Prova de Interpretação de Textos - Escriturário da Caixa (CESGRANRIO)

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Desempenho Global
2
Resoluções
44%
Média
Difícil
Dificuldade
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  • 📖 Texto associado

    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor dosobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadasno sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)

    Em "naturalmente por causa disso ..." (l. 15-16), o termo disso se refere ao(à)

  • 📖 Texto associado

    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor dosobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadasno sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)

    Alguns trechos do texto, especialmente o primeiro parágrafo, permitem caracterizar Seu Tonho como

  • 📖 Texto associado

    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor dosobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadasno sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)

    O personagem José de Arimatéia

    I - era filho de pais desconhecidos;
    II - ajudava, desde a infância, Seu Joaquinzão;
    III - descendia dos Inácios e dos Gusmões;
    IV - tinha a profissão de dentista.

    A leitura do trecho apresentado permite concluir que estão corretas APENAS as afirmações

  • 📖 Texto associado

    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor dosobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadasno sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)

    Seu Tonho e Dona Dosolina cultivavam as tradições familiares. Evidência disso são(é)

  • 📖 Texto associado

    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor dosobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadasno sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)

    "... Seu Joaquinzão Carapina, [ ... ] sempre de ferramenta na mão - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando madeira. " (l. 30 - 33) A sucessão de gerúndios, no segmento acima, sugere a idéia de uma atividade

  • 📖 Texto associado
    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)
    Alguns trechos do texto, especialmente o primeiro parágrafo, permitem caracterizar Seu Tonho como
  • 📖 Texto associado
    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)
    Em "naturalmente por causa disso ..." (l. 15-16), o termo disso se refere ao(à)
  • 📖 Texto associado
    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)
    O personagem José de Arimatéia

    I - era filho de pais desconhecidos;
    II - ajudava, desde a infância, Seu Joaquinzão;
    III - descendia dos Inácios e dos Gusmões;
    IV - tinha a profissão de dentista.

    A leitura do trecho apresentado permite concluir que estão corretas APENAS as afirmações
  • 📖 Texto associado
    José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
    alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
    balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
    com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
    5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
    o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
    criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
    chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
    em que andava:
    10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
    que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
    dentro...
    E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
    rapaz.
    15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
    por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
    coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
    a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
    nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
    20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
    justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
    dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
    Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
    os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
    25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
    deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
    Mata dos Mineiros.
    De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
    sabia.
    30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
    comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
    - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
    madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
    tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
    35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
    rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.

    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
    José Olímpio, 1966. (Adaptado)
    Seu Tonho e Dona Dosolina cultivavam as tradições familiares. Evidência disso são(é)
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