Nas várias redes sociais que povoam à internet, os chamados digital infuencers estão, sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida, Essas pessoasespalham conteúdo para milhares de seguidores, ditando tendência e mostrando um estilo de vida sonhado pormuitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casasdeslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral, algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, apostaCarla Furtado, mestre em psicologia e fundadoradê Instituto Feliciência. A problemática pode surgir com a busca incessantepor essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quemconsome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem oconceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais. Para manter a saúde mental e evitar ser atingido pela positividade tóxica, o suo racional das redes sociais é o mais indicado, aconselha a médica psiquiatra Renata Nayara Figueiredo, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr).
Disponível em:https://agenciabrasil.abc.com.br.Acesso em 21 nov. 2021 (adaptado)
Associada ao ideário de uma "vida perfeita", a positividade tóxica mencionada no texto é um fenômeno social recente, que constitui com base em
O bebê de tarlatana rosa
— [...] Na terça desliguei-me do grupo e caí no mar alto da depravação, só, com uma roupa leve por cima da pele e todos os maus instintos fustigados. De resto a cidade inteira estava assim. É o momento em que por trás das máscaras as meninas confessam paixões aos rapazes, é o instante em que as ligações mais secretas transparecem, em que a virgindade é dúbia, e todos nós a achamos inútil, a honra uma caceteação, o bom senso uma fadiga. Nesse momento tudo é possível, os maiores absurdos, os maiores crimes: nesse momento há um riso que galvaniza os sentidos e o beijo se desata naturalmente.
Eu estava trepidante, com uma ânsia de acanalhar-me, quase mórbida. Nada de raparigas do galarim perfumadas e por demais conhecidas, nada do contato familiar mas o deboche anônimo, o deboche ritual de chegar, pegar, acabar, continuar. Era ignóbil. Felizmente muita gente sofre do mesmo mal no carnaval.
RIO.J. Dentro da noite. São Paulo; Antíqua, 2022.
No texto, o personagem vincula ao carnaval atitudes e reações coletivas diante das quais expressa
Disponível em: www.super.abril.com.br. Acesso em 4 dez. 2018 (adaptado)
Ao divulgar a adaptação do jogo para questões relativas a ações e habilidades de mulheres notáveis, o texto busca
SILVA JR, M. G. Movidas pela dúvida. Minas faz Ciências, n. 52, dez-fev 2013 (adaptado)
Segundo os autores citados no texto, a expansão de possibilidades no campo das manifestações artísticas promovida pela internet pode pôr em risco o(a)
Fui testemunha dessa mudança ao longo de toda a minha vida. Ao passo que, na realidade, é o contrário que acontece. Cada nova técnica exige uma longa iniciação numa nova linguagem, ainda mais longa na medida em que nosso espirito é formatado pela utilização das linguagens que precederam o nascimento da recém-chegada.
ECO, U.:CARRIÉRE, L.C. Não contem como fim do livro. Rio de Janeiro: Record, 2010 (adaptado),
O texto revela que, quando a sociedade promove o desenvolvimento de uma nova técnica, o que mais impacta seus usuários é a
— Me disseram... — Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”? —O quê? — Digo-te que você
— O "te" e o “você” não combinam. — Lhe digo?
— Também não. O que você ia me dizer?
— Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. [..] — Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu... — O quê?
— O mato.
— Que mato?
— Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem? Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo! — Se você prefere falar errado...
— Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
VERISSIMO. L.F. Comédias para se ler na escola Rio de Janeiro: Objetiva. 2001 (adaptado)
Nesse texto, o uso da norma-padrão defendido por um dos personagens toma-se inadequado em razão do(a)
SILVA, F. A. B:ZIVIANE, P;GHEZZI D.R As tecnologias digitais e seus usos.
