Português: Interpretação de Textos para Engenheiro Eletrônico - METRÔ SP

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  • 📖 Texto associado

    Estradas e viajantes

    A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente
    expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados,
    fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o
    tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso,
    sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como
    a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou
    apenas se renovarão?

    Algumas expressões são tão fortes que resistem aos
    séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de
    comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada?
    O grande Dante já começava a Divina Comédia com "No
    meio do caminho de nossa vida...". Se a vida é uma viagem, a
    grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho.
    "Ela partiu", "Ele se foi", dizemos. E assim vamos seguindo...

    Quando menino, ouvia com estranheza a frase "Cuidado,
    tem boi na linha". Como não havia linha de trem nem boi
    por perto, e as pessoas olhavamdisfarçadamente para mim, comecei
    a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu;
    mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa
    e prosaica: "suspendamos a conversa, porque há alguém
    que não deve ouvi-la". Uma outra expressão pitoresca, que eu
    já entendia, era "calça de pular brejo" ou "calça de atravessar
    rio", no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo
    constatado antes de pegar algum caminho.

    Já adulto, vim a dar com o termo "passagem", no
    sentido fúnebre. "Passou desta para melhor". Situação difícil:
    "estar numa encruzilhada". Fim de vida penoso? "Também, já
    está subindo a ladeira dos oitenta..." São incontáveis os exemplos,
    é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas.
    Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam
    de multiplicá-las. "Tinha uma pedra no meio do caminho",
    queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond
    de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e
    qualquerobstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na
    estrada da vida, neste mundo velho sem porteira...

    (Peregrino Solerte, inédito)

    As expressões E assim vamos seguindo e neste mundo velho sem porteira

  • 📖 Texto associado

    Metrô: próxima parada

    Não fique com medo de embarcar caso chegue à plataforma
    de uma das estações do Metrô em São Paulo e veja um
    trem sem condutor. Os novos vagões da linha amarela dispensam
    o profissional a bordo. Esse é apenas um detalhe de
    uma lista de recursos tecnológicos que estão sendo implementados
    para transportar os paulistas com mais eficiência. Escadas
    rolantes com sensores de presença, câmeras de vídeo que
    enviam imagens para a central por Wi-Fi, comunicação com os
    passageiros por VoIP e freios inteligentes são outras novidades.

    O Metrô está passando por uma modernização que
    não é só cosmética. Com ar condicionado, os novos trens não
    precisam de muitas frestas para entrada de ar. Não é só uma
    questão de conforto térmico, mas acústico. Nas novas escadas
    rolantes, sensores infravermelho detectam a presença de pessoas;
    não havendo ninguém, a rolagem é mais lenta, e economiza-
    se energia elétrica.


    (Adaptado de KátiaArima, da INFO. http://info.abril.com.br/noticias)

    Atente para as seguintes afirmações:

    I. A autora do texto trabalha com a suposição de que o leitor conhece suficientemente termos técnicos associados a recursos tecnológicos.

    II. Na frase O Metrô está passando por uma modernização que não é só cosmética subentende-se que algumas transformações não são essenciais.

    III. Subentende-se que, nas novas viagens do Metrô, o conforto térmico deixou de ser tão importante quanto o conforto acústico.

    Em relação ao texto, está correto o que se afirma em

  • 📖 Texto associado

    Metrô: próxima parada

    Não fique com medo de embarcar caso chegue à plataforma
    de uma das estações do Metrô em São Paulo e veja um
    trem sem condutor. Os novos vagões da linha amarela dispensam
    o profissional a bordo. Esse é apenas um detalhe de
    uma lista de recursos tecnológicos que estão sendo implementados
    para transportar os paulistas com mais eficiência. Escadas
    rolantes com sensores de presença, câmeras de vídeo que
    enviam imagens para a central por Wi-Fi, comunicação com os
    passageiros por VoIP e freios inteligentes são outras novidades.

