Simulado: Questões de Conceitos Filosóficos - SEDUC SP (VUNESP) 2019

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Ensino Médio
16 questões
1
Questão
A definição de Alves et al. (2024) traz que “(...) é também aquilo que nos provoca, que nos desacomoda (...) é aquele movimento que força o pensamento a pensar e que, portanto, nos convoca a pensar em nossos próprios termos, sem referência a qualquer outro”.
O trecho se refere ao
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Questão
Peter Singer, em seu livro Ética prática, discute as bases de uma ética animal a partir da seguinte afirmação: “se um ser sofre, não pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em consideração”.
O princípio que representa a afirmação do autor é o
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Questão
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins argumentam que “o conhecimento científico precisa ser neutro, além de imparcial e autônomo, a fim de garantir racionalidade e objetividade nas observações e pesquisas. No entanto, sob outros aspectos, a neutralidade científica pode tornar-se uma ilusão”.
A ilusão mencionada no excerto corresponde à
4
Questão
“A felicidade é, portanto, algo absoluto e autossuficiente, sendo também a finalidade da ação”, diz Aristóteles em sua obra Ética a Nicômaco. Com tal afirmação, o filósofo grego apresenta em sua ética uma característica presente em todo o seu pensamento filosófico.
A característica do pensamento filosófico aristotélico ilustrada no texto é
5
Questão
Juvenal Savian Filho caracteriza o raciocínio indutivo a partir do seguinte exemplo, em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar: “O remédio x fez Pedro melhorar do estômago. O mesmo remédio fez Ana melhorar do estômago. O mesmo remédio fez Carlos melhorar do estômago. O mesmo remédio fez duas mil pessoas melhorar do estômago. Então, conclui-se que o remédio x faz bem para o estômago”.
David Hume, na obra Investigações sobre o Entendimento Humano, discute uma limitação fundamental desse tipo de raciocínio, que se refere à
6
Questão
Alberto Cupani discute a concepção de Filosofia da Tecnologia de Mario Bunge no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”. Cupani destaca a influência iluminista no entendimento de Bunge de modo que, para este autor: “(…) a tecnologia pode ser vista como a concretização da ação plenamente racional. E quanto mais racionais forem o pensamento e a ação humanos, melhor poderá ser, em princípio, a sua vida – sustenta Bunge (…). Essa convicção explica que ele possa classificar como tecnologias atividades tais como a medicina, a administração ou a pedagogia, (…) o otimismo bungeano chega a supor possível uma ‘engenharia social’”.
A expressão “engenharia social”, resultante da visão otimista de Bunge, apresentada por Cupani, diz respeito ao entendimento segundo o qual
7
Questão
No livro Ética prática, Peter Singer aborda os desafios éticos contemporâneos que surgem da relação do ser humano com o meio ambiente. Ele destaca que: “(…) uma ética antropocêntrica pode constituir a base de argumentos fortes em favor daquilo a que podemos chamar ‘valores ambientais’. Uma tal ética não implica que o crescimento econômico seja mais importante que a preservação do meio natural; pelo contrário, é perfeitamente compatível com uma ética antropocêntrica encarar o crescimento econômico baseado na exploração de recursos insubstituíveis como algo que traz ganhos à geração presente e possivelmente a mais uma ou duas gerações seguintes, mas a um preço que será pago por todas as gerações do futuro”.
No trecho, o autor destaca a insuficiência a longo prazo do modelo ético mencionado. Esse modelo tem suas raízes herdadas
8
Questão
Em sua Ética a Nicômaco, Aristóteles diz: “Em tudo que é contínuo e divisível pode-se tomar mais, menos ou uma quantidade igual, e isso quer em termos da própria coisa, quer relativamente a nós; e o igual é um meio-termo entre o excesso e a falta. (…) por meio-termo relativamente a nós, [entendo] o que não é nem demasiado nem demasiadamente pouco — e este não é um só e o mesmo para todos”.
