Vestibular Primeiro Semestre UECE - Português - Interpretação de Textos - UECE

Simulado com questões de prova: Vestibular Primeiro Semestre UECE - Português - Interpretação de Textos - UECE. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
7
Resoluções
44%
Média
Difícil
Dificuldade
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  • 📖 Texto associado
    TEXTO 1
    A Banda
    01 Estava à toa na vida
    02 O meu amor me chamou
    03 Pra ver a banda passar
    04 Cantando coisas de amor
    05 A minha gente sofrida
    06 Despediu-se da dor
    07 Pra ver a banda passar
    08 Cantando coisas de amor
    [...]
    09 O homem sério que contava dinheiro parou
    10 O faroleiro que contava vantagem parou
    11 A namorada que contava as estrelas parou
    12 Para ver, ouvir e dar passagem
    13 A moça triste que vivia calada sorriu
    14 A rosa triste que vivia fechada se abriu
    15 E a meninada toda se assanhou
    16 Pra ver a banda passar
    17 Cantando coisas de amor
    [...]
    18 O velho fraco se esqueceu do cansaço e
    19 pensou
    20 Que ainda era moço pra sair no terraço e
    21 dançou
    22 A moça feia debruçou na janela
    23 Pensando que a banda tocava pra ela
    24 A marcha alegre se espalhou na avenida e
    25 insistiu
    26 A lua cheia que vivia escondida surgiu
    27 Minha cidade toda se enfeitou
    28 Pra ver a banda passar
    29 Cantando coisas de amor
    30 Mas para meu desencanto
    31 O que era doce acabou
    32 Tudo tomou seu lugar
    33 Depois que a banda passou
    34 E cada qual no seu canto
    35 E em cada canto uma dor
    36 Depois da banda passar
    37 Cantando coisas de amor
    [...]
    HOLLANDA, Francisco Buarque de; RUSSEL, Bob. A banda. Rio de Janeiro: RGE. 1966. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/a-banda.html. Acessado em 27 de abril de 2019.
    Sobre o texto 1, uma canção de Chico Buarque de Hollanda e Bob Russel, é INCORRETO afirmar que
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 1
    A Banda
    01 Estava à toa na vida
    02 O meu amor me chamou
    03 Pra ver a banda passar
    04 Cantando coisas de amor
    05 A minha gente sofrida
    06 Despediu-se da dor
    07 Pra ver a banda passar
    08 Cantando coisas de amor
    [...]
    09 O homem sério que contava dinheiro parou
    10 O faroleiro que contava vantagem parou
    11 A namorada que contava as estrelas parou
    12 Para ver, ouvir e dar passagem
    13 A moça triste que vivia calada sorriu
    14 A rosa triste que vivia fechada se abriu
    15 E a meninada toda se assanhou
    16 Pra ver a banda passar
    17 Cantando coisas de amor
    [...]
    18 O velho fraco se esqueceu do cansaço e
    19 pensou
    20 Que ainda era moço pra sair no terraço e
    21 dançou
    22 A moça feia debruçou na janela
    23 Pensando que a banda tocava pra ela
    24 A marcha alegre se espalhou na avenida e
    25 insistiu
    26 A lua cheia que vivia escondida surgiu
    27 Minha cidade toda se enfeitou
    28 Pra ver a banda passar
    29 Cantando coisas de amor
    30 Mas para meu desencanto
    31 O que era doce acabou
    32 Tudo tomou seu lugar
    33 Depois que a banda passou
    34 E cada qual no seu canto
    35 E em cada canto uma dor
    36 Depois da banda passar
    37 Cantando coisas de amor
    [...]
    HOLLANDA, Francisco Buarque de; RUSSEL, Bob. A banda. Rio de Janeiro: RGE. 1966. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/a-banda.html. Acessado em 27 de abril de 2019.
    Se compreendermos o texto 1 como um paradigma da representação do mundo contemporâneo, é correto afirmar que
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 2
    Em Busca de Novas Armas Contra o
    Aedes Aegypt
    38 O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já
    39 foi diagnosticado com dengue duas vezes.
