Prova de Hematologia para Medicina - Concurso EBSERH (FGV)

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  • Uma gestante de 25 anos, primípara, na 33ª semana de gestação, é encaminhada para o hematologista para tratamento de anemia ferropriva que não respondeu à suplementação oral de ferro feita desde o início do 2º trimestre da gravidez. Sua dosagem de hemoglobina é de 7,5 g/dL.
    A correção dessa anemia deve ser feita com:
  • Uma paciente portadora de beta-talassemia major cujo tratamento consiste em transfusões regulares, a cada 3 a 4 semanas, visando a manter a dosagem de hemoglobina acima de 10 g/dL, apresenta sobrecarga de ferro e aloimunização antieritrocitária.

    Para a prevenção dessas complicações, é obrigatória a utilização das seguintes estratégias:

  • Uma paciente de 19 anos de idade, portadora de doença falciforme, politransfundida, apresenta piora da anemia, com queda de 2,8 gramas/dL em relação à sua dosagem basal de hemoglobina. Uma transfusão simples de duas bolsas de concentrados de hemácias foi indicada, sendo que a sua última transfusão havia acontecido quatro meses antes. A paciente era do grupo O negativo, com fenótipo dce/dce. A pesquisa de anticorpos irregulares (P.A.I.) pré-transfusional foi positiva e o teste de Coombs direto foi negativo. O aloanticorpo identificado foi um anti-e (anti-Rh5).
    A hipótese que explica esse resultado é:
  • Um paciente portador de leucemia mieloide aguda foi submetido a um transplante de medula óssea alogênico. Três semanas após, quando já havia ocorrido a “pega” do transplante, começa a apresentar rash cutâneo não pruriginoso generalizado e diarreia sanguinolenta. As provas de função hepática mostravam aumento significativo de ALT, AST e bilirrubinas. No hemograma – que três dias antes estava próximo da normalidade, com anemia leve (10 g/dL de hemoglobina, trombocitopenia moderada (80.000 plaquetas/µL) e neutrófilos de 1.200 /µL – houve piora da anemia (hemogoblina: 7 g/dL) e da trombocitopenia (30.000 plaquetas/µL).

    Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é:

  • Uma paciente de 18 anos de idade tem o diagnóstico de anemia aplástica confirmado pela biópsia de medula óssea, que mostrou uma celularidade inferior a 15%, com células hematológicas residuais inferiores a 20%. Seu hemograma de internação mostra hemoglobina de 5 g/dL, contagem de granulócitos de 180/µL, contagem de plaquetas de 8.000/µL e reticulócitos inferiores a 20.000/µL.

    O tratamento de primeira linha dessa paciente deve ser feito com:

  • Um homem de 42 anos chega a um centro de trauma, após ter sido atropelado, apresentando múltiplos pontos de fratura e de hemorragia. A equipe do centro ativa o protocolo de transfusão maciça e informa ao serviço de hemoterapia.
    As recomendações atuais em relação aos hemocomponentes a serem enviados para a ressuscitação hemoterápica preveem o envio de:
  • A frequência e os critérios específicos para a doação por aférese de duplo concentrado de hemácias, de acordo com norma vigente no país, são os seguintes:
  • Um paciente de 39 anos, sexo masculino, é submetido a alguns exames de rotina, em que foi encontrada uma dosagem de ferritina de 800 ng/dL. A dosagem de hemoglobina era de 15g/dL. Foi solicitada pesquisa das mutações genéticas C282Y, e H63D, cujos resultados foram:

    • C282Y: positiva, em homozigose;

    • H63D: positiva, em heterozigose.

    Com esses resultados, o tratamento dessa condição deve ser feito com:

  • O tratamento padrão da talassemia Beta major consiste em:
  • Uma paciente de 46 anos de idade, pesando 60 kg, internada para tratamento de indução de leucemia mieloide aguda, apresenta, no 3º dia pós-quimioterapia, aplasia de medula óssea, com anemia (hemoglobina de 9,5 g/dL), neutropenia (300 neutrófilos/µL) e plaquetopenia (4.000 leucócitos/µL). Nesse momento, a abordagem transfusional dessa paciente consiste em transfusão de:
  • Um doador de sangue do sexo masculino, 20 anos de idade, é convocado para uma consulta no serviço em que doou, devido a alteração nos resultados sorológicos. O único marcador positivo foi anti-HBc. Após a consulta, foi colhida nova amostra de sangue, e os resultados encontrados foram os seguintes:
    • anti-HBc: positivo; • HBsAg: negativo; • HBV (NAT individual): negativo; • anti-HBsAg: positivo (> 10UI/mL).
    Com esses resultados, é correto concluir que o doador:

