Sintaxe - Português - Escriturário - Banco do Brasil - FCC

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Desempenho Global
41
Resoluções
21%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    Para preencher corretamente a lacuna da frase, o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa determinada forma do singular em:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    A relação sintática entre os dois segmentos de Tentou forçar as portas, / mas as portas mantiveram-se surdas é a mesma que se verifica entre estes segmentos:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    As normas de concordância verbal estão plenamente atendidas na frase:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
    abaixo.

    "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
    de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
    na crônica seguinte.
    "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
    pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
    tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
    Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
    esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
    entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
    que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
    folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
    França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
    De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
    designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
    ? résdo-
    chão,rodapé
    ?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
    finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
    entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
    haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
    já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
    geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
    chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
    obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
    rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
    seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

    (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2005, p. 57)

    No texto,

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    Segmentos do texto foram alterados. A nova frase que apresenta concordância em conformidade com o padrão culto é:

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