    40 Nenhuma surpresa. O coordenador de
    41 Vigilância em Saúde e Laboratórios de
    42 Referência da Fundação Oswaldo Cruz
    43 (Fiocruz) e professor da Medicina da
    44 Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
    45 vive no Brasil, país castigado pela doença nas
    46 últimas três décadas e por outras também
    47 transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas
    48 epidemias, explica o pesquisador nesta
    49 entrevista, devem continuar décadas adiante:
    50 “Ainda utilizamos o modelo de controle do
    51 mosquito que foi exitoso há 110 anos com
    52 Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que
    53 acabaram de fechar o verão são promessa de
    54 uma trégua. “Temos observado que, em
    55 algumas localidades do Brasil, o padrão de
    56 ocorrência da dengue tem se mantido estável
    57 mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a
    58 população e as autoridades sanitárias têm de
    59 atuar durante todo o ano, e não somente no
    60 verão. Infelizmente, isso não ocorre em um
    61 padrão homogêneo”, ensina Cunha, que
    62 comemora, no entanto, abordagens
    63 promissoras para o controle do mosquito e vê
    64 uma melhora da vigilância nas últimas
    65 décadas.
    66 Ciência Hoje: O Brasil sofreu
    67 recentemente com grandes surtos de
    68 dengue, zika e febre amarela. Devemos
    69 esperar novos surtos em breve? O que
    70 dizem os dados epidemiológicos?
    71 Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças
    72 transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo
    73 nos próximos 20 ou 30 anos. Por que
    74 continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o
    75 modelo de controle do mosquito que foi
    76 exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e,
    77 depois, com Clementino Fraga e outros. Se
    78 não houver uma nova abordagem para
    79 controle do vetor, continuaremos tendo
    80 epidemias, porque, infelizmente, as questões
    81 estruturais da sociedade permanecem
    82 praticamente inalteradas. Essa bárbara
    83 segregação social que o Brasil tem,
    84 esse apartheid social, que é fruto de séculos,
    85 criou condições para haver comunidades
    86 extremamente vulneráveis, onde a coleta do
    87 lixo, quando existe, é feita de forma
    88 inadequada, e nas quais o fornecimento de
    89 água é irregular. São lugares onde o Estado
    90 inexiste. Há comunidades em que policiais não
    91 podem entrar a qualquer hora, imagine um
    92 agente de controle de vetores. Essa
    93 complexidade urbana não aparenta que será
    94 modificada nos próximos anos.
    CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas
    Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr.
    2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível
    em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas-contra-o-aedes-aegypt/.
    Acessado em 27 de abril de 2019. 
    Um texto deve manter seus elementos ligados entre si como forma de assegurar sua coesão. Sendo assim, existem várias formas de manutenção da coesão textual. Considerando esse aspecto, é correto afirmar, sobre a entrevista (texto 2), que
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 2
    Em Busca de Novas Armas Contra o
    Aedes Aegypt
    38 O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já
    39 foi diagnosticado com dengue duas vezes.
    40 Nenhuma surpresa. O coordenador de
    41 Vigilância em Saúde e Laboratórios de
    42 Referência da Fundação Oswaldo Cruz
    43 (Fiocruz) e professor da Medicina da
    44 Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
    45 vive no Brasil, país castigado pela doença nas
    46 últimas três décadas e por outras também
    47 transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas
    48 epidemias, explica o pesquisador nesta
    49 entrevista, devem continuar décadas adiante:
    50 “Ainda utilizamos o modelo de controle do
    51 mosquito que foi exitoso há 110 anos com
    52 Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que
    53 acabaram de fechar o verão são promessa de
    54 uma trégua. “Temos observado que, em
    55 algumas localidades do Brasil, o padrão de
    56 ocorrência da dengue tem se mantido estável
    57 mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a
    58 população e as autoridades sanitárias têm de
    59 atuar durante todo o ano, e não somente no
    60 verão. Infelizmente, isso não ocorre em um
    61 padrão homogêneo”, ensina Cunha, que
    62 comemora, no entanto, abordagens
    63 promissoras para o controle do mosquito e vê
    64 uma melhora da vigilância nas últimas
    65 décadas.
    66 Ciência Hoje: O Brasil sofreu
    67 recentemente com grandes surtos de
    68 dengue, zika e febre amarela. Devemos
    69 esperar novos surtos em breve? O que
    70 dizem os dados epidemiológicos?
