Agente Administrativo - Prova CAERN - Português

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Desempenho Global
148
Resoluções
44%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Com base na produção de sentidos do texto, sua última frase, "A bola está conosco", indica que
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Para apresentar e desenvolver sua mensagem, o texto só NÃO faz uso de
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Quanto à sua tipologia, o texto deve ser classificado como
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Hoje, apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona rural, de acordo com o IBGE. (L. 7-9)

    Com base no conhecimento das regras de concordância, assinale a alternativa em que se manteve correção gramatical ao se alterar a estrutura acima.
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Assinale a palavra que seja formada pelo mesmo processo que megalópoles (L. 5).
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    "O desenvolvimento sustentável é política de governo em algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas dirigidas a questões pontuais", diz Laura Valente de Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade. (L.46-51)

    No trecho acima, há quantas ocorrências de aposto?
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os organizadores tiveram de se submeter a uma série de medidas ambientais. (L.67-70)

    Assinale a alternativa em que o SE desempenhe o mesmo papel que o grifado no período acima.
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    O Protocolo de Kyoto vence em 2012. (L.74)

    O verbo destacado acima poderia ser substituído no período, sem prejuízo de sentido, por
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Durante o mês de março, o Brasil transforma-se em sede de três eventos que pretendem respondê-la. (L.14-15)

    Assinale a alternativa em que a alteração do período acima tenha mantido integridade sintática e semântica em relação ao texto.
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    O futuro das cidades é verde

         Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
    3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
    corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
    habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
    da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
    inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
    Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
    apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
    rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
    mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
    transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
    Como solucionar esses problemas é a pergunta do
    momento.
         Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
    em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
    Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
    (CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
    partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
    sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
    Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
    (PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
    Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
    (MG), entre os dias 17 e 19.
         Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
    americano Marc Weiss, presidente da organização Global
    Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
    gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
    gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
    vida para todos em todos os lugares. “Com uma
    combinação de inovação tecnológica e uma elevada
    eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
    substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
    em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
    ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
    acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
    se tornando protagonista no combate às mudanças
    climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
    da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
    na Dinamarca.
         Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
    ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
    estufa, um dos grandes problemas gerados pela
    concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
    está se tornando um líder mundial no trabalho de
    estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
    urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
    desenvolvimento sustentável é política de governo em
    algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
    dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
    Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
    ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
    Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
    duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
    iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
    energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
    afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
    O escritório Gale International está construindo – em
    parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
    sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
    ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
    reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
    e reciclados.
         Existem planos para construir mais 20 centros
    urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
    Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
    se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
    País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
    Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
    organizadores tiveram de se submeter a uma série de
    medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
    água, economia de energia e transportes que usem
    combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
    que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
    um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
    seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
    estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
    Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
    Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.

    (André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
    adaptações)
    Assinale a palavra que NÃO tenha sido acentuada pela mesma regra que as demais.

COMENTÁRIOS (10)

  • Bruno Matos Menezes
    Bruno Matos Menezes
    05/11/2011 • 12:26
    Algumas questoes deram trabalho!
  • ciunira
    ciunira
    28/02/2012 • 22:43
    EU NÃO ESTUDEI
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    02/11/2012 • 22:25
    Consegui 50%, complicado...
  • Eder Elias
    Eder Elias
    26/03/2013 • 17:07
    Errei 2. Simulado complexo.
  • Fabiane Brito Furtado
    Fabiane Brito Furtado
    25/10/2013 • 09:47
    Fui péssima nas questões.
    Snif!!
  • Amanda soares
    Amanda soares
    19/11/2013 • 06:54
    com muita dificuldade , acertei 5 !
  • edson severo
    edson severo
    29/05/2014 • 19:52
    Acertei 5, essa banca é chatinha...
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    24/08/2014 • 13:41
    drogaaaaa por uma cara, marquei e troquei.Você acertou 9 de 10 questões. Muito bom
  • Bruna vitorino
    Bruna vitorino
    16/01/2015 • 21:52
    ainda pela dificuldade acertei, 60% Você acertou 6 de 10 questões. Bom
    naaaaaaam Deus me livre desse tipo de prova... da um trabalho da gota.
  • Pablo Rolim Remigio
    Pablo Rolim Remigio
    10/04/2016 • 15:07
    Acertei 50%,não acertei mais por que não tive paciência de ler e reler todas as questões novamente.Mais foi bom,o FGV é topado.

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