Com base no cenário apresentado, uma intervenção didática que considera a colaboração entre escola e comunidade quilombola é aquela que
Por que essas narrativas não nos entusiasmam? Por que elas vão sendo esquecidas e apagadas em favor de uma narrativa globalizante, superficial, que quer contar a mesma história para a gente?
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020 (adaptado).
Para contemplar a reflexão de Ailton Krenak, os professores da Educação Básica devem considerar na elaboração de um plano de ensino os conhecimentos
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não estão inseridas na educação regular por motivos diversos. Nesse contexto educacional, esse estudante possui uma história de vida, sobretudo por ser, efetivamente, um sujeito ativo nas esferas sociais.
PEREIRA, P. F.; REINALDO, M. A. G. Ensino-aprendizagem de charge na EJA: uma experiência no contexto de estágio supervisionado. III CINTED (adaptado).
TEXTO 2
As concepções restritas veem a EJA apenas em seu caráter marginal e secundário, camuflando os aspectos políticos, culturais e pedagógicos. Sob uma abordagem sistêmica, a EJA é tratada como parte da história da educação do país e, como tal, uma modalidade importante no processo de democratização do direito à educação.
ALMEIDA, A. EJA: uma educação para o trabalho ou para a classe trabalhadora?
Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, 2016 (adaptado).
Considerando os textos 1 e 2, a alternativa que apresenta uma ação pedagógica condizente com a abordagem sistêmica da EJA é
SOUSA, L. Q.; ABREU, K. F. Análise de Estudos e Pesquisas sobre Letramento Científico.
Cadernos Cajuína, n. 4, 2024.
Considerando o que representa o letramento científico, a equipe gestora de uma escola planeja organizar uma palestra com o objetivo de conscientizar a comunidade escolar de que a ciência
Para que essa proposta promova o letramento científico, o professor deve
NASCIMENTO, W. F. As religiões de matrizes africanas, resistência
e contexto escolar: entre encruzilhadas. In: Memórias do
Baobá II. Fortaleza: Editora UFC, 2017 (adaptado).
Com base no texto e nas ações de enfrentamento ao racismo religioso no espaço escolar, é correto afirmar que a
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio elaborou um plano de aula cujo fragmento pode ser lido a seguir.
Plano de Aula
Tema: Explorando a ordem das palavras no português
Série: 2ª série do Ensino Médio
Componente Curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Objetivo: Reconhecer a ordem preferencial dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Metodologia:
• Exploração dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.
• Leitura de exemplos: “carta eu uma escrevi.”; “comprou minha pão mãe o.”; “bola chutou a Pedro.”; e “aposta ela uma fez.”
•Debate sobre a posição dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro com base nosexemplos citados.
• Reflexão sobre a ordem das palavras a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
• Reconhecimento da ordem preferencial da estrutura oracional do português brasileiro, reorganizando os exemplos no quadro.
Durante a execução do plano, o professor explicou: “No português brasileiro, a ordem mais comum dos constituintes é Sujeito – Verbo – Objeto (SVO). Vocês se lembram desses termos estudados nas aulas anteriores? Geralmente, colocamos o sujeito primeiro, depois o verbo e, por fim, o objeto. Essa organização é tão comum que remete a estruturas linguísticas fundamentais internalizadas na cognição do falante do português brasileiro. Quando alteramos essa ordem, a frase pode parecer confusa ou estranha. Isso mostra que o conhecimento da estrutura SVO faz parte do modo como usamos o português brasileiro, sem precisar pensar nela conscientemente”.
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.
Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.
Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:
— Eu quiero una casa.
Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:
— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?
Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:
— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.
Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:
— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?
Alejandro balança a cabeça, confirmando.
TEXTO 1
Iracema Tabajara
Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.
TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).
TEXTO 2
Pankararu
Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?
Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!
Até onde aguentaremos, meus filhos?...
POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Considerando a perspectiva de uma pedagogia intercultural crítica e os domínios cognitivos esperados para estudantes no Ensino Médio, assinale a alternativa que justifica o caráter formativo dessa proposta.
TEXTO 1
Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.
[...]
Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.
Mas a sorte é que um dia ela disse:
— Desculpe, mas acho que não.
Todo mundo se espantou muito.
A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.
O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.
— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.
MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
TEXTO 2
— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”
REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
TEXTO 1
Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.
[...]
Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.
Mas a sorte é que um dia ela disse:
— Desculpe, mas acho que não.
Todo mundo se espantou muito.
A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.
O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.
— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.
MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
TEXTO 2
— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”
REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
Partindo desse propósito e do potencial da obra de literatura africana Niketche: uma história de poligamia, qual prática docente é coerente com uma perspectiva emancipatória?
In a high school EFL 50-minute lesson, the teacher selects a short authentic news article on climate change to introduce some reading strategies. The teacher begins by activating students’ background knowledge through a quick discussion in English about environmental issues. Then, she explains two key reading strategies — skimming and scanning — using visual aids and simple English definitions.
Students are first asked to skim the text in pairs to get the main idea, take some notes, and discuss the overall topic. Then, they scan the article to answer questions such as “What year was the article published?” or “Which countries are mentioned?”. The teacher monitors the group work, encouraging students to interact in English and supporting them when needed. Afterwards, the class discusses the purpose of each strategy and how they help understand texts more efficiently.
TEXTO 1
Letramento é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita.
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
TEXTO 2
Hoje, como antes, o termo “multiletramentos” remete a duas ordens de significação: a da multimodalidade e a das diferenças socioculturais. Isso quer dizer: estamos diante de um conceito que não se traduz diretamente. Multiletramentos = muitos tipos de letramentos que poderiam estar ligados à recepção e produção de textos/discursos em diversas modalidades de linguagem, mas que remetem a duas caraterísticas de produção e circulação dos textos/discursos hoje – a multissemiose ou multimodalidade, devidas em grande parte às novas tecnologias digitais e à diversidade de contextos e culturas em que esses textos/discursos circulam.
ROJO, R. H. R.; MOURA, E. Letramentos, mídias, linguagens. São Paulo: Parábola, 2019.