    71 Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças
    72 transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo
    73 nos próximos 20 ou 30 anos. Por que
    74 continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o
    75 modelo de controle do mosquito que foi
    76 exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e,
    77 depois, com Clementino Fraga e outros. Se
    78 não houver uma nova abordagem para
    79 controle do vetor, continuaremos tendo
    80 epidemias, porque, infelizmente, as questões
    81 estruturais da sociedade permanecem
    82 praticamente inalteradas. Essa bárbara
    83 segregação social que o Brasil tem,
    84 esse apartheid social, que é fruto de séculos,
    85 criou condições para haver comunidades
    86 extremamente vulneráveis, onde a coleta do
    87 lixo, quando existe, é feita de forma
    88 inadequada, e nas quais o fornecimento de
    89 água é irregular. São lugares onde o Estado
    90 inexiste. Há comunidades em que policiais não
    91 podem entrar a qualquer hora, imagine um
    92 agente de controle de vetores. Essa
    93 complexidade urbana não aparenta que será
    94 modificada nos próximos anos.
    CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas
    Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr.
    2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível
    em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas-contra-o-aedes-aegypt/.
    Acessado em 27 de abril de 2019. 
    Quanto à utilização de letras maiúsculas no texto 2, atente para as seguintes assertivas:
    I. A expressão “Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz” (linhas 41-42) é utilizada com letras maiúsculas para realçar o nome da instituição em questão.
    II. A palavra “Medicina” (linha 43) é grafada, no texto 2, com letra maiúscula, porque o autor considera esse termo como uma área do saber, diferenciando-a das demais áreas.
    III. O termo “Estado” (linha 89) aparece, no texto 2, com letra maiúscula, porque significa uma entidade de direito público administrativo que congrega várias instâncias do poder público.
    Está correto o que se afirma em
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 1
    A Banda
    01 Estava à toa na vida
    02 O meu amor me chamou
    03 Pra ver a banda passar
    04 Cantando coisas de amor
    05 A minha gente sofrida
    06 Despediu-se da dor
    07 Pra ver a banda passar
    08 Cantando coisas de amor
    [...]
    09 O homem sério que contava dinheiro parou
    10 O faroleiro que contava vantagem parou
    11 A namorada que contava as estrelas parou
    12 Para ver, ouvir e dar passagem
    13 A moça triste que vivia calada sorriu
    14 A rosa triste que vivia fechada se abriu
    15 E a meninada toda se assanhou
    16 Pra ver a banda passar
    17 Cantando coisas de amor
    [...]
    18 O velho fraco se esqueceu do cansaço e
    19 pensou
    20 Que ainda era moço pra sair no terraço e
    21 dançou
    22 A moça feia debruçou na janela
    23 Pensando que a banda tocava pra ela
    24 A marcha alegre se espalhou na avenida e
    25 insistiu
    26 A lua cheia que vivia escondida surgiu
    27 Minha cidade toda se enfeitou
    28 Pra ver a banda passar
    29 Cantando coisas de amor
    30 Mas para meu desencanto
    31 O que era doce acabou
    32 Tudo tomou seu lugar
    33 Depois que a banda passou
    34 E cada qual no seu canto
    35 E em cada canto uma dor
    36 Depois da banda passar
    37 Cantando coisas de amor
    [...]
    HOLLANDA, Francisco Buarque de; RUSSEL, Bob. A banda. Rio de Janeiro: RGE. 1966. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/a-banda.html. Acessado em 27 de abril de 2019.
    Sobre as funções da linguagem do texto 1, é correto afirmar que predomina
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 2
    Em Busca de Novas Armas Contra o
    Aedes Aegypt
    38 O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já
    39 foi diagnosticado com dengue duas vezes.
    40 Nenhuma surpresa. O coordenador de
    41 Vigilância em Saúde e Laboratórios de
    42 Referência da Fundação Oswaldo Cruz
    43 (Fiocruz) e professor da Medicina da
    44 Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
    45 vive no Brasil, país castigado pela doença nas
    46 últimas três décadas e por outras também
    47 transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas
    48 epidemias, explica o pesquisador nesta
    49 entrevista, devem continuar décadas adiante:
    50 “Ainda utilizamos o modelo de controle do
    51 mosquito que foi exitoso há 110 anos com
    52 Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que
    53 acabaram de fechar o verão são promessa de
    54 uma trégua. “Temos observado que, em
    55 algumas localidades do Brasil, o padrão de
    56 ocorrência da dengue tem se mantido estável
    57 mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a
    58 população e as autoridades sanitárias têm de
    59 atuar durante todo o ano, e não somente no
    60 verão. Infelizmente, isso não ocorre em um
    61 padrão homogêneo”, ensina Cunha, que
    62 comemora, no entanto, abordagens
    63 promissoras para o controle do mosquito e vê
    64 uma melhora da vigilância nas últimas
    65 décadas.