Brasilia, Rio de Janeiro, Ipea. 2019 (adaptado)
Ao analisarem a correlação entre os hábitos e o perfil socioeconômico dos usuários da intenet no Brasil, os pesquisadores
A língua não é uma nomenclatura, que se apõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. No léxico, percebe-se, de maneira mais imediata, o fato de que a língua condensa as experiências de um dado povo.
FIORIN,J.Língua, modernidade e tradição. Diversitas, n.2, mar-set.2014.
TEXTO II As expressões coloquiais ainda estão impregnadas de discriminação contra os negros. Basta recordar algumas delas, como passar um "dia negro", ter um "lado negro", ser a "ovelha negra" da família ou praticar "magia negra".
Disponível em:https://brasil.elpais.com.Acesso em:22 maio 2018.
O Texto II exemplifica o que se afirma no Texto I, na medida em que defende a ideia de que as escolhas lexicais são resultantes de um
Nesse texto, a violência no futebol está caracterizada como um(a)
Disponível em: www.esporte.gov.br Acesso em: 9 Ago. 2017 (adaptado)
Com base na pesquisa e em uma visão ampliada desaúde, para a prática regular de exercícios ter influênciasignificativa na saúde dos brasileiros, é necessário odesenvolvimento de estratégias que
Projeto Mural Eletrônico desenvolvido no INT,semelhante a um totem, promete tornar o acesso àinformação disponível para todos
A inclusão de pessoas com deficiência se constituiu umdos principais desafios e preocupações para a sociedadeao longo das últimasdécadas. E o uso da tecnologia temse revelado um aliado fundamental em muitas iniciativasvoltadas para essa área. Exemplo disso é uma das recentescriações do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) — unidadede pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovaçõese Comunicações (MCTIC). Ali, com o objetivo de que asdiferenças entre pessoas não sejam sinônimo de obstáculosno acesso à informação ou na comunicação, engenheiros etecnólogos vêm trabalhando no desenvolvimento do projetoMural Eletrônico.
O Mural Eletrônico nasceu da necessidade de promover a inclusão nas escolas. Com interfacemultimídia e interativa, todos têm a possibilidade deacessar o Mural Eletrônico. Por meio do equipamento,podem ser disponibilizados vídeoscom Libras, leiturasonora de textos, que também estarão acessíveis emuma plataforma de brailledinâmico, ao lado do teclado.
KIEFER, D. Inclusão ampla e irrestrita. Rio Pesquisa, n 36, set. 2016 (adaptado)
TEXTO II
Projeto Surdonews, desenvolvido na UFRJ, garante acessode surdos à informação e contribui parasua “inclusão cientifica"
Para não permitir que a falta de informação sejaum fator para o isolamento e a inacessibilidade da comunidade surda, a jornalista e pesquisadora RobertaSavedra Schiaffino criou o projeto “Surdonews: montandoos quebra-cabeças das notícias para o surdo”. Trata-se deuma página no Facebook, com notícias constantementeatualizadas e apresentadas por surdos em Libras, eveiculadas por meio de vídeos. A ideia de criar o projeto surgiu quando Roberta, elaprópria surda profunda, ainda cursava o mestrado. Paraisso, ela procurou traçar um diagnóstico do conhecimentoinformal entre as pessoas com surdez. Ela entrevistoucinquenta alunos surdos do ensino fundamental e viu queeles tinham muita dificuldade de ler, além de não captar anotícia falada. “Isso é muito grave, pois 90% do saber deum indivíduo vem do conhecimento informal, adquirido emfeiras científicas, conversas, cinema, teatro, incluindo amídia, por todas as suas possibilidades disseminadoras”,explica a pesquisadora. “Prezamos pelo conteúdo cientificoem nossas pautas. Contudo, independentemente disso,nosso principal trabalho é, além de informar e atualizar, fazercom que os textos não sejam empobrecidos no processo detradução e, sim, acessíveis”.
