Prova de Português: Interpretação de Textos - TRT 23ª Região (Enfermagem)

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Desempenho Global
1
Resoluções
50%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado

    Pergunta: Por que o senhor acha que Cem anos de solidão fez
    tanto sucesso?
    García Marquez: Não tenho a menor ideia, sou um péssimo
    crítico de meus próprios trabalhos.

    Pergunta: Por que acha que a fama é destrutiva para um
    escritor?
    García Marquez: Primeiro, porque ela invade sua vida particular.
    Acaba com o tempo que você passa com amigos e com o
    tempo em que você pode trabalhar. Tende a isolar você do
    mundo real.

    Pergunta: O senhor já pensou em fazer filme?
    García Marquez: Houve uma ocasião em que desejava ser
    diretor de cinema. Sentia que o cinema era um meio de co-
    municação que não tinha limites, no qual tudo era possível. Mas
    há uma grande limitação no cinema pelo fato de que ele é uma
    arte industrial. É muito difícil expressar no cinema o que você
    realmente quer dizer. Entre ter uma companhia cinematográfica
    e um jornal, eu escolheria um jornal.

    [...]

    Pergunta: Ouvi falar de uma famosa entrevista com ummari-
    nheiro que havia sofrido um naufrágio.
    García Marquez: Não foi com perguntas e respostas. O mari-
    nheiro apenas contou suas aventuras e eu as reescrevi, ten-
    tando usar as palavras dele, na primeira pessoa, como se fosse
    ele quem estivesse escrevendo. Quando o trabalho foi publi-
    cado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma
    parte por dia, durante duas semanas, foi assinado pelo ma-
    rinheiro e não por mim. Só vinte anos depois a reportagem foi
    publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido
    escrita por mim. Nenhum editor de texto percebeu que ela era
    boa, até eu escrever Cem anos de solidão.


    (Adaptado de Peter M. Stone. Os escritores, 2: as históricas
    entrevistas da Paris Review
    . Trad. Cecília C. Bartalotti. São
    Paulo: Cia. das Letras, 1989, p. 326 e pp.340-341)

    Nenhum editor de texto percebeu que ela era boa, até eu escrever Cem anos de solidão.

    Com a afirmação acima, García Marquez

  • 📖 Texto associado

    Após a década de 1950, as palavras que dominavam as
    sociedades de consumo ocidentais não eram mais as de
    escritores seculares, mas as marcas comerciais de produtos ou
    do que se podia comprar. As imagens que se tornaram ícones
    de tais sociedades eram as das diversões e consumo de
    massa: astros e latas. Não surpreende que na década de 1950,
    no coração da democracia de consumo, a principal escola de
    pintores abdicasse diante de fabricantes de imagens tão mais
    poderosas que a arte anacrônica. A arte pop passava o tempo
    reproduzindo, com tanta exatidão e insensibilidade quanto
    possível, os badulaques do comercialismo americano: latas de
    sopa, bandeiras, Marilyn Monroe.
    Insignificante como arte (no sentido que o século XIX
    deu à palavra), essa corrente, apesar disso, reconhecia que o
    riunfo do mercado de massa se baseava, de modo bastante
    profundo, na satisfação das necessidades tanto espirituais
    quanto materiais dos consumidores, fato do qual asagências de
    publicidade há muito tinham consciência quando destinavam
    suas campanhas a vender não o sabonete, mas o sonho de
    beleza, não as latas de sopa, mas a felicidade familiar. O que se
    ornou cada vez mais claro foi que isso tinha o que se podia
    chamar de uma dimensão estética, uma criatividade de base,
    ocasionalmente ativa mas sobretudo passiva, que os produtores
    inham de competir para oferecer. Como dizia o populismo
    partilhado pelo mercado, o importante não era distinguir entre
    bom e ruim, elaborado e simples, mas no máximo entre o que
    atraía mais ou menos pessoas. Isso não deixava muito espaço
    para o clássico conceito das artes.


    (Adaptado de Eric Hobsbawm. Era dos Extremos. Trad. Marcos
    Santarrita. São Paulo, Cia. das Letras, 2006, p. 496)

    ... fato do qual as agências de publicidade há muito tinham consciência ... (2º parágrafo)

    Mantendo-se a correção e a lógica, o segmento grifado na frase acima poderia ser substituído, sem que nenhuma outra alteração fosse feita, por:

