Simulados Filosofia A Política

Prova de Filosofia – A Política (SEDUC SP/VUNESP 2019)

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1Q1070220 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

A análise que Andrew Feenberg desenvolve sobre a tecnologia é uma das abordagens discutidas no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, de Alberto Cupani. Apesar da crítica à reificação social que a tecnologia tem promovido, Cupani destaca uma postura de esperança de Feenberg: “Essa esperança do autor fundamenta-se no fato de que a hegemonia do ‘código técnico’ do capitalismo não pode impedir que haja iniciativas contrárias”.
A esperança de Feenberg está pautada no que ele denomina “margens de manobra”, que consiste na
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2Q1070229 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

“No processo de legitimação do pacto social, o fundamental é a condição de igualdade das partes contratantes. As cláusulas do contrato, quando bem compreendidas, reduzem-se a uma só”, explica Milton Meira do Nascimento no texto “Rousseau: da servidão à liberdade”. E completa com um trecho do próprio Rousseau: “a alienação total de cada associado, com todos os seus direitos, à comunidade toda, porque, em primeiro lugar, cada um dando-se completamente, a condição é igual para todos e, sendo a condição igual para todos, ninguém se interessa por tornar onerosa para os demais”.
De acordo com Rousseau, a falta da “alienação total” implica
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3Q1070231 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Aristóteles aborda uma das relações entre ética e política, no livro Ética a Nicômaco, da seguinte forma: “A resposta à pergunta que estamos fazendo é também evidente pela definição da felicidade, por quando dissemos que ela é uma atividade virtuosa da alma, de certa espécie. (…) o objetivo da vida política é o melhor dos fins, e essa ciência dedica o melhor de seus esforços a fazer com que os cidadãos sejam bons e capazes de nobres ações”.
No excerto, o Estado, detentor da vida política, possui o papel de
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4Q1070232 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

No texto “John Locke e o individualismo liberal”, Leonel Itaussu Almeida Mello apresenta um conceito fundamental para a compreensão do contratualismo lockeano. Diz ele: “Em Locke, o contrato social é um pacto de consentimento em que os homens concordam livremente em formar a sociedade civil para preservar e consolidar ainda mais os direitos que possuíam originalmente no estado de natureza. No estado civil os direitos naturais inalienáveis do ser humano à vida, à liberdade e aos bens estão melhor protegidos sob o amparo da lei, do árbitro e da força comum de um corpo político unitário”.
À luz da teoria contratualista mencionada, a noção de “pacto de consentimento” é
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5Q1073766 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

No texto “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”, a autora Maria Tereza Sadek explica um aspecto da filosofia de Maquiavel ao afirmar que “A história é cíclica, repete-se indefinidamente, já que não há meios absolutos para ‘domesticar’ a natureza humana. (…) O poder político tem, pois, uma origem mundana. Nasce da própria ‘malignidade’ que é intrínseca à natureza humana e aparece como a única possibilidade de enfrentar o conflito, ainda que qualquer forma de ‘domesticação’ seja precária e transitória”.
A partir do excerto, em Maquiavel, é apresentada uma mudança histórica na concepção política,
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6Q1073771 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

Renato Janine Ribeiro, em seu texto “Hobbes: o medo e a esperança”, escreve: “Na tradição contratualista, às vezes se distingue o contrato de associação (pelo qual se forma a sociedade) do contrato de submissão (que institui um poder político, um governo, e é firmado entre ‘a sociedade’ e ‘o príncipe’). A novidade de Hobbes está em fundir os dois num só. Não existe primeiro a sociedade, e depois o poder (‘o Estado’)”.
A novidade hobbesiana, mencionada no excerto, sustenta sua legitimidade no pressuposto segundo o qual o
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7Q1073776 | Filosofia, A Política, QM 2019, SEDUC SP, VUNESP, 2025

José Augusto Guilhon Albuquerque, no texto “Montesquieu: sociedade e poder”, escreve: “Com o conceito de lei, Montesquieu traz a política para fora do campo da teologia e da crônica, e a insere num campo propriamente teórico. (…) As instituições políticas são regidas por leis que derivam das relações políticas. As leis que regem as instituições políticas, para Montesquieu, são relações entre as diversas classes em que se divide a população, as formas de organização econômica, as formas de distribuição do poder etc. Mas o objeto de Montesquieu não são as leis que regem as relações entre os homens em geral, mas as leis positivas”.
O segundo tipo de lei mencionada, segundo Montesquieu, tem como característica ser
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