Pontuação - Português - Escriturário - Banco do Brasil

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Desempenho Global
81
Resoluções
48%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    É evidente que havia também os otimistas - aqueles que encontraram motivo para esperança na Sociedade das Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na melhoria das condições econômicas em meados da década de 1920.

    Considerada a frase acima, é correto afirmar:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
    crônica abaixo.
    Facultativo
    Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
    outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
    maiúsculas).
    Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
    tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
    responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
    consagrado, mas não é feriado.
    É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
    facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
    facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
    duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
    um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
    azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
    as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
    assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
    domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
    matéria-prima nacomposição das goiabadas.
    Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
    pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
    forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
    facultativas.
    (...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
    galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
    sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
    calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
    pela perna.
    - Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
    descansar?
    (...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
    João pensava saber, mas nesse momento teve a
    intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
    dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
    Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
    milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
    ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
    cruzadas.
    (*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
    (Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
    Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

    Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase:

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
    texto que segue.

    O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
    mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
    nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
    quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
    pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
    cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
    ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
    espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
    que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
    seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
    e também do mistério de uma cultura.

    (GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
    O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
    Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

    ... evocação solene do que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma e também do mistério de uma cultura. A mudança efetuada na pontuação da frase acima manteve o segmento em conformidade com a norma padrão em

  • 📖 Texto associado

    Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
    texto abaixo.
    Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
    de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
    que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
    que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
    segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
    Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
    marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
    anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
    europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
    Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
    valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
    grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
    para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
    européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
    profundas. É evidente que havia também os otimistas
    ?aqueles
    que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
    Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
    melhoria das condições econômicas em meados da década de
    1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
    totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
    desilusão.
    (Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
    história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
    Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

    "Todas as grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas para esta geração".

    Considerada a frase acima, é correto afirmar:

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