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Exercícios de Conceitos Filosóficos – SEDUC SP (VUNESP)

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1Q1069943 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Após uma detalhada consideração da natureza do signo e do processo de comunicação na obra De magistro, santo Agostinho conclui, na linha das concepções tradicionais na Antiguidade que, dada a convencionalidade do signo linguístico – isto é, as palavras variam de língua para língua e são sinais arbitrários das coisas –, este não pode ter qualquer valor cognitivo mais profundo; não é através das palavras que conhecemos; logo não podemos transmitir conhecimento pela linguagem. A possibilidade de conhecer supõe algo de prévio, que torna inteligível a própria linguagem.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, para santo Agostinho, a possibilidade de conhecer é resgatada
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2Q1069948 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Locke critica a doutrina das ideias inatas de Descartes, afirmando que a alma é como uma tabula rasa – tábua sem inscrições –, como um pedaço de cera em que não há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso o conhecimento começa apenas a partir da experiência sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as teriam, além de que a ideia de Deus não se encontra em toda parte, pois há povos sem essa representação ou, pelo menos, sem a representação de Deus como ser perfeito.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo as autoras, ao investigar a origem das ideias, ao contrário dos filósofos racionalistas, Locke preferiu priorizar
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3Q1069949 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

A própria noção de Iluminismo indica, através da metáfora da luz e da claridade, uma oposição às trevas, ao obscurantismo, à ignorância, à superstição, ou seja, à existência de algo oculto. O Iluminismo enfatiza, ao contrário, a necessidade de o real, em todos os seus aspectos, tornar-se transparente à razão. O pressuposto básico do Iluminismo afirma, portanto, que todos os seres humanos são dotados de uma espécie de luz natural.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Como aponta Danilo Marcondes, o Iluminismo pressupõe que
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4Q1069950 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

No tempo de Kant (séc. XVIII), a ciência newtoniana já estava plenamente constituída e as questões relativas ao conhecimento ainda giravam em torno da controvérsia entre racionalistas e empiristas. Sua filosofia é chamada criticismo porque, diante da pergunta “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos e o que é conhecimento?”. Em sua obra Crítica da razão pura, Kant coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não teria fundamento.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins que, para Kant,
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5Q1069952 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Contemporâneo da Revolução Francesa e Imbuído do espírito de sua época, Georg Wilhelm Friedrich Hegel fundou seu sistema a partir da noção de liberdade do sujeito, cuja experiência se encontra envolvida pelo coletivo. Nesse sentido, Hegel criticou a filosofia transcendental de Kant por ser muito abstrata. Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que o sujeito interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser.

(Aranha e Martins, 2009)

Como ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, dessa nova concepção de vir-a-ser surge a dialética, entendida por Hegel enquanto uma nova
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6Q1069953 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Todo argumento ou raciocínio é um movimento do nosso pensamento para produzir uma conclusão. O ponto de partida é sempre dados já adquiridos em nossas vivências, e o caminho é o da articulação entre esses dados. Assim, temos sempre pontos de partida nascidos de nossa observação do mundo, de ideias já adquiridas.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, a relação entre premissas e conclusão em um argumento deve garantir a
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7Q1069954 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Consideremos a seguinte sentença: “Deve ter chovido recentemente, porque os peixes não estão mordendo a isca”. Se imaginarmos a cena descrita por essa sentença, podemos montar o seguinte argumento: “Sempre que chove, os peixes não mordem a isca. Os peixes não estão mordendo a isca. Então, deve ter chovido recentemente”.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, esse argumento deve ser considerado
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8Q1069955 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos, pois, nesse nível, podemos concordar ou discordar sobre a maneira como se exprime a experiência do mundo, as vivências cotidianas, as crenças e opiniões, entre outras.

(Savian Filho, 2010. Adaptado)

Segundo esclarece o autor, o debate filosófico ocorre, principalmente, em torno às premissas porque
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9Q1069962 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Algumas pessoas pensam que a ética é inaplicável ao mundo real por a encararem como um sistema de regras curtas e simples do tipo “Não mintas”, “Não roubes” ou “Não mates”. Não admira que quem adota esta visão da ética pense que esta não se adapta às complexidades da vida. Em situações não rotineiras, as regras simples entram em conflito; e, mesmo quando isso não: acontece, seguir uma regra pode levar ao desastre. Em circunstâncias normais, pode ser um mal mentir, mas no caso de uma pessoa que vivesse na Alemanha nazi e a quem a Gestapo batesse à porta à procura de judeus, por certo seria correto negar a existência de uma família judia escondida no sótão.

(Singer, 2018. Adaptado)

Segundo Peter Singer, uma teoria ética que supera os limites das éticas baseadas em regras simples é
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10Q1069965 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Embora alguns debates sobre temas ambientais importantes possam ser conduzidos apelando apenas para os interesses a longo prazo da espécie humana, um tema central em toda abordagem séria dos valores ambientais será a questão do valor intrínseco. Já vimos que é arbitrário defender que apenas os seres humanos têm valor intrínseco. Se pensarmos que existe valor nas experiências humanas conscientes, não podemos negar que haja valor em pelo menos algumas experiências de seres não humanos. Até onde se alarga, então, a atribuição de valor intrínseco?

