Prova de Português: Interpretação de Textos - BNDES (Cesgranrio)

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    A filosofia do alpinismo transposta para os negócios da empresa concebe o lucro obtido e a qualidade do trabalho como sendo o(a)

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    Na passagem "Isso não quer dizer que seus funcionários sejam preguiçosos, apesar do ambiente maneiro." (l. 14-15), o vocábulo destacado faz referência semântica a

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    Segundo as idéias apresentadas no 3o parágrafo, a importância da atividade física em relação à atividade profissional nessa empresa é servir para

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    A grande competição que ocorre para preenchimento de uma vaga nessa empresa deve-se à(s)

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    TEXTO II
    Da arte de aceitar
    Ele não aceitava a moça. Ela foi, foi, conversou,
    conversou, rodou, rodou, artimanhou, manhou, arte e
    manha, miou, afinal rendeu. Criança de emoções
    superficiais, rápidas, espontâneas e passageiras, ele
    cedeu. Aceitou-a.
    Fiquei pensando em algo tão definido pelos
    psicólogos e literatos, porém inesgotável e eterno como
    o tema humano: a necessidade de ser aceito.
    Ser aceito não é receber a concordância. É receber
    até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível
    e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é
    como pessoa.
    Ser aceito é realizar a plenitude dos sentidos do
    verbo latino Accipio, que deu origem à palavra
    portuguesa. Accipio quer dizer: tomar para si; receber,
    acolher; perceber; ouvir, ouvir dizer; saber; compreender;
    interpretar; sofrer; experimentar; aprovar; aceitar; estar
    satisfeito com. Tem vários sentidos, tal e qual essa
    aceitação misteriosa e empática que algunsnos
    concedem.
    Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido.
    É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido
    antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da
    experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia,
    que abre caminho para uma posterior concordância ou
    discordância, sem perda do afeto natural por nossa
    maneira de ser.
    Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de
    maior alcance do que os que derivam da razão.Implica
    intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória;
    conhecimento efetivo e afetivo do universo interior;
    compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes
    e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices,
    medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do
    dentista ou disritmia.
    Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém
    feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à
    vontade. Ela aceitará.
    Artur da Távola

    "É, pois, um estado de compreensão prévia," (l. 24). Assinale a opção em que o vocábulo destacado tem o mesmo valor semântico que o do destacado na passagem acima.

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    TEXTO II
    Da arte de aceitar
    Ele não aceitava a moça. Ela foi, foi, conversou,
    conversou, rodou, rodou, artimanhou, manhou, arte e
    manha, miou, afinal rendeu. Criança de emoções
    superficiais, rápidas, espontâneas e passageiras, ele
    cedeu. Aceitou-a.
    Fiquei pensando em algo tão definido pelos
    psicólogos e literatos, porém inesgotável e eterno como
    o tema humano: a necessidade de ser aceito.
    Ser aceito não é receber a concordância. É receber
    até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível
    e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é
    como pessoa.
    Ser aceito é realizar a plenitude dos sentidos do
    verbo latino Accipio, que deu origem à palavra
    portuguesa. Accipio quer dizer: tomar para si; receber,
    acolher; perceber; ouvir, ouvir dizer; saber; compreender;
    interpretar; sofrer; experimentar; aprovar; aceitar; estar
    satisfeito com. Tem vários sentidos, tal e qual essa
    aceitação misteriosa e empática que algunsnos
    concedem.
    Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido.
    É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido
    antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da
    experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia,
    que abre caminho para uma posterior concordância ou
    discordância, sem perda do afeto natural por nossa
    maneira de ser.
    Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de
    maior alcance do que os que derivam da razão.Implica
    intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória;
    conhecimento efetivo e afetivo do universo interior;
    compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes
    e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices,
    medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do
    dentista ou disritmia.
    Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém
    feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à
    vontade. Ela aceitará.
    Artur da Távola