    66 Ciência Hoje: O Brasil sofreu
    67 recentemente com grandes surtos de
    68 dengue, zika e febre amarela. Devemos
    69 esperar novos surtos em breve? O que
    70 dizem os dados epidemiológicos?
    71 Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças
    72 transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo
    73 nos próximos 20 ou 30 anos. Por que
    74 continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o
    75 modelo de controle do mosquito que foi
    76 exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e,
    77 depois, com Clementino Fraga e outros. Se
    78 não houver uma nova abordagem para
    79 controle do vetor, continuaremos tendo
    80 epidemias, porque, infelizmente, as questões
    81 estruturais da sociedade permanecem
    82 praticamente inalteradas. Essa bárbara
    83 segregação social que o Brasil tem,
    84 esse apartheid social, que é fruto de séculos,
    85 criou condições para haver comunidades
    86 extremamente vulneráveis, onde a coleta do
    87 lixo, quando existe, é feita de forma
    88 inadequada, e nas quais o fornecimento de
    89 água é irregular. São lugares onde o Estado
    90 inexiste. Há comunidades em que policiais não
    91 podem entrar a qualquer hora, imagine um
    92 agente de controle de vetores. Essa
    93 complexidade urbana não aparenta que será
    94 modificada nos próximos anos.
    CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas
    Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr.
    2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível
    em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas-contra-o-aedes-aegypt/.
    Acessado em 27 de abril de 2019. 
    A entrevista marca-se como uma das formas de obtenção de fontes para notícias e reportagens a partir dos dados e argumentos expostos pelo(a) entrevistado(a). Em relação ao texto 2, é correto afirmar que a tese expressa pelo infectologista sobre os motivos da permanência das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypt corresponde
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 3
    No Mundo das Letras
    95 Vem à livraria nas horas de maior
    96 movimento, mas isso, já se sabe, é de
    97 propósito: facilita-lhe o trabalho.
    98 Rouba livros. Faz isso há muitos anos,
    99 desde a infância, praticamente. Começou
    100 roubando um texto escolar que precisava
    101 para o colégio: foi tão fácil que gostou; e
    102 passou a roubar romances de aventura, livros
    103 de ficção científica, textos sobre arte,
    104 política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto
    105 a técnica que chegava a furtar quatro, cinco
    106 livros de uma vez. Roubou livros em todas as
    107 cidades por onde passou. Em Londres, uma
    108 vez, quase o pegaram; um incidente que
    109 recorda com divertida emoção.
    110 No início, lia os livros que roubava.
    111 Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A
    112 coisa era roubar por roubar, por amor à arte;
    113 dava os livros de presente ou simplesmente
    114 os jogava fora. Mas cada vez tinha menos
    115 tempo para ir às livrarias; os negócios o
    116 absorviam demais. Além disso, não podia,
    117 como empresário, correr o risco de um
    118 flagrante. Um problema – que ele resolveu
    119 como resolve todos os problemas, com
    120 argúcia, com arrojo, com imaginação.
    121 Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de
    122 espetacular nessa operação: simplesmente
    123 pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso.
    124 Olha para os lados; aparentemente ninguém
    125 notou nada. Cumprimenta-me e se vai.
    126 Um minuto depois retorna. Como é que
    127 me saí, pergunta, não sem ansiedade.
    128 Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O
    129 que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não
    130 apenas um ato de compaixão, é também uma
    131 medida de prudência. Afinal, ele é o dono da
    132 livraria.
    SCLIAR, Moacyr. No Mundo das Letras. In: SCLIAR, Moacyr;
    FONSECA, Rubem; MIRANDA, Ana. Pipocas. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2003.
    Moacyr Scliar, autor da crônica No Mundo das Letras, é gaúcho e ganhou alguns prêmios, tais como Prêmio Jabuti e Prêmio José Lins do Rego. Atente para as seguintes afirmações sobre o autor:
    I. O estilo de Moacyr Scliar é leve e irônico.
    II. O autor faz parte da literatura contemporânea.
    III. Os textos de Moacyr Scliar são diretos e com escrita simples.
    Está correto o que se afirma em
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 2
    Em Busca de Novas Armas Contra o
    Aedes Aegypt
    38 O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já
    39 foi diagnosticado com dengue duas vezes.
