Oficial de Defensoria Pública - Português - Defensoria Pública SP

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52
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54%
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Médio
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    Anfiguri, segundo o Dicionário Houaiss, identifica qual- quer dito desordenado e sem nexo. Assim, a comparação um pouco anfigúrica feita no 4 o parágrafo do texto está no fato de seu autor afirmar que
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    De acordo com o texto,
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    Idéia admirável, idéia fecunda! (último parágrafo)

    O emprego do sinal de exclamação assinala, no texto,
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    O autor
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    Identifica-se no texto
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    A concordância, verbal e nominal, está inteiramente correta na frase:
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    A companhia dos animais melhora e felicita o homem. A frase que encerra o texto
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    ... se todos eles tivessem tanto juízo e tanta filosofia como os bois ... (4o parágrafo)

    O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:
  • 📖 Texto associado
         Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livremente,
    esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
    estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
    inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
    é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
    agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
    tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
         Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
    Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
    homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
    homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
    aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
    de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
    Zoológico.
         Não se compreende uma grande cidade sem um desses
    viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
    tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos companheiros
    de residência na Terra.
         Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
    comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humanidade.
    Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
    sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
    como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
    sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
    sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
    filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
    todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
    Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
    água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
    nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
    uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
    pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
    poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
    outros saltando e careteando, como os macacos, que são
    palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
    sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e brigando
    por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
         O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
    um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
    animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
    lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
    aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desenvolver
    a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
    tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
    fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
    pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
    que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
    [...]

    (Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
    ... que lá se inaugurou anteontem. (1 o parágrafo)

    O mesmo sentido expresso pela forma verbal grifada acima está em:

COMENTÁRIOS (2)

  • João Pedro
    João Pedro
    28/05/2013 • 13:51
    Não gosto de Olavo Bilac, haha. Gabaritado!
  • Eder Elias
    Eder Elias
    03/06/2013 • 16:41
    Você acertou 9 de 9 questões. Aproveitamento de 100%
    O seu desempenho foi avaliado como Ótimo - Gabaritado.
    Parabéns! Você acabou de fazer 9 pontos no Ranking de Gabaritadas.

    Boa... Deu para gabaritar.

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