Interpretação de Textos - Português - Escriturário - Banco do Brasil - FCC

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72
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44%
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Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    A conclusão do texto propõe, em outras palavras,

  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    Identifica-se noção de causa no segmento:

  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    O paradoxo assinalado no 4º parágrafo se estabelece entre

  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    Considerando-se a organização do texto, a afirmativa INCORRETA é:

  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    - antropocêntricas e baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - (3º parágrafo)

    O sentido da afirmativa acima está corretamente reproduzido, com outras palavras, em:

  • 📖 Texto associado

    A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
    inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
    devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
    das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
    envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
    irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
    cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
    vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
    direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
    É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
    Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
    obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
    baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
    estavam à altura das consequências danosas do progresso
    tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
    futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
    civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
    um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
    civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
    das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
    do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
    nosso controle.
    Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
    tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
    industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
    depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
    as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
    de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
    coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
    problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
    paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
    felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
    hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
    Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
    não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
    conscientização, que não advém do saber oficial nem da
    conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
    responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
    reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
    mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
    das próximas gerações.

    (Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
    A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

    A ideia central do texto está explicitada em:

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