    40 Nenhuma surpresa. O coordenador de
    41 Vigilância em Saúde e Laboratórios de
    42 Referência da Fundação Oswaldo Cruz
    43 (Fiocruz) e professor da Medicina da
    44 Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
    45 vive no Brasil, país castigado pela doença nas
    46 últimas três décadas e por outras também
    47 transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas
    48 epidemias, explica o pesquisador nesta
    49 entrevista, devem continuar décadas adiante:
    50 “Ainda utilizamos o modelo de controle do
    51 mosquito que foi exitoso há 110 anos com
    52 Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que
    53 acabaram de fechar o verão são promessa de
    54 uma trégua. “Temos observado que, em
    55 algumas localidades do Brasil, o padrão de
    56 ocorrência da dengue tem se mantido estável
    57 mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a
    58 população e as autoridades sanitárias têm de
    59 atuar durante todo o ano, e não somente no
    60 verão. Infelizmente, isso não ocorre em um
    61 padrão homogêneo”, ensina Cunha, que
    62 comemora, no entanto, abordagens
    63 promissoras para o controle do mosquito e vê
    64 uma melhora da vigilância nas últimas
    65 décadas.
    66 Ciência Hoje: O Brasil sofreu
    67 recentemente com grandes surtos de
    68 dengue, zika e febre amarela. Devemos
    69 esperar novos surtos em breve? O que
    70 dizem os dados epidemiológicos?
    71 Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças
    72 transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo
    73 nos próximos 20 ou 30 anos. Por que
    74 continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o
    75 modelo de controle do mosquito que foi
    76 exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e,
    77 depois, com Clementino Fraga e outros. Se
    78 não houver uma nova abordagem para
    79 controle do vetor, continuaremos tendo
    80 epidemias, porque, infelizmente, as questões
    81 estruturais da sociedade permanecem
    82 praticamente inalteradas. Essa bárbara
    83 segregação social que o Brasil tem,
    84 esse apartheid social, que é fruto de séculos,
    85 criou condições para haver comunidades
    86 extremamente vulneráveis, onde a coleta do
    87 lixo, quando existe, é feita de forma
    88 inadequada, e nas quais o fornecimento de
    89 água é irregular. São lugares onde o Estado
    90 inexiste. Há comunidades em que policiais não
    91 podem entrar a qualquer hora, imagine um
    92 agente de controle de vetores. Essa
    93 complexidade urbana não aparenta que será
    94 modificada nos próximos anos.
    CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas
    Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr.
    2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível
    em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas-contra-o-aedes-aegypt/.
    Acessado em 27 de abril de 2019. 
    A intertextualidade é um dos fatores responsáveis pela construção de sentido. Ela é percebida quando o leitor recupera, no texto em tela, informações de outros textos que se encontram explícitas ou inferidas. Sobre essa questão, considere as seguintes afirmativas:
    I. “Nem as águas de março que acabaram de fechar o verão são promessa de uma trégua” (linhas 52-54).
    II. “Essa bárbara segregação social que o Brasil tem, esse apartheid social [...] criou condições para haver comunidades extremamente vulneráveis [...]” (linhas 82- 86).
    III. “Essa complexidade urbana não aparenta que será modificada nos próximos anos” (linhas 92-94).
    É correto afirmar que há intertextualidade em
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 3
    No Mundo das Letras
    95 Vem à livraria nas horas de maior
    96 movimento, mas isso, já se sabe, é de
    97 propósito: facilita-lhe o trabalho.
    98 Rouba livros. Faz isso há muitos anos,
    99 desde a infância, praticamente. Começou
    100 roubando um texto escolar que precisava
    101 para o colégio: foi tão fácil que gostou; e
    102 passou a roubar romances de aventura, livros
    103 de ficção científica, textos sobre arte,
    104 política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto
    105 a técnica que chegava a furtar quatro, cinco
    106 livros de uma vez. Roubou livros em todas as
    107 cidades por onde passou. Em Londres, uma
    108 vez, quase o pegaram; um incidente que
    109 recorda com divertida emoção.
    110 No início, lia os livros que roubava.
    111 Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A
    112 coisa era roubar por roubar, por amor à arte;
    113 dava os livros de presente ou simplesmente
    114 os jogava fora. Mas cada vez tinha menos
    115 tempo para ir às livrarias; os negócios o
    116 absorviam demais. Além disso, não podia,
    117 como empresário, correr o risco de um
    118 flagrante. Um problema – que ele resolveu
    119 como resolve todos os problemas, com
    120 argúcia, com arrojo, com imaginação.