  • 📖 Texto associado

    Após a década de 1950, as palavras que dominavam as
    sociedades de consumo ocidentais não eram mais as de
    escritores seculares, mas as marcas comerciais de produtos ou
    do que se podia comprar. As imagens que se tornaram ícones
    de tais sociedades eram as das diversões e consumo de
    massa: astros e latas. Não surpreende que na década de 1950,
    no coração da democracia de consumo, a principal escola de
    pintores abdicasse diante de fabricantes de imagens tão mais
    poderosas que a arte anacrônica. A arte pop passava o tempo
    reproduzindo, com tanta exatidão e insensibilidade quanto
    possível, os badulaques do comercialismo americano: latas de
    sopa, bandeiras, Marilyn Monroe.
    Insignificante como arte (no sentido que o século XIX
    deu à palavra), essa corrente, apesar disso, reconhecia que o
    riunfo do mercado de massa se baseava, de modo bastante
    profundo, na satisfação das necessidades tanto espirituais
    quanto materiais dos consumidores, fato do qual asagências de
    publicidade há muito tinham consciência quando destinavam
    suas campanhas a vender não o sabonete, mas o sonho de
    beleza, não as latas de sopa, mas a felicidade familiar. O que se
    ornou cada vez mais claro foi que isso tinha o que se podia
    chamar de uma dimensão estética, uma criatividade de base,
    ocasionalmente ativa mas sobretudo passiva, que os produtores
    inham de competir para oferecer. Como dizia o populismo
    partilhado pelo mercado, o importante não era distinguir entre
    bom e ruim, elaborado e simples, mas no máximo entre o que
    atraía mais ou menos pessoas. Isso não deixava muito espaço
    para o clássico conceito das artes.


    (Adaptado de Eric Hobsbawm. Era dos Extremos. Trad. Marcos
    Santarrita. São Paulo, Cia. das Letras, 2006, p. 496)

    Leia atentamente as afirmações abaixo.

    I. Os segmentos sonho de beleza e felicidade familiar ilustram e exemplificam as necessidades espirituais dos consumidores (2º parágrafo) apontadas pelo autor.

    II. Segundo o autor, as imagens de astros, como Marilyn Monroe, e as de latas de sopa se transformaram em símbolos das sociedades ocidentais voltadas para o entretenimento e o consumo de massa.

    III. No segmento colocado entre parênteses no início do segundo parágrafo, o autor omite a palavra arte, que no entanto está subentendida.

    Está correto o que se afirma em

  • 📖 Texto associado

    O cangaço está nas telas de nossos maiores artistas,
    rendeu filmes premiados, personagens de livros clássicos, e se
    mantém como fonte de estudo e paixão. A riqueza do fenômeno
    parece sem fim. O historiador Frederico Pernambucano de
    Mello prova isso ao esquadrinhar um aspecto original do
    fenômeno. Em seu livro Estrelas de Couro A estética do
    cangaço,
    apresenta uma abordagem do visual do cangaceiro,
    adornado e caracterizado com detalhes capazes de ombreá-lo a
    um cavaleiro medieval europeu ou a um guerreiro samurai.
    Oferece ideias bem estruturadas sobre a razão das moedas de
    prata e ouro pregadas no chapéu, do desenho costurado na
    roupa e de outras minúcias.
    As roupas, acessórios, calçados e armas dos canga-
    ceiros não tinham função única. Sob a análise do historiador,
    esse personagem surge supersticioso. Presas a seu corpo, ele
    levava diferentes orações com a função de protegê-lo. Objetivo
    semelhante tinham os símbolos com os quaisenfeitava o cha-
    péu, como o signo de Salomão, que reunia a ideia de poder, de
    proteção, de devolver as ofensas.
    A roupa cheia de metais, espelhos e multicores não era
    um traje de camuflagem, muito ao contrário. Essa característica
    do cangaceiro, analisa o autor, mostra o caráter arcaico do
    homem ligado ao sobrenatural, às coisas da vida e da morte. É
    um traço presente em outras manifestações de arte popular
    ligadas à divindade. "Os ex-votos, por exemplo, são peças que
    servem de pagamento à graça alcançada. A carranca do rio São
    Francisco, vendida em sacos de estopa para que o dono da
    embarcação não a visse, serve como um abre-caminhos, um
    protetor contra os malefícios que poderiam estar a cada dobra
    do rio", explica o historiador.


    (Celso Calheiros, CartaCapital, 29 de outubro de 2010, p. 70-
    71, com adaptações)

