Português – Sintaxe – Questões MPE RJ para Técnico Administrativo

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  • 📖 Texto associado

    TEXTO I

    Pronto para outra?
    Ricardo Freire

    Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
    Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
    já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
    cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
    da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
    sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
    cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
    Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
    aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
    emprego.
    Além do que, planejar uma viagem com antecedência
    é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
    se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
    longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
    antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
    Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
    viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
    Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
    pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
    divertida preparação.
    É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
    Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
    "enredo" de sua próxima viagem.
    Tire os meses seguintes para encomendar guias e
    colecionar as informações que caírem em sua mão -
    revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
    itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
    transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
    imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
    partida, tome coragem e reserve a passagem e oshotéis.
    Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
    escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
    não merece ser visto.
    Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
    a apoteose.

    Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

    "Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande viagem ao preparo de um desfile" (l. 16). Nesse segmento, por três vezes se emprega a preposição DE. Na última delas, é empregado para introduzir um termo que desempenha sintaticamente a mesma função do termo destacado em:

  • 📖 Texto associado

    TEXTO II

    Alcatrazes
    Expedição ao Arquipélago Proibido
    Johnny Mazzilli

    O balanço do barco, o mar instável e a chuva
    puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
    durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
    prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
    próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
    esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
    completo e olhávamos impressionados as falésias
    rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
    diretamente das águas e entremeadas por mantos de
    vegetação tropical - muito, muito maiores do que
    imaginávamos.
    Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
    Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
    a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
    litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
    arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
    nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
    O desembarque é moroso -tudo tem que ser
    transferido para um bote de borracha com motor de popa
    que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
    baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
    seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
    bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
    A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
    equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
    impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
    pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
    subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
    em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
    Parou de chover quando montamos o acampamento.
    Precisávamos de tempo para as pesquisas e
    principalmente para a investida na parede rochosa -
    trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
    entre as equipes. Cada time composto por membros do
    Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
    Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
    prazo de doisdias, suas próprias pesquisas com aves,
    serpentes, répteis e batráquios.

    Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

    A conjunção E, empregada na passagem "avistamos Alcatrazes relativamente próximos e bastou chegar um pouco mais perto" (l.4), auxilia na construção de uma idéia de:

  • 📖 Texto associado

    TEXTO II

    Alcatrazes
    Expedição ao Arquipélago Proibido
    Johnny Mazzilli

    O balanço do barco, o mar instável e a chuva
    puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
    durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
    prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
    próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
    esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
    completo e olhávamos impressionados as falésias
    rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
    diretamente das águas e entremeadas por mantos de
    vegetação tropical - muito, muito maiores do que
    imaginávamos.
    Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
    Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
    a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
    litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
    arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
    nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
    O desembarque é moroso -tudo tem que ser
    transferido para um bote de borracha com motor de popa
    que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
    baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
    seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
    bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
    A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
    equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
    impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
    pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
    subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
    em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
    Parou de chover quando montamos o acampamento.
    Precisávamos de tempo para as pesquisas e
    principalmente para a investida na parede rochosa -
    trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
    entre as equipes. Cada time composto por membros do
    Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
    Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
    prazo de doisdias, suas próprias pesquisas com aves,
    serpentes, répteis e batráquios.

    Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

    Em "e são necessárias seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o bote" (l. 21), a posição do sujeito em relação ao verbo é a mesma que se encontra em:

  • 📖 Texto associado

    TEXTO I

    Pronto para outra?
    Ricardo Freire

    Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
    Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
    já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
    cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
    da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
    sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
    cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
    Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
    aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
    emprego.
    Além do que, planejar uma viagem com antecedência
    é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
    se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
    longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
    antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
    Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
    viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
    Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
    pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
    divertida preparação.
    É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
    Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
    "enredo" de sua próxima viagem.
    Tire os meses seguintes para encomendar guias e
    colecionar as informações que caírem em sua mão -
    revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
    itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
    transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
    imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
    partida, tome coragem e reserve a passagem e oshotéis.
    Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
    escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
    não merece ser visto.
    Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
    a apoteose.

    Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

    Em "Você volta de férias, tenta se adaptar de novo à rotina e já pressente as surpresas" (l. 2), ocorre o emprego do acento de crase. Nessa passagem, ele se explica a partir da regra que trata do caso em que a preposição está:

  • 📖 Texto associado

    TEXTO II

    Alcatrazes
    Expedição ao Arquipélago Proibido
    Johnny Mazzilli

    O balanço do barco, o mar instável e a chuva
    puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
    durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
    prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
    próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
    esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
    completo e olhávamos impressionados as falésias
    rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
    diretamente das águas e entremeadas por mantos de
    vegetação tropical - muito, muito maiores do que
    imaginávamos.
    Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
    Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
    a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
    litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
    arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
    nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
    O desembarque é moroso -tudo tem que ser
    transferido para um bote de borracha com motor de popa
    que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
    baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
    seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
    bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
    A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
    equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
    impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
    pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
    subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
    em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
    Parou de chover quando montamos o acampamento.
    Precisávamos de tempo para as pesquisas e
    principalmente para a investida na parede rochosa -
    trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
    entre as equipes. Cada time composto por membros do
    Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
    Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
    prazo de doisdias, suas próprias pesquisas com aves,
    serpentes, répteis e batráquios.

    Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

    "Não há praia ou cais..." (l. 21). O verbo utilizado nesse trecho obedece ao mesmo caso de concordância de:

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