  • Um paciente com 18 anos de idade, portador de hemofilia A grave, com inibidor de alto título (100 unidades Bethesda), em uso de emicizumab, sofre um acidente de carro e bate com a cabeça no vidro. No hospital, constata-se, pela ressonância magnética, a presença de sangue no cérebro.
    O tratamento da hemorragia deve ser feito com:
  • Uma jovem de 19 anos, altura 1,58 m e peso 51 kg, faz a sua primeira doação de sangue. Pouco antes de a coleta do sangue se completar, ela começa a suar e a ficar pálida, e diz estar tonta e com muito enjoo. A doação é interrompida, e se constata que a doadora apresenta hipotensão e bradicardia. Ela melhorou após ser colocada em posição de Trendelenburg.

    Esse conjunto de sinais e sintomas é característico do seguinte tipo de reação adversa à doação de sangue:

  • Um paciente testemunha de Jeová é internado com suspeita de leucemia, em um hospital público. Um termo de consentimento livre e esclarecido lhe é apresentado, no momento da internação, pedindo que autorize (ou não) transfusões de sangue, se estas vierem a ser necessárias.
    Os elementos essenciais que esse TCLE deve conter são:
  • Uma paciente de 18 anos vem ao hematologista devido ao aparecimento de petéquias e equimoses; no hemograma, a única anormalidade era trombocitopenia (contagem de plaquetas: 10.000/µL). O médico prescreve imunoglobulina poliespecífica intravenosa, na dose de 1 g/kg de peso. 2 dias depois da infusão da imunoglobulina, a paciente vai para um hospital devido a queixas de cefaleia intensa, náusea, vômitos, fotofobia, febre e calafrios. Os sinais de Kernig e Brudzinski estavam presentes. A punção liquórica mostrou um líquido cefalorraquidiano claro, com alto conteúdo proteico; as culturas do líquor foram negativas.
    O diagnóstico mais provável para esse caso é:
  • Um paciente de 28 anos, portador de doença falciforme (SS), dá entrada em uma emergência com queixa de dispneia e dor torácica. A dor era de grau 9, na escala analógica; saturação de oxigênio estava em 91%, e o hemograma mostrava hemoglobina de 6 g/dL (hemoglobina basal do paciente era de 7g/dL), com hematócrito de 19%. Leucometria: 11.000/µL, com desvio à esquerda. Bilirrubina indireta de 1,8 e direta de 0,8, LDH: 500. Tomografia de tórax mostrava infiltrados bilaterais, em lobos inferiores.
    Além de antibióticos, analgésicos potentes, oxigenioterapia e hidratação vigorosa, o tratamento de escolha dessa complicação é:
  • O tratamento de indução da leucemia linfoblástica aguda (LLA) em adultos com idade superior a 40 anos deve incluir, obrigatoriamente, além do esquema quimioterápico e do inibidor de tirosino-quinase, as seguintes modalidades de tratamento:
  • Uma paciente do sexo feminino, 28 anos de idade, apresenta quadro de isquemia cerebral, anemia, icterícia e plaquetopenia. A dosagem de LDH é de 2.000 UI/dL. Há esquizócitos no sangue periférico, e o diagnóstico presuntivo foi de púrpura trombocitopênica trombótica (P.T.T.), para a qual foi indicado uso de corticosteroides associado à realização de plasmaférese terapêutica, com plasma fresco congelado (PFC) como líquido de reposição.
    Nesse caso específico, a ação da plasmaférese consiste em:
  • Uma paciente de 50 anos de idade, submetida a cirurgia bariátrica (bypass gástrico com Roux em Y), feita dois anos antes, foi encaminha pelo cirurgião para um hematologista, a fim de tratar a anemia que ela vem apresentando há cerca de 1 ano, quando parou de tomar suplemento multivitamínico. Os exames complementares mostraram:

    • Hemoglobina: 7,8 g/dL;

    • Leucócitos e plaquetas: normais;

    • VCM: 72 fL; • Contagem de reticulócitos: 0,8%;

    • Dosagem de ferritina: 8 µg/dL;

    • Dosagem de vitamina B12: 450 ng/L;

    • Dosagem de ácido fólico: 16 ng/mL;

    • Teste de Coombs direto: negativo.

    As condutas a serem tomadas para a correção imediata da anemia e para que a anemia não volte a ocorrer são, respectivamente:

  • Os programas de transfusão crônica para pacientes com doença falciforme e com talassemia sem anticorpos antieritrocitários devem utilizar hemácias compatíveis/“matched” pelo menos para os antígenos:
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