    Os ex-votos e a carranca do rio São Francisco, no último parágrafo, apontam para

  • 📖 Texto associado

    O cangaço está nas telas de nossos maiores artistas,
    rendeu filmes premiados, personagens de livros clássicos, e se
    mantém como fonte de estudo e paixão. A riqueza do fenômeno
    parece sem fim. O historiador Frederico Pernambucano de
    Mello prova isso ao esquadrinhar um aspecto original do
    fenômeno. Em seu livro Estrelas de Couro A estética do
    cangaço,
    apresenta uma abordagem do visual do cangaceiro,
    adornado e caracterizado com detalhes capazes de ombreá-lo a
    um cavaleiro medieval europeu ou a um guerreiro samurai.
    Oferece ideias bem estruturadas sobre a razão das moedas de
    prata e ouro pregadas no chapéu, do desenho costurado na
    roupa e de outras minúcias.
    As roupas, acessórios, calçados e armas dos canga-
    ceiros não tinham função única. Sob a análise do historiador,
    esse personagem surge supersticioso. Presas a seu corpo, ele
    levava diferentes orações com a função de protegê-lo. Objetivo
    semelhante tinham os símbolos com os quaisenfeitava o cha-
    péu, como o signo de Salomão, que reunia a ideia de poder, de
    proteção, de devolver as ofensas.
    A roupa cheia de metais, espelhos e multicores não era
    um traje de camuflagem, muito ao contrário. Essa característica
    do cangaceiro, analisa o autor, mostra o caráter arcaico do
    homem ligado ao sobrenatural, às coisas da vida e da morte. É
    um traço presente em outras manifestações de arte popular
    ligadas à divindade. "Os ex-votos, por exemplo, são peças que
    servem de pagamento à graça alcançada. A carranca do rio São
    Francisco, vendida em sacos de estopa para que o dono da
    embarcação não a visse, serve como um abre-caminhos, um
    protetor contra os malefícios que poderiam estar a cada dobra
    do rio", explica o historiador.


    (Celso Calheiros, CartaCapital, 29 de outubro de 2010, p. 70-
    71, com adaptações)

    A ideia principal do texto é:

  • 📖 Texto associado

    Após a década de 1950, as palavras que dominavam as
    sociedades de consumo ocidentais não eram mais as de
    escritores seculares, mas as marcas comerciais de produtos ou
    do que se podia comprar. As imagens que se tornaram ícones
    de tais sociedades eram as das diversões e consumo de
    massa: astros e latas. Não surpreende que na década de 1950,
    no coração da democracia de consumo, a principal escola de
    pintores abdicasse diante de fabricantes de imagens tão mais
    poderosas que a arte anacrônica. A arte pop passava o tempo
    reproduzindo, com tanta exatidão e insensibilidade quanto
    possível, os badulaques do comercialismo americano: latas de
    sopa, bandeiras, Marilyn Monroe.
    Insignificante como arte (no sentido que o século XIX
    deu à palavra), essa corrente, apesar disso, reconhecia que o
    riunfo do mercado de massa se baseava, de modo bastante
    profundo, na satisfação das necessidades tanto espirituais
    quanto materiais dos consumidores, fato do qual asagências de
    publicidade há muito tinham consciência quando destinavam
    suas campanhas a vender não o sabonete, mas o sonho de
    beleza, não as latas de sopa, mas a felicidade familiar. O que se
    ornou cada vez mais claro foi que isso tinha o que se podia
    chamar de uma dimensão estética, uma criatividade de base,
    ocasionalmente ativa mas sobretudo passiva, que os produtores
    inham de competir para oferecer. Como dizia o populismo
    partilhado pelo mercado, o importante não era distinguir entre
    bom e ruim, elaborado e simples, mas no máximo entre o que
    atraía mais ou menos pessoas. Isso não deixava muito espaço
    para o clássico conceito das artes.


    (Adaptado de Eric Hobsbawm. Era dos Extremos. Trad. Marcos
    Santarrita. São Paulo, Cia. das Letras, 2006, p. 496)

    No texto, o autor

  • 📖 Texto associado

    O vento

    Queria transformar o vento.
    Dar ao vento uma forma concreta e apta a foto.
    Eu precisava pelo menos de enxergar uma parte física
    do vento: uma costela, o olho ...
    Mas a forma do vento me fugia que nem as formas
    de uma voz.
    Quando se disse que o vento empurrava a canoa do
    índio para o barranco
    Imaginei um vento pintado de urucum a empurrar a
    canoa do índio para o barranco.
    Mas essa imagem me pareceu imprecisa ainda.
    Estava quase a desistir quando me lembrei do menino
    montado no cavalo do vento que lera em
    Shakespeare.
    Imaginei as crinas soltas do vento a disparar pelos
    prados com o menino.
    Fotografei aquele vento de crinas soltas.


    (Manoel de Barros. Ensaios fotográficos, in Poesia com-
    pleta.
    São Paulo: Leya, 2010, p. 384-385)

    Considere as afirmativas seguintes:

    I. Torna-se tarefa impossível obter imagens precisas de elementos da natureza, porque se manifestam de forma abstrata.

    II. A impressão estética resultante da cena do menino e do cavalo, marcada pela velocidade, permite concretizar a imagem de algo imponderável, como o vento.

    III. Somente um autor consagrado, como Shakespeare, é capaz de criar uma imagem concreta a partir de sensações de origem abstrata.

