Português: Interpretação de Textos – Técnico de Apoio (MPU/FCC)

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Desempenho Global
2
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50%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    Os segmentos que representam sentidos opostos entre si são:

  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    Está correta a afirmativa feita a respeito do texto:

  • 📖 Texto associado

    Poucos lugares têm cenas tão diversificadas quanto as
    telas de videogame. Esses jogos estão derrubando a fronteira
    que separa a brincadeira da realidade, e há muito tempo deixaram
    de ser coisa de garotos trancados em casa. Os viciados
    em Atari e em fliperama durante os anos 80 cresceram, mas
    não abandonaram o hábito. O mercado de videogames movimenta
    bilhões de dólares, mais do que a receita das bilheterias
    de cinema.
    Tanto dinheiro transformou os consoles de jogo em
    máquinas sofisticadíssimas. Para os jogadores, o avanço tecnológico
    significou uma enorme evolução sobre os jogos de
    algumas décadas atrás. Os games são hoje bastante complexos,
    capazes de simular muitos aspectos da realidade. Os
    dribles e manobras dos atuais jogos de esporte, por exemplo,
    são feitos por atletas profissionais, filmados e depois transferidos
    para o videogame. Outra tendência é criar uma cidade
    com infinitas possibilidades e deixar o jogador fazer nela o que
    quiser, interagindocom personagens e descobrindo novos
    lugares.
    A empolgação com passatempos não é recente. Em
    1920, foram encontrados no Iraque tabuleiros, peças e dados
    com 2.600 anos de idade. Jogos como o xadrez, criado no
    século VI, sobrevivem até hoje. "Os seres humanos são feitos
    para gostar de desafios que não sejam tão fáceis a ponto de
    perder a graça nem tão difíceis que se tornem frustrantes",
    afirma o psicólogo alemão Dietrich Dörner. Os videogames
    conseguem preencher essa disposição inata de forma eficiente
    graças a algumas características: eles possuem objetivos
    claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou
    seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada
    ação. O resultado é uma das atividades mais envolventes que a
    humanidade já inventou.
    O poder de imersão dos videogames e a seqüência
    constante de desafios podem levar à perda do sentido de tempo
    e de espaço e do limite entre a pessoa e a atividade. Os
    criadores de software sabemdisso e se esforçam para
    aumentar o caráter viciador dos jogos. Uma estratégia é dar a
    eles o máximo de realismo e a sensação de que aquela
    realidade existe de fato. Há, no entanto, o risco de se passar da
    conta e, de fato, viciar. Por outro lado, pesquisadores
    mostraram que jogos de ação são capazes de melhorar a
    percepção visual e podem dar ao jogador um raciocínio mais
    complexo.

    (Adaptado de Rafael Kenski e Gabriela Aguerre. Superinteressante,
    junho 2003. p.57-59)

    ... graças a algumas características: eles possuem objetivos claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada ação. (3º parágrafo)
    Os dois pontos introduzem no contexto

  • 📖 Texto associado

    Poucos lugares têm cenas tão diversificadas quanto as
    telas de videogame. Esses jogos estão derrubando a fronteira
    que separa a brincadeira da realidade, e há muito tempo deixaram
    de ser coisa de garotos trancados em casa. Os viciados
    em Atari e em fliperama durante os anos 80 cresceram, mas
    não abandonaram o hábito. O mercado de videogames movimenta
    bilhões de dólares, mais do que a receita das bilheterias
    de cinema.
    Tanto dinheiro transformou os consoles de jogo em
    máquinas sofisticadíssimas. Para os jogadores, o avanço tecnológico
    significou uma enorme evolução sobre os jogos de
    algumas décadas atrás. Os games são hoje bastante complexos,
    capazes de simular muitos aspectos da realidade. Os
    dribles e manobras dos atuais jogos de esporte, por exemplo,
    são feitos por atletas profissionais, filmados e depois transferidos
    para o videogame. Outra tendência é criar uma cidade
    com infinitas possibilidades e deixar o jogador fazer nela o que
    quiser, interagindocom personagens e descobrindo novos
    lugares.
    A empolgação com passatempos não é recente. Em
    1920, foram encontrados no Iraque tabuleiros, peças e dados
    com 2.600 anos de idade. Jogos como o xadrez, criado no
    século VI, sobrevivem até hoje. "Os seres humanos são feitos
    para gostar de desafios que não sejam tão fáceis a ponto de
    perder a graça nem tão difíceis que se tornem frustrantes",
    afirma o psicólogo alemão Dietrich Dörner. Os videogames
    conseguem preencher essa disposição inata de forma eficiente
    graças a algumas características: eles possuem objetivos
    claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou
    seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada
    ação. O resultado é uma das atividades mais envolventes que a
    humanidade já inventou.
    O poder de imersão dos videogames e a seqüência
    constante de desafios podem levar à perda do sentido de tempo
    e de espaço e do limite entre a pessoa e a atividade. Os
    criadores de software sabemdisso e se esforçam para
    aumentar o caráter viciador dos jogos. Uma estratégia é dar a
    eles o máximo de realismo e a sensação de que aquela
    realidade existe de fato. Há, no entanto, o risco de se passar da
    conta e, de fato, viciar. Por outro lado, pesquisadores
    mostraram que jogos de ação são capazes de melhorar a
    percepção visual e podem dar ao jogador um raciocínio mais
    complexo.