KIFFER, D. Comunicação sem barreiras. Rio Pesquisa, n. 37 dez. 2016 (adaptado)
Considerando-se o tema tecnologias e acessibilidade, ostextos I e Il aproximam-se porque apresentam projetos que
Ao descrever os olhos de Maria Santa, o narradorestabelece correlações que refletem a
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br.Acesso em: 31 out 2021 (adaptado)
O discurso da jornalista traz questionamentos sobre arelação da conquista da skatista com a
Para aprender a língua de seu povo, o professorTxaywa Pataxó, de 29 anos, precisou estudar os fatoresque, por diversas vezes, quase provocaram a extinçãoda língua patxôhã. Mergulhou na história do Brasil edescobriu fatos violentos que dispersaram os pataxós,forçados a abandonar a própria língua para escapar daperseguição. “Os pataxós se espalharam, principalmente,depois do Fogo de 1951. Queimaram tudo e expulsarama gente das nossas terras. Isso constrange o nosso povoaté hoje”, conta Txaywa, estudante da UniversidadeFederal de Minas Gerais e professor na aldeia BarraVelha, região de Porto Seguro (BA). Mais de quatrodécadas depois, membros da etnia retornaram ao antigolocal e iniciaram um movimento de recuperação da línguapatxôhã. Os filhos de Sameary Pataxó já são fluentes —é ela, que se mudou quando já era adulta para a aldeia,tenta aprender um pouco com eles. “É a nossa identidade.Você diz quem você é por meio da sua língua”, afirma aprofessora de ensino fundamental sobre a importânciade restaurar a lingua dos pataxós. O patxôhã está entreas linguas indígenas faladas no Brasil: o IBGE estimou274 línguas no último censo. A publicação Povos indígenasno Brasil 2011/2016, do Instituto Socioambiental, calcula160. Antes da chegada dos portugueses, elas totalizavam mais de mil. Disponivel em: https://brasil.elpais.com Acesso em 11 jun. 2019 (adaptado)
O movimento de recuperação da lingua patxôhã assumeum caráter identitário peculiar na medida em que
Bárbara entrou, enquanto o pai pegou da viola epassou o patamar de pedra, à porta da esquerda.Era uma criaturinha leve e breve, saia bordada, chinelinhano pé. Não se lhe podia negar um corpo airoso. Os cabelos,apanhados no alto da cabeça por um pedaço de fitaenxovalhada, faziam-lhe um solidéu natural, cuja borla erasuprida por um raminho de arruda. Já vai nisto um poucode sacerdotisa. O mistério estava nos olhos. Estes eramopacos, não sempre nem tanto que não fossem tambémlúcidos e agudos, e neste último estado eram igualmentecompridos; tão compridos e tão agudos que entravampela gente abaixo, revolviam o coração e tornavam cáfora, prontos para nova entrada e outro revolvimento.Não te minto dizendo que as duas sentiram tal ou qualfascinação. Bárbara interrogou-as; Natividade disseao que vinha e entregou-lhe os retratos dos filhos e oscabelos cortados, por lhe haverem dito que bastava. — Basta, confirmou Bárbara. Os meninos são seus filhos?
— São.
ASSIS, M, Obra completa, Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1994,
No relato da visita de duas mulheres ricas a uma videnteno Morro do Castelo, a ironia — um dos traços maisrepresentativos da narrativa machadiana — consiste no
Disponível em: www.webventure.com.br.Acesso em: 19 jun. 2019.
A história da prática do moutainboard representa uma das principais marcas das atividades na aventura, caracterizada pela
Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amável! Se eu soubesse que ele era tão amava eu teria ido na delegacia na primeira intimação. [...] O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidade de delinquir do que tornar-se útil a pátria e ao país. Pensei: se ele sabe disto, porque não faz um relatório e envia para os políticos? O senhor Jânio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades. ... O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome tambem é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.
A partir da intimação recebida pelo filho de 9 anos, a autora faz uma reflexão em que transparece a
Chico Science foi fundamental para a renovação da música pernambucana, fato que se deu pela