Prova de Filosofia – A Política (SEDUC/SP – VUNESP – QM 2018)

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  • “Para Maquiavel, a moral política distingue-se da moral privada, uma vez que a ação política deve ser julgada a partir das circunstâncias vividas e tendo em vista os resultados alcançados na busca do bem comum. Com isso, Maquiavel distancia-se da política normativa dos gregos e medievais, porque não busca as normas que definem o bom regime, nem explicita quais devem ser as virtudes do bom governante” (Aranha e Martins, 2009).
    Segundo as autoras, a teoria política de Maquiavel
  • Hobbes analisa a natureza humana em uma perspectiva mecanicista: o ser humano é como uma máquina que age sozinha, na linha da concepção mecanicista de mundo típica da física da época, cujo problema central consistia em entender a natureza dos corpos e de seus movimentos (Marcondes, 2010. Adaptado).
    Como resultado de sua concepção mecanicista, para Hobbes
  • Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do estado feliz em que viveria o “bom selvagem”, antes de ser introduzida a desigualdade, a diferenciação entre rico e pobre, poderoso e fraco, senhor e escravo e a predominância da lei do mais forte. O indivíduo que surge da desigualdade é corrompido pela sociedade e esmagado pela violência. Trata-se de um falso pacto social, esse que coloca as pessoas sob grilhões. Há que se considerar a possibilidade de outro contrato verdadeiro e legítimo, pelo qual o povo esteja reunido sob uma só vontade (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
    Para Rousseau, a desigualdade entre os seres humanos decorre
  • O marxismo procura explicar a realidade a partir da estrutura material de uma determinada sociedade. A questão central da análise de Marx passa a ser o trabalho, questão, aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana (Marcondes, 2010).
    Segundo a perspectiva teórica mencionada
  • Como indica Renato Janine Ribeiro no capítulo dedicado ao pensamento político de Thomas Hobbes, para este filósofo, os homens seriam tão iguais, inclusive quanto a suas forças e desejos, que nenhum homem consegue triunfar definitivamente sobre o outro, o que levaria, segundo Hobbes, a permanentes conflitos entre eles (Weffort, 2006).
    Para Renato Janine Ribeiro, essa tese hobbesiana teria chocado a comunidade filosófica europeia porque
  • “Concedo de bom grado que o governo civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estado de natureza, os quais certamente devem ser grandes onde os homens podem ser juízes em causa própria, já que é fácil imaginar que quem foi tão injusto a ponto de causar dano a um irmão, raramente será tão justo a ponto de condenar a si mesmo por isso” (Locke, J. Two Treatises of Government. London: Every Man’s Library, 1966. Tradução de Cid Knipell Moreira, apud Wefort, F. C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.)
    John Locke propõe uma teoria na qual
  • “A soberania não pode ser representada pela mesma razão por que não pode ser alienada; consiste essencialmente na vontade geral, e a vontade de forma alguma se representa: ou é ela mesma, ou é outra, não há meio-termo. Desta forma, os deputados do povo não são, e nem podem ser, seus representantes: não passam de seus comissários, nada podendo concluir definitivamente. E nula toda lei que o povo diretamente não ratificar e, em absoluto, não é lei” (Rousseau, J.-J., Do contrato social, apud WEFFORT, Francisco C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1).
    O excerto refere-se a uma tese central do pensamento político de Rousseau. Tal tese consiste em defender a
  • “Nas obras de juventude de Marx, é tão evidente a crítica do idealismo hegeliano quanto a sombra das frustrações com a Revolução Francesa. As mesmas frustrações, aliás, que impulsionaram o pensamento socialista em vários países, a começar pela própria França. A crítica do idealismo filosófico traz de modo implícito – às vezes é bem mais do que isso – a crítica das revoluções burguesas e a necessidade de uma nova revolução” (Weffort, 2006).
    Diante do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” da Revolução Francesa, um exemplo que ilustra as frustrações de Marx mencionadas no texto é

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