    (Adaptado de Rafael Kenski e Gabriela Aguerre. Superinteressante,
    junho 2003. p.57-59)

    O texto deixa claro que os jogos

    I. constituem uma inclinação inata do ser humano, tanto que há vestígios antiqüíssimos de dispositivos utilizados em passatempos.

    II. produzem sentimentos negativos nas pessoas que se dedicam a eles, por misturarem cenas fictícias à vida real.

    III. apresentam alguns aspectos negativos, pois podem levar pessoas a agirem como viciadas, quando se voltam exclusivamente para eles, desligando-se de sua vida real.
    Está correto o que se afirma SOMENTE em

  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    Conclui-se corretamente do texto que espécies invasoras

  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    ... mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali ... (1º parágrafo)

    A expressão grifada acima permite inferir corretamente, considerando-se o contexto, que

  • 📖 Texto associado

    Poucos lugares têm cenas tão diversificadas quanto as
    telas de videogame. Esses jogos estão derrubando a fronteira
    que separa a brincadeira da realidade, e há muito tempo deixaram
    de ser coisa de garotos trancados em casa. Os viciados
    em Atari e em fliperama durante os anos 80 cresceram, mas
    não abandonaram o hábito. O mercado de videogames movimenta
    bilhões de dólares, mais do que a receita das bilheterias
    de cinema.
    Tanto dinheiro transformou os consoles de jogo em
    máquinas sofisticadíssimas. Para os jogadores, o avanço tecnológico
    significou uma enorme evolução sobre os jogos de
    algumas décadas atrás. Os games são hoje bastante complexos,
    capazes de simular muitos aspectos da realidade. Os
    dribles e manobras dos atuais jogos de esporte, por exemplo,
    são feitos por atletas profissionais, filmados e depois transferidos
    para o videogame. Outra tendência é criar uma cidade
    com infinitas possibilidades e deixar o jogador fazer nela o que
    quiser, interagindocom personagens e descobrindo novos
    lugares.
    A empolgação com passatempos não é recente. Em
    1920, foram encontrados no Iraque tabuleiros, peças e dados
    com 2.600 anos de idade. Jogos como o xadrez, criado no
    século VI, sobrevivem até hoje. "Os seres humanos são feitos
    para gostar de desafios que não sejam tão fáceis a ponto de
    perder a graça nem tão difíceis que se tornem frustrantes",
    afirma o psicólogo alemão Dietrich Dörner. Os videogames
    conseguem preencher essa disposição inata de forma eficiente
    graças a algumas características: eles possuem objetivos
    claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou
    seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada
    ação. O resultado é uma das atividades mais envolventes que a
    humanidade já inventou.
    O poder de imersão dos videogames e a seqüência
    constante de desafios podem levar à perda do sentido de tempo
    e de espaço e do limite entre a pessoa e a atividade. Os
    criadores de software sabemdisso e se esforçam para
    aumentar o caráter viciador dos jogos. Uma estratégia é dar a
    eles o máximo de realismo e a sensação de que aquela
    realidade existe de fato. Há, no entanto, o risco de se passar da
    conta e, de fato, viciar. Por outro lado, pesquisadores
    mostraram que jogos de ação são capazes de melhorar a
    percepção visual e podem dar ao jogador um raciocínio mais
    complexo.

