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Teste de Teorias e Práticas no Ensino Religioso – Pedagogia

Simulado com questões de prova: Teste de Teorias e Práticas no Ensino Religioso – Pedagogia. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!

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1Q945114 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Para que seja possível desenvolver um novo paradigma em teologia faz-se necessário abordar a história do divórcio entre teologia e espiritualidade, tendo em vista a necessidade de integração entre essas realidades. A dinâmica da teologia é cada vez mais interpelada a ter a espiritualidade como lugar privilegiado (metodológico), a lhe dar plausibilidade histórica e, assim, tornar a teologia instrumento adequado para a ação pastoral e a evangelização. Nestes termos é necessário que a espiritualidade transpasse todo o processo da construção teológica, como consequência de uma profunda relação entre teologia e espiritualidade.
COSTA, R. C. C. Teologia e espiritualidade hoje: do divórcio ao romance. Estudos de Religião, v. 24, n. 39, jul./dez. 2010 (adaptado).

Considerando a abordagem realizada no texto, sobre a espiritualidade e sua relação com a teologia, assinale a opção correta.
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2Q945115 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

A diversidade religiosa presente não só no Brasil, mas também em todos os continentes, implica um desafio cada vez maior ao ecumenismo. Isso porque nem sempre a diversidade é vista como riqueza, mas como competição, proselitismo e ameaça para as igrejas tradicionais. O grande desafio está em favorecer um espírito de abertura para compreender essa realidade diversificada, rompendo com qualquer resquício de intolerância, o que não significa abdicar de nossa identidade religiosa singular, condição fundamental para qualquer processo dialogal, nem renunciar à consciência crítica para avaliar os limites presentes nas experimentações em curso. É contra essa tendência, veiculada nos diversos fundamentalismos, que se impõe, hoje, o imperativo de pensar no diálogo inter-religioso como condição de possibilidade para um mundo mais pacífico e mais solidário.
STÜRMER, R. Diálogo inter-religioso. Revista de Teologia & Cultura, vol. IV, n. 15, p. 53, 2008 (adaptado).

A partir das concepções de diálogo inter-religioso e diversidade religiosa, apresentadas no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. A diversidade religiosa na sociedade brasileira tem se mostrado como um fator de agregação social que contribuiu com a convivência de diferentes credos, além de garantir a inexistência de conflitos étnico religiosos.
II. A diversidade religiosa implica em atitude de respeito pelo outro, em reconhecer que a pluralidade não é uma ameaça e que cada pessoa humana tem direito a expressar a sua espiritualidade e o seu pertencimento religioso.
III. O diálogo inter-religioso abarca um vasto campo, que inclui a explanação teológica da doutrina, a comunicação das respectivas experiências espirituais, bem como o empenho comum em favor dos grandes projetos da humanidade.
IV. O diálogo inter-religioso implica a superação de atitudes intolerantes para com os diversos grupos, evitando postura crítica diante das experiências do próprio grupo religioso.

É correto apenas o que se afirma em
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3Q945116 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Uma fonte de inspiração para os que se aventuraram pelo ramo da administração no século XX foi o austríaco Peter Drucker. Nascido em 1909, ele foi um aclamado professor, escritor e consultor administrativo. É reconhecido como um dos maiores pensadores sobre os impactos da globalização na economia e nas organizações. Entre suas frases mais famosas estão: “o problema em nossas vidas não é a ausência de saber o que fazer, mas a ausência de fazê-lo” e “administração é fazer as coisas direito, liderança é fazer as coisas certas.”
Disponível em: https://www.napratica.org.br/peter-drucker-paida-administracao-moderna/. Acesso em: 22 jul. 2022 (adaptado).