    Está correto o que consta APENAS em

  • 📖 Texto associado

    O cangaço está nas telas de nossos maiores artistas,
    rendeu filmes premiados, personagens de livros clássicos, e se
    mantém como fonte de estudo e paixão. A riqueza do fenômeno
    parece sem fim. O historiador Frederico Pernambucano de
    Mello prova isso ao esquadrinhar um aspecto original do
    fenômeno. Em seu livro Estrelas de Couro A estética do
    cangaço,
    apresenta uma abordagem do visual do cangaceiro,
    adornado e caracterizado com detalhes capazes de ombreá-lo a
    um cavaleiro medieval europeu ou a um guerreiro samurai.
    Oferece ideias bem estruturadas sobre a razão das moedas de
    prata e ouro pregadas no chapéu, do desenho costurado na
    roupa e de outras minúcias.
    As roupas, acessórios, calçados e armas dos canga-
    ceiros não tinham função única. Sob a análise do historiador,
    esse personagem surge supersticioso. Presas a seu corpo, ele
    levava diferentes orações com a função de protegê-lo. Objetivo
    semelhante tinham os símbolos com os quaisenfeitava o cha-
    péu, como o signo de Salomão, que reunia a ideia de poder, de
    proteção, de devolver as ofensas.
    A roupa cheia de metais, espelhos e multicores não era
    um traje de camuflagem, muito ao contrário. Essa característica
    do cangaceiro, analisa o autor, mostra o caráter arcaico do
    homem ligado ao sobrenatural, às coisas da vida e da morte. É
    um traço presente em outras manifestações de arte popular
    ligadas à divindade. "Os ex-votos, por exemplo, são peças que
    servem de pagamento à graça alcançada. A carranca do rio São
    Francisco, vendida em sacos de estopa para que o dono da
    embarcação não a visse, serve como um abre-caminhos, um
    protetor contra os malefícios que poderiam estar a cada dobra
    do rio", explica o historiador.


    (Celso Calheiros, CartaCapital, 29 de outubro de 2010, p. 70-
    71, com adaptações)

    A roupa cheia de metais, espelhos e multicores não era um traje de camuflagem, muito ao contrário. (3o parágrafo)

    Considerando-se o contexto, a afirmativa acima está corretamente reproduzida com outras palavras, sem alteração do sentido original, em:

  • 📖 Texto associado

    Pergunta: Por que o senhor acha que Cem anos de solidão fez
    tanto sucesso?
    García Marquez: Não tenho a menor ideia, sou um péssimo
    crítico de meus próprios trabalhos.

    Pergunta: Por que acha que a fama é destrutiva para um
    escritor?
    García Marquez: Primeiro, porque ela invade sua vida particular.
    Acaba com o tempo que você passa com amigos e com o
    tempo em que você pode trabalhar. Tende a isolar você do
    mundo real.

    Pergunta: O senhor já pensou em fazer filme?
    García Marquez: Houve uma ocasião em que desejava ser
    diretor de cinema. Sentia que o cinema era um meio de co-
    municação que não tinha limites, no qual tudo era possível. Mas
    há uma grande limitação no cinema pelo fato de que ele é uma
    arte industrial. É muito difícil expressar no cinema o que você
    realmente quer dizer. Entre ter uma companhia cinematográfica
    e um jornal, eu escolheria um jornal.

    [...]

    Pergunta: Ouvi falar de uma famosa entrevista com ummari-
    nheiro que havia sofrido um naufrágio.
    García Marquez: Não foi com perguntas e respostas. O mari-
    nheiro apenas contou suas aventuras e eu as reescrevi, ten-
    tando usar as palavras dele, na primeira pessoa, como se fosse
    ele quem estivesse escrevendo. Quando o trabalho foi publi-
    cado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma
    parte por dia, durante duas semanas, foi assinado pelo ma-
    rinheiro e não por mim. Só vinte anos depois a reportagem foi
    publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido
    escrita por mim. Nenhum editor de texto percebeu que ela era
    boa, até eu escrever Cem anos de solidão.


    (Adaptado de Peter M. Stone. Os escritores, 2: as históricas
    entrevistas da Paris Review
    . Trad. Cecília C. Bartalotti. São
    Paulo: Cia. das Letras, 1989, p. 326 e pp.340-341)

    Só vinte anos depois a reportagem foi publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido escrita por mim.

    Considerando-se o contexto, a frase acima está corretamente reescrita, preservando-se em linhas gerais o sentido original, em:

  • A tecnologia surgida no século XX beneficiou, em especial, os amantes da música, tornando possível ouvir música individualmente com fones de ouvido e transportar a música com facilidade por meio de aparelhos portáteis, o que transformou a música em uma diversão de fácil acesso.
    Evitam-se as desnecessárias repetições da frase acima substituindo-se os elementos grifados, respectivamente, por:

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