Recenseador - IBGE - Português - CESGRANRIO

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  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    Para Marina Colasanti os aviões "são as melhores salas de leitura da modernidade" (L. 1-2) porque
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    Na frase "...vi que sim, era possível." (L. 22), a autora viu que era possível
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    A repetição e o emprego do pretérito imperfeito do indicativo em "...atrás da porta um fantasma esmurrava e esmurrava." (L. 27-28) dão ideia de ação
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    Mergulhada na leitura de um livro de contos, durante uma viagem de trabalho, a autora transita entre o mundo da realidade e o mundo da imaginação. A passagem em que ela faz referência ao seu retorno ao mundo da realidade é
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    No último parágrafo do texto, Marina Colasanti
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    Das palavras abaixo, a única que se grafa com s é
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         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    A concordância verbal segue a norma culta da língua em:
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    As palavras em destaque em "... que, apesar do olhar profissional crítico, analítico," (L. 35-36) são classificadas, respectivamente, como:
  • 📖 Texto associado
         Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
    No saguão de uma área de embarque, uma passageira se deparou com o seguinte aviso:

    ÁREA PARA________
    REVISTAS E JORNAIS

    A passageira ficou confusa quanto à correção da forma verbal que completaria a frase. Após muito raciocinar, concluiu que a forma correta é:
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COMENTÁRIOS (20)

  • Juliana Aparecida Barboza Aires
    Juliana Aparecida Barboza Aires
    17/10/2010 • 22:47
    Adorei este site! Acabei de fazer o mini de uma interpretação de texto que caiu no concurso que fiz hj, mto bom!!
  • FABIOLA PORTELA BARROSO
    FABIOLA PORTELA BARROSO
    05/12/2010 • 17:45
    Puxa, Julya, que ótimo, hein?
  • SILVANA DA SILVA NUNES
    SILVANA DA SILVA NUNES
    11/04/2011 • 13:40
    MUITO BOM ,TIVE DUVIDAS EM DUAS E ACABEI CHUTANDO ERRADO AINDA RRSR
  • jose gregorio dos santos filho
    jose gregorio dos santos filho
    20/09/2011 • 01:09
    facíl mesmo essa! só errei uma por falta de atenção a 7º
  • Ademir
    Ademir
    14/02/2012 • 14:26
    Também errei a sétima. A Cesgranrio, em geral, coloca este tipo de texto em suas provas, pelo que estou percebendo com os estudos. Bom para quem vai fazer o concurso do BB.
  • Gabaritador
    Gabaritador
    17/03/2012 • 00:20
    100% achei fácil, a sétima cai bastante em concursos.
  • Paulo Sérgio Dias Filho
    Paulo Sérgio Dias Filho
    19/03/2012 • 15:33
    1 só para eu gabaritar, q odiooooooooooooooooooooooooooooooooooo
  • Vivian Cristine Assunção  Alfredo
    Vivian Cristine Assunção Alfredo
    07/04/2012 • 16:46
    Nem acredito que eu GABARITEI!
    Uhulll o/
    E o texto é muito legal :)
  • Clovis Augusto
    Clovis Augusto
    12/04/2012 • 15:35
    Só errei a sétima também que coisa!!!
  • Sandro Xavier Araujo
    Sandro Xavier Araujo
    12/04/2012 • 22:59
    Errei 2 de bobeira :S mas obrigado ai por terem avisado que a 7 cai mto em concurso
  • Danilo Alves da Silva
    Danilo Alves da Silva
    02/05/2012 • 19:09
    Tão fácil que errei uma por falta de atenção.
  • jessica silva da costa
    jessica silva da costa
    09/06/2012 • 22:15
    É , VOU Continuar estudando , errei 3 !
  • Clara
    Clara
    07/08/2012 • 13:56
    Gabaritei mais uma, Uhuuu Rs ! ;D
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    24/12/2012 • 19:22
    A última questão demandou mais tempo que as outras, confesso.

    Mas gabaritei essa também! Beleza! :)
  • Thiago Samurai
    Thiago Samurai
    12/03/2013 • 14:07
    Precisando aprofundar em norma culta e o olhar jurava que era verbo = rs errei 2 mais foi falta de atenção mesmo.
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    13/07/2014 • 15:23
    errei duas por falta de atenção mesmo, pois em ambas marquei a correta e mudei depois...droga!
  • Ana Paula Freitas
    Ana Paula Freitas
    14/08/2015 • 14:43
    Ótimo, fiz 100%. A que mais me deu dúvidas foi a questão 7, mas acabei marcando a certa e gabaritando.
  • FRANCISCO ANTONIO CAVALCANTE LIMA
    FRANCISCO ANTONIO CAVALCANTE LIMA
    18/01/2016 • 18:23
    Errei somente 1, a de concordância verbal......Verbo FAZER é impessoal quanto refere-se a tempo decorrido.
  • Thiago Marques de Oliveira
    Thiago Marques de Oliveira
    20/05/2016 • 16:14
    Fazia + tempo ou horas= Non ecziste! Sempre esqueço.
  • clara cristina morais monteiro
    clara cristina morais monteiro
    23/02/2026 • 19:13
    errei duas por falta de atenção, não tem nem tempo nisso e eu fico afobada kkk
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