1Questão
1 Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país,
são encontrados administradores públicos cujas ações
em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei
4 do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha
Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos.
7 Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos
incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do
mundo antigo.
10 Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que
propriamente benefícios, apresenta grande similitude com
devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro
13 público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade
dissociada do interesse público e em total afronta à
razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção
16 entre o numerário despendido e o benefício auferido
pela coletividade.
Além da insensatez detectada em alguns atos de
19 administração, constata-se a existência de situação mais
grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos
entre os que ascendem à gestão do interesse público.
22 Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura;
em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável
da interação com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações)
No texto CB1A1-II, predomina a tipologia
2Questão
1 Candeia era quase nada. Não tinha mais que
vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça.
Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras,
4 invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha
esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse
alguém naquele cemitério de gigantes.
7 O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas
mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem
e uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços,
10 beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que Juazeiro
do Norte aquele povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha
gente, a cidade era viva. E no meio daquele povo todo
13 sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe,
uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta.
Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir
16 a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria
durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma
mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura na mão
19 e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro
a chamou pelo nome:
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar,
22 coisa-ruim!
Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem,
com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi
25 e voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães
pequenos, duas bananas cozidas e um pote de margarina.
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão
28 na garrafa térmica. — Só come se pagar.
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice,
visivelmente bêbado.
31 Samuel invejou o caminhoneiro. Não tinha tanto
dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de vida. Socorro Acioli. A cabeça do santo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações)
No texto CB1A1-I, poderia ser substituído por havia o verbo ter empregado em
3Questão
1 Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país,
são encontrados administradores públicos cujas ações
em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei
4 do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha
Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos.
7 Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos
incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do
mundo antigo.
10 Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que
propriamente benefícios, apresenta grande similitude com
devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro
13 público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade
dissociada do interesse público e em total afronta à
razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção
16 entre o numerário despendido e o benefício auferido
pela coletividade.
Além da insensatez detectada em alguns atos de
19 administração, constata-se a existência de situação mais
grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos
entre os que ascendem à gestão do interesse público.
22 Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura;
em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável
da interação com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações)
Depreende-se do texto CB1A1-II que os jardins suspensos construídos no império do rei Nabucodonosor representavam
4Questão
1 Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país,
são encontrados administradores públicos cujas ações
em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei
4 do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha
Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos.
7 Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos
incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do
mundo antigo.
10 Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que
propriamente benefícios, apresenta grande similitude com
devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro
13 público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade
dissociada do interesse público e em total afronta à
razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção
16 entre o numerário despendido e o benefício auferido
pela coletividade.
Além da insensatez detectada em alguns atos de
19 administração, constata-se a existência de situação mais
grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos
entre os que ascendem à gestão do interesse público.
22 Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura;
em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável
da interação com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações)
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico” (R. 1 a 4), do texto CB1A1-II. Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto.
5Questão
1 Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país,
são encontrados administradores públicos cujas ações
em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei
4 do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha
Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos.
7 Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos
incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do
mundo antigo.
10 Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que
propriamente benefícios, apresenta grande similitude com
devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro
13 público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade
dissociada do interesse público e em total afronta à
razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção
16 entre o numerário despendido e o benefício auferido
pela coletividade.
Além da insensatez detectada em alguns atos de
19 administração, constata-se a existência de situação mais
grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos
entre os que ascendem à gestão do interesse público.
22 Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura;
em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável
da interação com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações)
No texto CB1A1-II, a palavra “labor” (R.7) é sinônimo de
6Questão
1 Candeia era quase nada. Não tinha mais que
vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça.
Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras,
4 invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha
esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse
alguém naquele cemitério de gigantes.
7 O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas
mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem
e uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços,
10 beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que Juazeiro
do Norte aquele povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha
gente, a cidade era viva. E no meio daquele povo todo
13 sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe,
uma moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta.
Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir
16 a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria
durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma
mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura na mão
19 e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro
a chamou pelo nome:
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar,
22 coisa-ruim!
Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem,
com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi
25 e voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães
pequenos, duas bananas cozidas e um pote de margarina.
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão
28 na garrafa térmica. — Só come se pagar.
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice,
visivelmente bêbado.
31 Samuel invejou o caminhoneiro. Não tinha tanto
dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de vida. Socorro Acioli. A cabeça do santo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 17-8 (com adaptações)
Infere-se do texto que o narrador caracteriza Candeia como “quase nada” (l.1) e “morta” (l.14) devido à
7Questão
1 Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país,
são encontrados administradores públicos cujas ações
em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei
4 do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha
Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria,
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos.
7 Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos
incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do
mundo antigo.
10 Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que
propriamente benefícios, apresenta grande similitude com
devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro
13 público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade
dissociada do interesse público e em total afronta à
razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção
16 entre o numerário despendido e o benefício auferido
pela coletividade.
Além da insensatez detectada em alguns atos de
19 administração, constata-se a existência de situação mais
grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos
entre os que ascendem à gestão do interesse público.
22 Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura;
em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável
da interação com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações)
O texto CB1A1-II afirma que
8Questão
Desde a sua formação inicial, o estado moderno atravessou três séculos de evolução, passando por quatro estágios consecutivos de desenvolvimento.