Um homem com cinquenta e dois anos de idade, pedreiro de construção civil, chega ao hospital queixando-se de muita dor no braço direito. Ele conta que, há seis meses, sofreu queda de um andaime, que estava a três metros do solo, e contundiu o braço direito. Logo depois, desenvolveu, no braço e antebraço direito, uma dor que perdura até o momento. Na época da queda, o paciente foi avaliado em um pronto atendimento, onde fez uma radiografia do braço, a qual não apresentou anormalidades e, por isso, ele não foi tratado. Desde a lesão, a dor e o inchaço persistem. O exame físico revela que o braço direito é mais úmido e peludo que o esquerdo; não há fraqueza específica ou mudança sensorial, e a dor não melhora ao elevar o braço, no entanto, o braço direito é claramente mais edemaciado que o esquerdo, e a pele parece brilhante e fria.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens subsequentes.
A trombose da veia subclávia é a causa da dor do paciente.Um homem de sessenta e cinco anos de idade foi internado com diagnóstico de síndrome de Guillain-Barré (SGB), com sintomas de parestesia e fraqueza muscular nos dois pés e na porção inferior das pernas, que evoluíram para as mãos e para os braços três dias após a internação.
Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens.
O quadro de parestesia e fraqueza muscular verificado no momento da internação do paciente descrito tem sua fisiopatologia explicada pela lesão traumática dos nervos periféricos, o que afeta a função dos axônios sensoriais e motores que inervam as regiões corporais acometidas.A síndrome dolorosa complexa regional (SDCR) é uma condição dolorosa e debilitante caracterizada por alterações sensitivas, vasomotoras, sudomotoras e tróficas. Os tratamentos tradicionais de fisioterapia têm sido direcionados a sintomas periféricos, geralmente com eficácia limitada. À luz da crescente evidência científica sobre o sistema nervoso central na patogênese da SDCR, houve uma mudança de intervenções para modular o processamento central. As técnicas que apresentam promessas incluem terapia com espelho, imagens com motor graduado, treinamento sobre discriminação tátil.
Tendo como referência essas informações, julgue os itens a seguir.
A terapia com espelho, que visa criar uma ilusão de normalidade no membro afetado e gera efeito analgésico prolongado, pode ajudar na redução da dor e melhorar a função nos estágios iniciais da SDCR, mas não nos mais tardios.A síndrome dolorosa complexa regional (SDCR) é uma condição dolorosa e debilitante caracterizada por alterações sensitivas, vasomotoras, sudomotoras e tróficas. Os tratamentos tradicionais de fisioterapia têm sido direcionados a sintomas periféricos, geralmente com eficácia limitada. À luz da crescente evidência científica sobre o sistema nervoso central na patogênese da SDCR, houve uma mudança de intervenções para modular o processamento central. As técnicas que apresentam promessas incluem terapia com espelho, imagens com motor graduado, treinamento sobre discriminação tátil.
Tendo como referência essas informações, julgue os itens a seguir.
O programa de imagem motora graduada vem sendo usado para o tratamento de pacientes com SDCR e possui três estágios. No primeiro, os participantes veem uma série de fotografias e são convidados a identificar, o mais rápido possível, se a representação é de um membro esquerdo ou direito. No segundo, os participantes imaginam mover o membro afetado para a posição mostrada na fotografia. O último estágio envolve terapia com espelho, em que ambos os membros são movidos para adotar posturas simples, como as mostradas na fotografia.