No excerto, o conceito aristotélico abordado corresponde
9
Questão
No livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho apresenta cinco tipos de raciocínio que são amplamente aceitos pelos estudiosos como os mais comuns: o indutivo, o dedutivo, o abdutivo, a analogia e o argumento de autoridade. Eles representariam a forma pela qual os indivíduos pensam a partir de argumentos racionais. Savian Filho propõe o seguinte exemplo de raciocínio: “‘Suspeitando’ que a substância x poderia combinar com a substância y, o químico decidiu testar a combinação. Verificando que deu certo, testou mais um grupo de substâncias parecidas com y. Concluiu que x combinava com y”.
O exemplo apresentado no excerto envolve dois dos tipos de raciocínio mencionados por Savian, quais sejam:
10
Questão
Peter Singer, ao pensar sobre temas éticos contemporâneos em seu livro Ética prática, considera que: “(…) proibir quaisquer comparações interespécies seria filosoficamente indefensável. Tornaria também impossível ultrapassar os males que estamos agora a infligir aos animais não humanos e reforçaria atitudes que causaram imensos danos irreparáveis ao ambiente deste planeta, que partilhamos com os membros de outras espécies”.
A expressão “filosoficamente indefensável” é utilizada por Singer para indicar que a proibição de comparações interespécies
11
Questão
Ao pensarem a relação entre natureza e cultura, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em sua obra Filosofando: introdução à filosofia, destacam a consideração do filósofo Pierre Levy de que as tecnologias intelectuais favorecem: “novos estilos de raciocínio e conhecimento, tais como a simulação, verdadeira industrialização da experiência do pensamento, que não advém nem da dedução lógica nem da indução a partir da experiência”.
A partir do excerto, a consideração filosófica acerca das tecnologias intelectuais retrata
12
Questão
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins introduzem noções de lógica, entre elas, a noção de falácia. Eis um exemplo: “a falácia da generalização apressada (…) consiste em chegar em conclusões tomando por base apenas um ou pouco dos fatos: concluir que nenhum médico é confiável devido a uma cirurgia malsucedida”.
A noção analisada no excerto apresenta
13
Questão
Um dos enfoques discutidos por Alberto Cupani em seu artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques” é a abordagem fenomenológica de Albert Borgmann. Essa perspectiva pode ser ilustrada quando Cupani diz: “À diferença do trabalho (work) tradicional, que estava inserido numa rede social e cultural e que dava sentido à vida do homem trabalhador orientando-o na natureza, na cultura e na sociedade, o labor tecnológico se reduz à produção e manutenção das maquinarias que fornecem os artifícios”. E mesmo no que diz respeito ao lazer afirma: “à diferença do prazer que eleva, refina ou enobrece a vida humana, se reduz ao consumo indefinido de produtos tecnológicos, ficando cada vez mais dissociado de qualquer preocupação com a excelência da vida pessoal”.
A abordagem da tecnologia de Borgmann, explicada por Cupani, tem sua consequência fenomenológica
14
Questão
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote, no artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”, apresentam a seguinte caracterização: “A cultura digital refere-se às práticas, hábitos e valores que emergem da interação humana com as tecnologias digitais, como a internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, entre outros. No currículo da educação básica, é necessário trabalhar elementos da cultura digital para que os estudantes possam exercer a cidadania digital de forma crítica e reflexiva”.
No excerto, os autores entendem o exercício da cidadania digital como a
15
Questão
Em Ética a Nicômaco, Aristóteles ressalta que “(…) nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza (…). Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito”.
À luz da teoria ética mencionada, a virtude é obtida por meio
16
Questão
Em seu livro Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins discutem problemas da Estética. Quanto ao belo, elas dizem: “Kant (…) afirma que o belo é ‘aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente’. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa reside no sujeito. O princípio do juízo estético (…) é o sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto. Entretanto, esse sentimento é despertado pela presença do objeto. Embora seja um sentimento, portanto, subjetivo, individual, há a possibilidade de universalização desse juízo”.
A possibilidade a que o excerto se refere decorre da filosofia kantiana segundo a qual
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