    O Metrô está passando por uma modernização que
    não é só cosmética. Com ar condicionado, os novos trens não
    precisam de muitas frestas para entrada de ar. Não é só uma
    questão de conforto térmico, mas acústico. Nas novas escadas
    rolantes, sensores infravermelho detectam a presença de pessoas;
    não havendo ninguém, a rolagem é mais lenta, e economiza-
    se energia elétrica.


    (Adaptado de KátiaArima, da INFO. http://info.abril.com.br/noticias)

    Deve-se entender, dado o contexto, que o título do texto refere-se, precisamente,

  • 📖 Texto associado

    Estradas e viajantes

    A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente
    expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados,
    fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o
    tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso,
    sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como
    a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou
    apenas se renovarão?

    Algumas expressões são tão fortes que resistem aos
    séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de
    comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada?
    O grande Dante já começava a Divina Comédia com "No
    meio do caminho de nossa vida...". Se a vida é uma viagem, a
    grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho.
    "Ela partiu", "Ele se foi", dizemos. E assim vamos seguindo...

    Quando menino, ouvia com estranheza a frase "Cuidado,
    tem boi na linha". Como não havia linha de trem nem boi
    por perto, e as pessoas olhavamdisfarçadamente para mim, comecei
    a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu;
    mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa
    e prosaica: "suspendamos a conversa, porque há alguém
    que não deve ouvi-la". Uma outra expressão pitoresca, que eu
    já entendia, era "calça de pular brejo" ou "calça de atravessar
    rio", no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo
    constatado antes de pegar algum caminho.

    Já adulto, vim a dar com o termo "passagem", no
    sentido fúnebre. "Passou desta para melhor". Situação difícil:
    "estar numa encruzilhada". Fim de vida penoso? "Também, já
    está subindo a ladeira dos oitenta..." São incontáveis os exemplos,
    é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas.
    Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam
    de multiplicá-las. "Tinha uma pedra no meio do caminho",
    queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond
    de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e
    qualquerobstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na
    estrada da vida, neste mundo velho sem porteira...

    (Peregrino Solerte, inédito)

    A frase de abertura do texto - A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva - corresponde a uma tese

  • 📖 Texto associado

    Estradas e viajantes

    A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente
    expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados,
    fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o
    tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso,
    sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como
    a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou
    apenas se renovarão?

    Algumas expressões são tão fortes que resistem aos
    séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de
    comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada?
    O grande Dante já começava a Divina Comédia com "No
    meio do caminho de nossa vida...". Se a vida é uma viagem, a
    grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho.
    "Ela partiu", "Ele se foi", dizemos. E assim vamos seguindo...

    Quando menino, ouvia com estranheza a frase "Cuidado,
    tem boi na linha". Como não havia linha de trem nem boi
    por perto, e as pessoas olhavamdisfarçadamente para mim, comecei
    a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu;
    mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa
    e prosaica: "suspendamos a conversa, porque há alguém
    que não deve ouvi-la". Uma outra expressão pitoresca, que eu
    já entendia, era "calça de pular brejo" ou "calça de atravessar
    rio", no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo
    constatado antes de pegar algum caminho.

    Já adulto, vim a dar com o termo "passagem", no
    sentido fúnebre. "Passou desta para melhor". Situação difícil:
    "estar numa encruzilhada". Fim de vida penoso? "Também, já
    está subindo a ladeira dos oitenta..." São incontáveis os exemplos,
    é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas.
    Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam
    de multiplicá-las. "Tinha uma pedra no meio do caminho",
    queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond
    de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e
    qualquerobstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na
    estrada da vida, neste mundo velho sem porteira...

    (Peregrino Solerte, inédito)

    Atente para as seguintes afirmações:

    I. No 1º parágrafo, expressa-se a convicção de que os modos de dizer mais expressivos não sobreviverão nos tempos modernos, por serem avaliados como ineficazes nos processos de comunicação.

    II. No 3º parágrafo, a impossibilidade de o menino compreender a frase ouvida aos adultos deveu-se ao fato de estar traduzida em linguagem prosaica.

    III. No 4º parágrafo, reconhece-se nos poetas a capacidade de enriquecimento expressivo da linguagem, especialistas que são na criação de imagens.

    Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

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