÃO. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


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  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    De acordo com o texto, é correto afirmar que:

  • De acordo com o texto,

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado.

    O segmento grifado na afirmativa acima, transcrita do 4° parágrafo, tem seu sentido original reproduzido, com outras palavras, em:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    Percebe-se claramente no texto que

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. (2o parágrafo)

    O mesmo sentido da expressão grifada acima surge, no contexto, em:

  • O segmento do texto que está reproduzido com outras palavras, sem alteração do sentido original, é:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    - uma espécie de bíblia sobre o assunto - (último parágrafo)

    Em relação à frase transcrita acima, é correto afirmar que se trata de

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    A idéia contida no 5° parágrafo do texto está corretamente sintetizada, com outras palavras, em:

  • Seria uma espécie de volta ao berço. (1° parágrafo)

    A frase acima significa, considerando-se o contexto,

  • Não há vestígios arqueológicos das vestes do homem da Idade do Gelo.

    Há dificuldades para conhecer o modo de vida dos nossos antepassados.

    Tecidos, peças de couro ou de fibras vegetais se desfazem com o tempo.

    As frases acima estão corretamente articuladas em um único período, com clareza, correção e lógica, da seguinte maneira:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    O anseio em mostrar-se em sintonia com as novas tendências é uma necessidade histórica. (1° parágrafo)

    De acordo com o texto, a afirmativa acima faz sentido porque

  • Identifica-se um fato que permite uma conclusão coerente, no contexto, respectivamente, entre:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    Conseguem expressar idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo estado de humor graças à aparência. (4° parágrafo)

    O segmento grifado acima está reescrito com outras palavras, sem alterar o sentido orignal, em:

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    A afirmativa INCORRETA, em relação ao texto, é:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    ... período em que a forma de vestir ganhou relevância. (1o parágrafo) Justifica-se a afirmativa acima por ter havido necessidade de

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    Por isso pode ser classificada como um bem público internacional. (final do texto) A expressão grifada acima substitui corretamente, considerando-se o contexto, Por ser

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

    Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criar
    vínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças e
    valores da civilização, sempre foram preocupações do homem
    ao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintonia
    com as novas tendências é uma necessidade histórica. O
    conceito de moda nasceu no final da Idade Média período em
    que a forma de vestir ganhou relevância. O declínio do
    feudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir uma
    nova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,
    os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até então
    exclusivo da aristocracia.

    A necessidade de diferenciação fez que os aristocratas
    se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se
    na aparência e hierarquia,impulsionando os primeiros
    movimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burgueses
    copiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando a
    moda, pela primeira vez, enfrentou um processo de
    democratização, atingindo todas as classes sociais e ampliando
    o conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aos
    anseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias e
    sentimentos.

    O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo ainda
    funciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo de
    poder. "Após seis séculos, a moda continua servindo de recurso
    para ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontrou
    de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence
    a uma classe social que o diferencia e individualiza", afirma a
    historiadora Kathia Castilho, professora de Moda

    Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
    dizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.
    Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais da
    civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações
    vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.
    Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
    não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,
    está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as
    pessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressar
    idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo
    estado de humor graças à aparência.

    Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de O
    império do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,
    a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquirida
    na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do
    indivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceita
    a presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem troca
    de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou
    evitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão fará
    diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
    os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não
    desaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as
    idéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dos
    jargões preferidos do mundo da moda.

    (Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro
    2003, p. 61-65)

    É correto afirmar que o texto aponta

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    Ao considerar um sinal da possibilidade do progresso humano (último parágrafo), o articulista

  • 📖 Texto associado

    Em março de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Econômica Européia. Os seis países fundadores - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - deram início, naquele momento, ao processo de integração européia.

    A integração européia representa o inédito na vida internacional. É uma resposta historicamente distinta de qualquer outra no trato dos três conhecidos problemas inerentes à dinâmica do funcionamento do sistema internacional, no qual paz e guerra se alternam. Com efeito, a Europa que se constituiu a partir do Tratado de Roma logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores.

    O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II, Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus Estados, povos e indivíduos.

    Conceberam [os fundadores] uma inovação revolucionária que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais instigadoras do abandono de um destino nacional solitário em prol de um destino compartilhado. O que é atualmente a União Européia resulta de dois processos destas incessantes rupturas - o alargamento e o aprofundamento - no âmbito dos quais a associação de múltiplos interesses econômicos e políticos vem edificando um destino comum.

    Este destino comum se expressa, como diz Felix Peña, por meio de normas, de redes e de símbolos. Por isso vai além da fusão dos mercados nacionais num mercado único, cabendo lembrar que todos os cidadãos dos Estados membros têm, além da cidadania originária, a cidadania da União Européia, com seus direitos no espaço comum.

    É certo que atualmente a União Européia enfrenta dilemas para levar adiante o seu processo e digerir o que já logrou, num mundo que é muito diferente do de 1957. Entretanto, o fato é que a experiência européia na construção da paz e da prosperidade regida pelo Direito é, para falar com Kant, um sinal da possibilidade do progresso humano. Daí a sua dimensão exemplar de alcance geral que transcende a região, pois a Europa Comunitária tem sido, por obra de sua identidade política, também no plano geral, uma força em prol da paz, da diplomacia e do multilateralismo. Por isso pode ser classificada como um bem público internacional.

    (Celso Lafer. União Européia, 50 anos. [trechos] O Estado de S. Paulo, A2, 15 de abril de 2007)

    ... mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores. (2o parágrafo)

    A importância das ações salientadas acima, considerando-se o contexto, está no fato de que

  • Ocorre, contudo, que até a explosão criativa da Idade do Gelo não há provas arqueológicas daquilo que mais nos diferencia dos animais ... (2° parágrafo)

    A restrição imposta à frase anterior pelo vocábulo grifado acima

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