(Singer, 2018. Adaptado)

Para lidar com os problemas ambientais decorrentes da atribuição de valor intrínseco, Peter Singer conclui que se deve adotar
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11Q1069967 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Uma das bases de sustentação da bioética é a “ética prática” ou “ética aplicada”. Atualmente, este campo específico da filosofia (ainda contestado por muitos filósofos) tem sua utilização mais aperfeiçoada, mais acabada, exatamente através da bioética. Isso é até certo ponto natural devido aos grandes dilemas que passaram a se apresentar às pessoas e coletividades, na sua vida cotidiana e prática, principalmente dos últimos 50 anos.

(Garrafa, 2005)

Segundo Volnei Garrafa, os grandes dilemas éticos exigem, principalmente,
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12Q1070386 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Em sua obra O outro, Franklin Leopoldo e Silva afirma: “Articular significa: preservando aquilo que faz com que algo seja ele mesmo, encontrar, todavia, o modo de apreendê-lo como outro, de maneira que o lugar da diferença não faça desaparecer a identidade”.
Segundo Franklin Leopoldo e Silva, a articulação entre o mesmo e o outro é necessária para que a
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13Q1070390 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Em sua obra Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho explica que: “nossas maneiras de pensar com argumentos racionais são cinco: 1) indução, 2) dedução, 3) abdução, 4) analogia, 5) argumento de autoridade” (Adaptado).
Com base na classificação apresentada por Juvenal Savian Filho, o raciocínio dedutivo consiste em
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14Q1070391 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Danilo Marcondes, na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein afirma: “Se, como diz Descartes no início do Discurso do método, o bom- -senso, i.e., a racionalidade, é natural ao homem, sendo compartilhada por todos, o que explica a possibilidade e a ocorrência do erro, do engano, da falsidade? O erro resulta na realidade de um mau uso da razão, de sua aplicação incorreta em nosso conhecimento do mundo”.
Segundo Danilo Marcondes, a importância do método na filosofia de Descartes está vinculada à necessidade de
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15Q1070393 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Em “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”, Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa Tarantini Silvestri afirmam: “Ao tentar escapar da falsa ideia em torno de homem e natureza derivada da physis medieval e moderna, [...] há na Ecosofia de Guattari uma militância em torno do micro para superar o dualismo entre homos e humus gerado pelo macro. Num cenário em que consumir não se reduz a um produto, mas o ato de consumir a fim de comprar a própria redenção por ser consumidor, os objetivos do Desenvolvimento Sustentável não repercutem efeitos como os almejados”.

Com base no excerto, a Ecosofia tem por objetivo
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16Q1070395 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Na obra O existencialismo é um humanismo, Jean-Paul Sartre afirma: “O homem, tal como o existencialista o concebe, só não é passível de uma definição porque, de início, não é nada: só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo”.
No existencialismo sartreano, a afirmação de que “não existe natureza humana” decorre do reconhecimento de que
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17Q1070397 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

No texto “Bioética e Pesquisas em Seres Humanos”, Paulo Henrique de Oliveira e Roberio Nunes dos Anjos Filho argumentam que: “A prática de inúmeras violações ao ser humano, sob o álibi do interesse científico, levadas a cabo no período da Segunda Guerra, [...] trouxeram à tona a questão da ética na pesquisa, evidenciando a necessidade de priorizar a dignidade humana e de refletir acerca da regulamentação e dos limites da pesquisa em seres humanos”.
O cenário descrito no excerto impulsionou o surgimento da Bioética, que, segundo Paulo Oliveira e Roberio Filho, contempla três elementos centrais:
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18Q1074263 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Oswaldo Giacoia Filho, no texto “Hans Jonas: Porque a técnica moderna é um objeto para a ética”, defende que: “O direito exclusivo do homem à humana consideração e à observância ética foi rompido precisamente com a conquista de um poder quase monopolístico sobre toda outra vida. Com um poder planetário de primeiro nível, não lhe é mais lícito pensar apenas em si mesmo”.

O rompimento retratado por Oswaldo Giacoia Filho no excerto, é também um rompimento ético com
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19Q1074266 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Paulo Henrique de Oliveira e Roberio Nunes dos Anjos Filho, no texto “Bioética e Pesquisas em Seres Humanos”, apresentam os princípios fundamentais da Bioética: “Os três princípios impressos pelo Relatório [Belmont] e referendados pela Bioética são os da autonomia, da beneficência e da justiça. Todavia, a incidência de um quarto princípio, o da não-maleficência, é reconhecida por muitos pesquisadores”.
De acordo com Paulo Oliveira e Roberio Filho, o princípio da não-maleficência corresponde ao dever de
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20Q1074267 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Filosofia, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Jean-Paul Sartre, em seu livro O existencialismo é um humanismo, analisa a liberdade humana como se segue: “Estamos sós, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre”.
No pensamento sartreano, a liberdade é acompanhada da ideia de “condenação” porque a
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