Prova de Filosofia - A Política (SEDUC SP, VUNESP, QM 2023)

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  • Maria Tereza Sadek, na obra organizada por Francisco Weffort Os clássicos da política, explica que: “o maquiavelismo serve a todos os ódios, metamorfoseia-se de acordo com os acontecimentos, já que pode ser apropriado por todos os envolvidos em disputa. É uma forma de desqualificar o inimigo, apresentando-o sempre como a encarnação do mal. Personificando a imoralidade, o jogo sujo e sem escrúpulos, o “maquiavelismo”, ou melhor, o “antimaquiavelismo” tornou-se mais forte do que Maquiavel.”

    (Sadek, M.T.In: Welfort, 2006. Adaptado)

    Ressalta Maria Tereza Sadek que, efetivamente, o chamado “antimaquiavelismo” é concebido como
  • Em carta dirigida a F. Vettori, Maquiavel escreve: “Minha missão é falar sobre o Estado”. Este trecho da carta revela sua “predestinação” inarredável: falar sobre o Estado. De fato, sua preocupação em todas as suas obras é o Estado. Não o melhor Estado, aquele tantas vezes imaginado, mas que nunca existiu. Mas o Estado real, capaz de impor a ordem. Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos, como Tácito, Políbio e Tito Lívio. Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta.

    (Sadek, M. T. In: Weffort, 2006. Adaptado)

    Maria Tereza Sadek indica que, em suas obras, Maquiavel enfatiza
  • Na coletânea intitulada Os clássicos da política, Renato Janine Ribeiro aponta que a concepção de estado de natureza do ser humano é fundamental para compreender o pensamento de Thomas Hobbes: “Todo ser humano é opaco aos olhos de seu semelhante – eu não sei o que o outro deseja, e por isso tenho que fazer uma suposição de qual será a sua atitude mais prudente. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei”.

    (In: Weffort, 2006. Adaptado)

    Devido à opacidade intrínseca do ser humano, Hobbes defende que
  • No capítulo intitulado John Locke e o individualismo liberal, Leonel Itaussu Almeida Mello afirma:

    “Para John Locke o estado de natureza era um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado pacífico, os seres humanos já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade na acepção tradicional, em sentido estrito, significava especificamente a posse de bens móveis ou imóveis.”

    (In: Weffort, 2006. Adaptado)

    John Locke também propôs uma acepção geral da noção de “propriedade” referindo-se
  • Em coletânea organizada por Francisco Weffort, intitulada Os clássicos da política, J. A. Guilhon Albuquerque esclarece que, para Montesquieu: “Tal como é possível estabelecer as leis que regem os corpos físicos a partir das relações entre massa e movimento, também as leis que regem os costumes e as instituições são relações que derivam da natureza das coisas. Mas aqui se trata de massa e movimento de outra ordem, a massa e o movimento próprios da política, que poderiam corresponder, se precisássemos levar adiante a metáfora, a quem exerce o poder e como ele é exercido.

    (In: Weffort. 2006. Adaptado)

    Ao estabelecer esse paralelo entre leis naturais e leis políticas, Montesquieu está dialogando com
  • Analisando a obra filosófica de John Stuart Mill, Elizabeth Balbachevsky esclarece: “Com Mill, o liberalismo despe- -se de seu ranço conservador, defensor do voto censitário e da cidadania restrita, para incorporar em sua agenda todo um elenco de reformas que vão desde o voto universal até a emancipação da mulher. Na obra de Mill podemos acompanhar um esforço articulado e coerente para enquadrar e responder as demandas do movimento operário inglês”.

    (In: Weffort, 2006. Adaptado)

    Dessa forma, como indicado no excerto, a obra de Stuart Mill expressa

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