1Questão
No texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna,
o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek destaca a
mudança de paradigma promovida por Maquiavel:
“Em seu texto Maquiavel rejeita a tradição idealista de
Platão, Aristóteles e Santo Tomás de Aquino e segue a
trilha inaugurada pelos historiadores antigos […]. Seu
ponto de partida e de chegada é a […] verità effettuale –
a verdade efetiva das coisas”.
A noção de “verdade efetiva”, mencionada no excerto, marca a mudança ao
A noção de “verdade efetiva”, mencionada no excerto, marca a mudança ao
2Questão
Maria Tereza Sadek analisa a concepção de natureza humana na filosofia de Maquiavel, em seu texto
Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual
de virtù, na passagem: “Maquiavel estuda a história […].
Seu ‘diálogo’ com os homens da antiguidade clássica
e sua prática levam-no a concluir que por toda parte
[…] pode-se observar a presença de traços humanos
imutáveis. Daí afirmar, os homens ‘são ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de
lucro’ (O príncipe, cap. XVII). Estes atributos negativos
compõem a natureza humana e mostram que o conflito
e a anarquia são desdobramentos necessários dessas
paixões e instintos malévolos”.
De acordo com Maquiavel, o papel da política frente à natureza humana é
De acordo com Maquiavel, o papel da política frente à natureza humana é
3Questão
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau:
da servidão à liberdade, traz a célebre citação do texto
de Rousseau intitulado Discurso sobre a origem e os
fundamentos da desigualdade entre os homens: “O primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de
dizer: ‘Isto é meu’, e encontrou pessoas bastante simples para crê-lo, foi o verdadeiro fundador da sociedade
civil”.
Segundo Rousseau, a consequência fundamental do marco descrito no excerto é que a
Segundo Rousseau, a consequência fundamental do marco descrito no excerto é que a
4Questão
. Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e
a esperança, comenta sobre a natureza humana segundo Hobbes. Eis a passagem: “Hobbes […] não afirma
que os homens são absolutamente iguais, mas que são
‘tão iguais que…’: iguais o bastante para que nenhum
possa triunfar de maneira total sobre outro. Todo
homem é opaco aos olhos de seu semelhante […].
Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei. Dessas suposições recíprocas,
decorre que geralmente o mais razoável para cada
um é atacar o outro […]: assim a guerra se generaliza
entre os homens”.
A explicação apresentada por Renato Janine Ribeiro ressalta que a
A explicação apresentada por Renato Janine Ribeiro ressalta que a
5Questão
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes analisa a relação entre os sofistas e Sócrates na seguinte passagem:
“O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto
histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade.
Isso mostra uma proximidade maior entre Sócrates e os
sofistas do que entre Sócrates e os pré-socráticos”.
Segundo Danilo Marcondes, o elemento central que aproxima os filósofos mencionados é
Segundo Danilo Marcondes, o elemento central que aproxima os filósofos mencionados é
6Questão
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da
servidão à liberdade, explica a unidade temática presente
nas obras Contrato social e Discurso sobre a origem e os
fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau, como se segue: “A chave para se entender a articulação entre essas duas obras está no primeiro parágrafo
no capítulo I, do livro I, do Contrato: ‘O homem nasce livre,
e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê
senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que
eles. Como se deve esta transformação? Eu o ignoro: o que
poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão’”.
De acordo com Rousseau, a forma legítima de superar a transformação mencionada consiste
De acordo com Rousseau, a forma legítima de superar a transformação mencionada consiste
7Questão
A saída do estado de “guerra de todos contra todos”
em Hobbes é abordada por Renato Janine Ribeiro, em
seu texto Hobbes: o medo e a esperança, na seguinte
passagem: “Como pôr termo a esse conflito? Há uma
base jurídica para isso […] a lei de natureza […] Mas
não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista
um Estado dotado da espada, armado, para forçar os
homens ao respeito. […] No Estado deve haver um
poder soberano, isto é, um foco de autoridade que possa
resolver todas as pendências e arbitrar qualquer decisão. Hobbes desenvolve essa ideia”.
Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
8Questão
Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o
intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte
sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a
possibilidade de se fazer uma aliança com a Fortuna, esta
não é mais uma força impiedosa, mas uma deusa boa [...].
Ela é mulher, deseja ser seduzida e está sempre pronta a
entregar-se aos homens bravos, corajosos, aqueles que
demonstram ter virtù”.
No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em
No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em