Questões de Interpretação de Texto em Português – TJ SC (FGV)

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Desempenho Global
5
Resoluções
44%
Média
Difícil
Dificuldade
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    Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)


    Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

    Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.

    Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.

    Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas.

    Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

    "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

    O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

    "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela."

    Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)

    A explicação dada pelo menino para o uso de meias vermelhas traz uma marca de emprego coloquial da língua em:
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    Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)


    Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

    Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.

    Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.

    Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas.

    Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

    "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

    O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

    "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela."

    Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)

    Sobre a estrutura narrativa do texto 1, é correto afirmar que:
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    Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)


    Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

    Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.

    Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.

    Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas.

    Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

    "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

    O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

    "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela."

    Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)

    A frase abaixo, do mesmo autor do texto 1, que NÃO estabelece ligação temática com o significado do texto é:
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    Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)

    Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

    Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse

    procurando alguma coisa.

    Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas

    meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque

    ele só usava meias vermelhas.

    Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz

    aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas

    meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo

    mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas.

    Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar

    as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela

    olhar para o chão e quando visse um menino de meias

    vermelhas, saberia que o filho era dela."

    "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por

    que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

    O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez

    para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

    "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por

    isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela

    passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me

    encontrar e me levará com ela."

    Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)




    Texto 2 – Os Estatutos do Homem (segmento)


    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.

    Thiago de Mello, Os Estatutos do Homem

    O texto 2 é parte de um poema moderno de Thiago de Mello.

    A expressão “Fica decretado” insere poeticamente o texto 2 entre os textos:

  • Texto 2 – Os Estatutos do Homem (segmento)

    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.

    Thiago de Mello,Os Estatutos do Homem


    O texto 2 é formulado impessoalmente; o segmento em que isso fica comprovado é:
  • Texto 2 – Os Estatutos do Homem (segmento)

    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.

    Thiago de Mello,Os Estatutos do Homem


    Entre as duas partes do texto 2 (versos 1-3 e 4-5) há um problema de construção, que é:
  • 📖 Texto associado

    Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)

    Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

    Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse

    procurando alguma coisa.

    Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas

    meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque

    ele só usava meias vermelhas.

    Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz

    aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas

    meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo

    mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas.

    Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar

    as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela

    olhar para o chão e quando visse um menino de meias

    vermelhas, saberia que o filho era dela."

    "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por

    que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

    O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez

    para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

    "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por

    isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela

    passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me

    encontrar e me levará com ela."

    Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)




    Texto 2 – Os Estatutos do Homem (segmento)


    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.

    Thiago de Mello, Os Estatutos do Homem

    O verso do texto 2 que estabelece uma ligação semântica com o texto 1 é:
  • 📖 Texto associado

    Texto 3 - O discurso da separação amorosa

    Flávio Gikovate em 16/03/2015


    Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra. Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.

    O texto 3 deve ser visto como argumentativo; os argumentos apresentados pelo autor se fundamentam nos(na):
  • 📖 Texto associado

    Texto 3 - O discurso da separação amorosa

    Flávio Gikovate em 16/03/2015


    Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra. Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.

    “Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando”.

    Infere-se do segundo período desse segmento do texto 3 que, para o autor do texto:

  • 📖 Texto associado

    Texto 3 - O discurso da separação amorosa

    Flávio Gikovate em 16/03/2015


    Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra. Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.

    “Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação”.

    O emprego da primeira pessoa nesse segmento do texto 3 indica que:

  • 📖 Texto associado

    Texto 3 - O discurso da separação amorosa

    Flávio Gikovate em 16/03/2015


    Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra. Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.

    O segmento sublinhado do texto 3 que mostra uma substituição INADEQUADA é:
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