    O Texto II estrutura-se a partir de uma situação

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    TEXTO II
    Da arte de aceitar
    Ele não aceitava a moça. Ela foi, foi, conversou,
    conversou, rodou, rodou, artimanhou, manhou, arte e
    manha, miou, afinal rendeu. Criança de emoções
    superficiais, rápidas, espontâneas e passageiras, ele
    cedeu. Aceitou-a.
    Fiquei pensando em algo tão definido pelos
    psicólogos e literatos, porém inesgotável e eterno como
    o tema humano: a necessidade de ser aceito.
    Ser aceito não é receber a concordância. É receber
    até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível
    e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é
    como pessoa.
    Ser aceito é realizar a plenitude dos sentidos do
    verbo latino Accipio, que deu origem à palavra
    portuguesa. Accipio quer dizer: tomar para si; receber,
    acolher; perceber; ouvir, ouvir dizer; saber; compreender;
    interpretar; sofrer; experimentar; aprovar; aceitar; estar
    satisfeito com. Tem vários sentidos, tal e qual essa
    aceitação misteriosa e empática que algunsnos
    concedem.
    Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido.
    É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido
    antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da
    experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia,
    que abre caminho para uma posterior concordância ou
    discordância, sem perda do afeto natural por nossa
    maneira de ser.
    Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de
    maior alcance do que os que derivam da razão.Implica
    intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória;
    conhecimento efetivo e afetivo do universo interior;
    compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes
    e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices,
    medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do
    dentista ou disritmia.
    Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém
    feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à
    vontade. Ela aceitará.
    Artur da Távola

    No Texto II, as repetições, os jogos de palavras caracterizam a luta para a conquista, a aceitação. Nessa luta, NÃO há, por parte da moça,

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    Na linha argumentativa do texto, o penúltimo período, em relação ao primeiro período, caracteriza-se como sendo um(a)

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    TEXTO I
    MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
    Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
    faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
    fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
    seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
    5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
    surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
    e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
    cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
    e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
    10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
    a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
    considerada pela revista Fortune a mais cool domundo,
    em uma reportagem de capa.
    Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
    15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
    motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
    exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
    cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
    Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
    20 passagens por outras empresas, implorou para ser
    aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
    posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
    companhia conduzida por valores". Que valores são
    esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
    25 alma", diz Chouinard.
    Essa alma está no parque de Yosemite, onde,nos
    anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
    para escalar paredões de granito. Foi quando começou
    a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
    30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
    a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
    mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
    A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
    chega, mas como você chega - foi adotada nos
    35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
    conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
    pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
    por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
    plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
    40 Hoje,o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
    desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
    que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
    Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
    tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
    45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
    Nem de pé.

    Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

    "Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard faz contraria dez entre dez livros de negócios." (l. 1-2) porque

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    TEXTO II
    Da arte de aceitar
    Ele não aceitava a moça. Ela foi, foi, conversou,
    conversou, rodou, rodou, artimanhou, manhou, arte e
    manha, miou, afinal rendeu. Criança de emoções
    superficiais, rápidas, espontâneas e passageiras, ele
    cedeu. Aceitou-a.
    Fiquei pensando em algo tão definido pelos
    psicólogos e literatos, porém inesgotável e eterno como
    o tema humano: a necessidade de ser aceito.
    Ser aceito não é receber a concordância. É receber
    até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível
    e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é
    como pessoa.
    Ser aceito é realizar a plenitude dos sentidos do
    verbo latino Accipio, que deu origem à palavra
    portuguesa. Accipio quer dizer: tomar para si; receber,
    acolher; perceber; ouvir, ouvir dizer; saber; compreender;
    interpretar; sofrer; experimentar; aprovar; aceitar; estar
    satisfeito com. Tem vários sentidos, tal e qual essa
    aceitação misteriosa e empática que algunsnos
    concedem.
    Ser aceito é ser percebido antes de ser entendido.
    É ser acolhido antes de ser querido. É ser recebido
    antes de ser conhecido. É ser experimentado antes da
    experiência. É, pois, um estado de compreensão prévia,
    que abre caminho para uma posterior concordância ou
    discordância, sem perda do afeto natural por nossa
    maneira de ser.
    Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de
    maior alcance do que os que derivam da razão.Implica
    intuição; compreensão milagrosa porque antecipatória;
    conhecimento efetivo e afetivo do universo interior;
    compreensão pela fraqueza; cuidado com as cicatrizes
    e nervos expostos, tolerância com delírio, tolices,
    medos, desordens, vesícula preguiçosa, medo do
    dentista ou disritmia.
    Ser aceito é ser feliz. Raro, pois. Quer fazer alguém
    feliz? Aceite-a em profundidade. E depois discorde à
    vontade. Ela aceitará.
    Artur da Távola

    O parágrafo que apresenta os sentidos originais do termo correspondente ao tema do Texto II é o

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