    (Adaptado de Rafael Kenski e Gabriela Aguerre. Superinteressante,
    junho 2003. p.57-59)

    O segmento do texto cujo sentido original está corretamente expresso, com outras palavras, é:

  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo ... (4º parágrafo)

    Observa-se no segmento acima uma relação, respectivamente, de

  • 📖 Texto associado

    Poucos lugares têm cenas tão diversificadas quanto as
    telas de videogame. Esses jogos estão derrubando a fronteira
    que separa a brincadeira da realidade, e há muito tempo deixaram
    de ser coisa de garotos trancados em casa. Os viciados
    em Atari e em fliperama durante os anos 80 cresceram, mas
    não abandonaram o hábito. O mercado de videogames movimenta
    bilhões de dólares, mais do que a receita das bilheterias
    de cinema.
    Tanto dinheiro transformou os consoles de jogo em
    máquinas sofisticadíssimas. Para os jogadores, o avanço tecnológico
    significou uma enorme evolução sobre os jogos de
    algumas décadas atrás. Os games são hoje bastante complexos,
    capazes de simular muitos aspectos da realidade. Os
    dribles e manobras dos atuais jogos de esporte, por exemplo,
    são feitos por atletas profissionais, filmados e depois transferidos
    para o videogame. Outra tendência é criar uma cidade
    com infinitas possibilidades e deixar o jogador fazer nela o que
    quiser, interagindocom personagens e descobrindo novos
    lugares.
    A empolgação com passatempos não é recente. Em
    1920, foram encontrados no Iraque tabuleiros, peças e dados
    com 2.600 anos de idade. Jogos como o xadrez, criado no
    século VI, sobrevivem até hoje. "Os seres humanos são feitos
    para gostar de desafios que não sejam tão fáceis a ponto de
    perder a graça nem tão difíceis que se tornem frustrantes",
    afirma o psicólogo alemão Dietrich Dörner. Os videogames
    conseguem preencher essa disposição inata de forma eficiente
    graças a algumas características: eles possuem objetivos
    claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou
    seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada
    ação. O resultado é uma das atividades mais envolventes que a
    humanidade já inventou.
    O poder de imersão dos videogames e a seqüência
    constante de desafios podem levar à perda do sentido de tempo
    e de espaço e do limite entre a pessoa e a atividade. Os
    criadores de software sabemdisso e se esforçam para
    aumentar o caráter viciador dos jogos. Uma estratégia é dar a
    eles o máximo de realismo e a sensação de que aquela
    realidade existe de fato. Há, no entanto, o risco de se passar da
    conta e, de fato, viciar. Por outro lado, pesquisadores
    mostraram que jogos de ação são capazes de melhorar a
    percepção visual e podem dar ao jogador um raciocínio mais
    complexo.

    (Adaptado de Rafael Kenski e Gabriela Aguerre. Superinteressante,
    junho 2003. p.57-59)

    A internet acrescentou um enorme grau de realismo aos jogos. Jogadores consomem horas com esse passatempo no espaço virtual.
    A dinâmica social confere aos jogos caráter cada vez mais viciador.

    As três frases acima estão articuladas em um único período com lógica, clareza e correção da seguinte maneira:

  • 📖 Texto associado

    Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da
    Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma
    paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria
    existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por
    toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para
    os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas
    não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam
    estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos
    rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de
    casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas
    feiras.
    São todas espécies exóticas invasoras, originárias de
    outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao
    Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são
    exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas", mas
    muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da
    paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano.
    Outrosexemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies
    Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro,
    as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o
    barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de
    gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus
    responsáveis por doenças importantes como leptospirose e
    cólera.
    Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das
    circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou
    invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por
    exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas.
    Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes
    tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais".
    Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam
    rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e
    controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das
    espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se
    alimentando delas diretamente.
    Por suacapacidade de sobrepujar espécies nativas, as
    espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça
    à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos
    hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças,
    elas também causam impactos significativos na agricultura
    e na saúde humana.

    (Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&,
    23 de julho de 2006, A25)

    Percebe-se claramente, no texto,

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