    121 Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de
    122 espetacular nessa operação: simplesmente
    123 pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso.
    124 Olha para os lados; aparentemente ninguém
    125 notou nada. Cumprimenta-me e se vai.
    126 Um minuto depois retorna. Como é que
    127 me saí, pergunta, não sem ansiedade.
    128 Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O
    129 que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não
    130 apenas um ato de compaixão, é também uma
    131 medida de prudência. Afinal, ele é o dono da
    132 livraria.
    SCLIAR, Moacyr. No Mundo das Letras. In: SCLIAR, Moacyr;
    FONSECA, Rubem; MIRANDA, Ana. Pipocas. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2003.
    Uma forma de retomar fragmentos, ao longo do texto, é usar expressões que apresentam uma paráfrase para resumir o que se precede ou sucede. Considerando esse aspecto, no trecho “[...] um incidente que recorda com divertida emoção” (linhas 108-109), a expressão sublinhada refere-se ao
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 4
    Não Espere Pelo Fim
    133 Foi com palavras aprazíveis e um
    134 ingênuo sorriso que o homem de rosto
    135 enrugado e cabelos acinzentados dirigiu-se à
    136 sua ranzinza colega de abrigo:
    137 – A vida não acabou. Não é chegada a
    138 hora de postar-se diante do túmulo como se
    139 a morte estivesse à espreita. É tempo de se
    140 renovar, tomar novas escolhas e trilhar por
    141 novos caminhos. Alimente os sonhos! Seja
    142 jovem novamente!
    143 Tão rápido, naquele dia, nasceu uma
    144 inesperada paixão entre os dois. Aquele
    145 carinho que Emanuel sempre sentira por
    146 Maria das Dores enfim foi retribuído.
    147 Quem disse que os velhos não podem
    148 se apaixonar?
    149 Maldito preconceito que cria raízes
    150 profundas, inclusive na alma dos segregados!
    151 E, assim, tão logo o tempo passou.
    152 Anos de risos fáceis.
    153 No entanto, não foi com lágrimas de
    154 arrependimento que Maria fitou o epitáfio de
    155 Emanuel, mas sim com olhos aquosos de
    156 saudade e uma profunda paz em seu coração
    157 renovado.
    JONES, Sebastião. Não Espere Pelo Fim. Disponível em:
    http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com/2013/05/o
    s-20-minicontos-classificados.html. [online]. 2013. Acessado
    em 26 de abril de 2019.
    Com base no texto 4, é INCORRETO afirmar que
  • 📖 Texto associado
    TEXTO 4
    Não Espere Pelo Fim
    133 Foi com palavras aprazíveis e um
    134 ingênuo sorriso que o homem de rosto
    135 enrugado e cabelos acinzentados dirigiu-se à
    136 sua ranzinza colega de abrigo:
    137 – A vida não acabou. Não é chegada a
    138 hora de postar-se diante do túmulo como se
    139 a morte estivesse à espreita. É tempo de se
    140 renovar, tomar novas escolhas e trilhar por
    141 novos caminhos. Alimente os sonhos! Seja
    142 jovem novamente!
    143 Tão rápido, naquele dia, nasceu uma
    144 inesperada paixão entre os dois. Aquele
    145 carinho que Emanuel sempre sentira por
    146 Maria das Dores enfim foi retribuído.
    147 Quem disse que os velhos não podem
    148 se apaixonar?
    149 Maldito preconceito que cria raízes
    150 profundas, inclusive na alma dos segregados!
    151 E, assim, tão logo o tempo passou.
    152 Anos de risos fáceis.
    153 No entanto, não foi com lágrimas de
    154 arrependimento que Maria fitou o epitáfio de
    155 Emanuel, mas sim com olhos aquosos de
    156 saudade e uma profunda paz em seu coração
    157 renovado.
    JONES, Sebastião. Não Espere Pelo Fim. Disponível em:
    http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com/2013/05/o
    s-20-minicontos-classificados.html. [online]. 2013. Acessado
    em 26 de abril de 2019.
    O texto 4, o miniconto do pseudônimo Sebastião Jones, intitulado Não Espere Pelo Fim, tem como propósito principal
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