Médico Judiciário - Português - Interpretação Textual - TJ SP

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Desempenho Global
19
Resoluções
61%
Média
Médio
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Leia o texto para responder a questão.
    Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia
    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na
    sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida –
    não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma,
    o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
    O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve 
    ser cada vez menos o controle sobre o destino do
    paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias,
    incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, 
    que perdeu espaço para os exames e as máquinas,
    tende a recuperar cada vez mais sua importância.
    De meados do século 20 até agora, concomitantemente
    às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação 
    de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos
    laboratórios e também a dependência do médico em relação
    a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que
    o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
    O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em
    pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica,
    claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional
    com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os
    pacientes também.”
    Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão 
    está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens 
    clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro,
    os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo,
    dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia,
    mas com foco no paciente.”
    Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina
    mais técnica, preveem analistas.
    Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na
    interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por
    trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda
    atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência 
    artificial, tornando-a mais esperta.
    Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a r
    ealização de consultas e exames. Clínicas e médicos
    generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com
    laudos de especialistas situados em diferentes localidades;
    uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até 
    a realização, a distância, de consultas propriamente
    ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
    Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento
    da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, 
    por enquanto, nada de droides médicos à la Star
    Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
    (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)
    De acordo com as informações do texto, a telemedicina
  • 📖 Texto associado
    Leia o texto para responder a questão.
    Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia
    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na
    sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida –
    não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma,
    o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
    O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve 
    ser cada vez menos o controle sobre o destino do
    paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias,
    incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, 
    que perdeu espaço para os exames e as máquinas,
    tende a recuperar cada vez mais sua importância.
    De meados do século 20 até agora, concomitantemente
    às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação 
    de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos
    laboratórios e também a dependência do médico em relação
    a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que
    o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
    O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em
    pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica,
    claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional
    com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os
    pacientes também.”
    Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão 
    está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens 
    clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro,
    os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo,
    dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia,
    mas com foco no paciente.”
    Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina
    mais técnica, preveem analistas.
    Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na
    interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por
    trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda
    atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência 
    artificial, tornando-a mais esperta.
    Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a r
    ealização de consultas e exames. Clínicas e médicos
    generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com
    laudos de especialistas situados em diferentes localidades;
    uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até 
    a realização, a distância, de consultas propriamente
    ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
    Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento
    da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, 
    por enquanto, nada de droides médicos à la Star
    Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
    (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)
    A frase redigida com base nas ideias do oitavo parágrafo mantém o sentido do texto e atende à norma-padrão em:
  • 📖 Texto associado
    Leia o texto para responder a questão.
    Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia
    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na
    sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida –
    não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma,
    o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
    O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve 
    ser cada vez menos o controle sobre o destino do
    paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias,
    incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, 
    que perdeu espaço para os exames e as máquinas,
    tende a recuperar cada vez mais sua importância.
    De meados do século 20 até agora, concomitantemente
    às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação 
    de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos
    laboratórios e também a dependência do médico em relação
    a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que
    o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
    O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em
    pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica,
    claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional
    com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os
    pacientes também.”
    Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão 
    está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens 
    clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro,
    os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo,
    dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia,
    mas com foco no paciente.”
    Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina
    mais técnica, preveem analistas.
    Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na
    interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por
    trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda
    atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência 
    artificial, tornando-a mais esperta.
    Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a r
    ealização de consultas e exames. Clínicas e médicos
    generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com
    laudos de especialistas situados em diferentes localidades;
    uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até 
    a realização, a distância, de consultas propriamente
    ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
    Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento
    da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, 
    por enquanto, nada de droides médicos à la Star
    Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
    (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)
    Segundo Jayme Murahovschi, a profissão está passando por uma reviravolta cuja consequência será:
  • 📖 Texto associado
    Literatura no cárcere
    Desde 2013, quando o Conselho Nacional de Justi-
    ça (CNJ) autorizou a remição da pena pela leitura, 5.547
    detentos foram beneficiados por esse projeto no Brasil. É um
    número baixo, se comparado com as quase 700 mil pessoas
    privadas de liberdade em todo o país.
    A recomendação do CNJ determina que, a cada livro
    lido, é possível reduzir quatro dias da pena. Para isso, o leitor
    deve escrever um resumo da obra que deve ser aprovado
    por um parecerista. Esses documentos seguem para o juiz
    responsável, que julga o pedido de remição.
    Medir os benefícios dessa proposta tem feito florescer
    debates acalorados entre os que veem na leitura ganhos efetivos 
    para a reintegração do indivíduo à sociedade e os que
    a avaliam como um privilégio concedido a pessoas que, de
    algum modo, causaram danos à população. Sem entrar no
    mérito dessa discussão, é fato que, dentro ou fora da prisão,
    as benesses da leitura são muitas e difíceis de mensurar.
    Uma pesquisa feita em 2017 pela editora Companhia das
    Letras, que em parceria com a Fundação Prof. Dr. Manoel
    Pedro Pimentel (Funap) subsidia um projeto de clubes de
    leitura e remição de pena, indicou que os ganhos são mais
    concretos do que se pode imaginar.
    Durante um ano, 177 detentos se reuniram mensalmente
    para discutir uma obra selecionada pela curadoria do projeto.
    Quando perguntados sobre as eventuais mudanças percebidas 
    em si próprios, a resposta mais frequente foi que os
    envolvidos conseguiram perceber uma “ampliação de conhecimentos”. 
    Em segundo, que se sentiam mais motivados
    “para traçar planos para o futuro”. Na sequência, aparecem
    motivações como “capacidade de reflexão” e de “expressar
    sentimentos”, possibilidade de “dizer o que pensa”, “maior
    criatividade” e, por último, “maior criticidade”.
    Por qualquer prisma que se procure observar, esses ganhos já 
    seriam significativos, pois no ambiente prisional revelam uma 
    extraordinária mudança na chave da autoestima.
    (Vanessa Ferrari, Rafaela Deiab e Pedro Schwarcz.
    Folha de S. Paulo, 25.06.18. Adaptado)
    Assinale a afirmação correta a respeito do conteúdo do texto.
  • 📖 Texto associado
    Literatura no cárcere
    Desde 2013, quando o Conselho Nacional de Justi-
    ça (CNJ) autorizou a remição da pena pela leitura, 5.547
    detentos foram beneficiados por esse projeto no Brasil. É um
    número baixo, se comparado com as quase 700 mil pessoas
    privadas de liberdade em todo o país.
    A recomendação do CNJ determina que, a cada livro
    lido, é possível reduzir quatro dias da pena. Para isso, o leitor
    deve escrever um resumo da obra que deve ser aprovado
    por um parecerista. Esses documentos seguem para o juiz
    responsável, que julga o pedido de remição.
    Medir os benefícios dessa proposta tem feito florescer
    debates acalorados entre os que veem na leitura ganhos efetivos 
    para a reintegração do indivíduo à sociedade e os que
    a avaliam como um privilégio concedido a pessoas que, de
    algum modo, causaram danos à população. Sem entrar no
    mérito dessa discussão, é fato que, dentro ou fora da prisão,
    as benesses da leitura são muitas e difíceis de mensurar.
    Uma pesquisa feita em 2017 pela editora Companhia das
    Letras, que em parceria com a Fundação Prof. Dr. Manoel
    Pedro Pimentel (Funap) subsidia um projeto de clubes de
    leitura e remição de pena, indicou que os ganhos são mais
    concretos do que se pode imaginar.
    Durante um ano, 177 detentos se reuniram mensalmente
    para discutir uma obra selecionada pela curadoria do projeto.
    Quando perguntados sobre as eventuais mudanças percebidas 
    em si próprios, a resposta mais frequente foi que os
    envolvidos conseguiram perceber uma “ampliação de conhecimentos”. 
    Em segundo, que se sentiam mais motivados
    “para traçar planos para o futuro”. Na sequência, aparecem
    motivações como “capacidade de reflexão” e de “expressar
    sentimentos”, possibilidade de “dizer o que pensa”, “maior
    criatividade” e, por último, “maior criticidade”.
    Por qualquer prisma que se procure observar, esses ganhos já 
    seriam significativos, pois no ambiente prisional revelam uma 
    extraordinária mudança na chave da autoestima.
    (Vanessa Ferrari, Rafaela Deiab e Pedro Schwarcz.
    Folha de S. Paulo, 25.06.18. Adaptado)
    Assinale a alternativa em que os três fragmentos do texto apresentam sentido figurado.
  • 📖 Texto associado
    Leia o texto para responder a questão.
    Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia
    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na
    sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida –
    não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma,
    o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
    O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve
    ser cada vez menos o controle sobre o destino do
    paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias,
    incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico,
    que perdeu espaço para os exames e as máquinas,
    tende a recuperar cada vez mais sua importância.
    De meados do século 20 até agora, concomitantemente
    às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação
    de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos
    laboratórios e também a dependência do médico em relação
    a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que
    o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
    O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em
    pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica,
    claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional
    com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os
    pacientes também.”
    Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão
    está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens
    clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro,
    os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo,
    dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia,
    mas com foco no paciente.”
    Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina
    mais técnica, preveem analistas.
    Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na
    interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por
    trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda
    atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência
    artificial, tornando-a mais esperta.
    Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a r
    ealização de consultas e exames. Clínicas e médicos
    generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com
    laudos de especialistas situados em diferentes localidades;
    uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até
    a realização, a distância, de consultas propriamente
    ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
    Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento
    da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas,
    por enquanto, nada de droides médicos à la Star
    Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
    (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)

    Considere os trechos do texto.

    • Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. (1° parágrafo)
    • ... e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. (2° parágrafo)
    • Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia... (7° parágrafo)
    Os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do sentido do texto, por:

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