A partir da reflexão proposta por Drucke sobre liderança, avalie as afirmações a seguir.
I. O líder religioso precisa ser uma referência verdadeira para sua comunidade. II. A liderança gera um nível de influência que transforma e impacta um grupo. III. O líder religioso tem a capacidade inata de fazer com que as pessoas o sigam. IV. A boa administração é suficiente para formar um grupo coeso e unido pelos mesmos ideais.
É correto apenas o que se afirma em
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4Q945117 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

O dever dos ministros pastorais é representar a Igreja de modo amoroso e fiel por meio dos vários ministérios. Como ministros da missão pastoral das igrejas, não agimos mais simplesmente como indivíduos, mas como representantes da Igreja. Não importa quão carismáticos ou proféticos sejamos, devemos representar mais que o nosso ver pessoal. Como representantes públicos das igrejas, devemos observar como nossas ações afetam todo o bem-estar da comunidade.
GULA, R. M. Ética no ministério pastoral. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 72 (adaptado).
A partir da concepção apresentada no texto sobre o dever dos ministros pastorais, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O chamado divino de um ministro sagrado precede à sua missão e, por isso, o seu ministério também é mais importante que os demais ministérios da comunidade.
PORQUE
II. O ministério pastoral pode ser visto como vocação e profissão, pois implica reorganização das responsabilidades morais de um ministro pastoral, advindas de convenções sociais relativas a qualquer profissão e também como um chamado de Deus.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
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5Q945118 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Ocorre saudar favoravelmente a atenção crescente à qualidade de vida e à ecologia, que se registra sobretudo nas sociedades mais avançadas, nas quais os anseios das pessoas já não estão concentrados tanto nos problemas da sobrevivência, mas, sobretudo, na procura de um melhoramento global das condições de vida. Particularmente significativo é o despertar da reflexão ética acerca da vida: a aparição e o desenvolvimento cada vez maior da bioética favoreceu a reflexão e o diálogo — entre crentes e não crentes, como também entre crentes de diversas religiões — sobre problemas éticos, mesmo fundamentais, que dizem respeito à vida do homem.
JOÃO PAULO II. Encíclica Evangelium Vitae. Disponível em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/. Acesso em: 19 ago. 2022 (adaptado).

Na perspectiva abordada no texto, o diálogo interdisciplinar de temas referentes à vida humana demonstra que
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6Q945119 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Com a globalização, a noção de tempo-espaço ganhou novo significado na sociedade contemporânea. A intimidade pode ser vivida, mesmo à distância, com a utilização dos recursos disponíveis provenientes do avanço tecnológico que foi trazido com fenômeno da tecnologização da mídia globalizada. Por isso mesmo é que a globalização tem atingido a estrutura dos nossos pressupostos básicos como um fenômeno daqui, produzindo alterações substantivas em nossa maneira de ser, pensar, compreender e explicar o mundo que nos circunda e as relações necessárias que nele se estabelecem. Certamente, a variável globalização e sistema de crença religiosa deve ser aqui analisada em termos de uma relação geracional. Nessa relação é possível compreender a natureza da mudança ocorrida na estrutura ontológica da fé. Essa estrutura é incorporada cada vez mais no cotidiano, alterando, positivamente, o turvo horizonte da vivência humana em que se configura o complexo mundo da competitividade.
PIRES, A. C. Globalização, desconfessionalização e espiritualidade evangélica no Brasil: uma análise socioteológica. Estudos de Religião, v. 24, n. 38, 25-36, jan./jun. 2010 (adaptado).
A partir das considerações do texto, no que diz respeito à espiritualidade, a globalização
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7Q945120 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Todos os dias, bilhões de pessoas vão a templos, igrejas, mesquitas e sinagogas dedicar preces ao seu Deus, fonte de todas as coisas. Não muito longe dos templos, em universidades e laboratórios, cientistas tentam explicar as várias facetas do mundo natural a partir de uma noção supreendentemente semelhante: que a aparente complexidade da Natureza é, na verdade, manifestação de uma unidade profunda em tudo o que existe.
GLEISER, M. Criação Imperfeita. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. (adaptado).

Nesse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A relação entre religião e ciência se estabelece devido à crença comum de que tudo está interligado; ambos os saberes são interdependentes entre si e buscam uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo.
PORQUE
II. Durante milênios, religiosos e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que há uma origem única que permite a unidade de todas as coisas.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
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8Q945121 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Determinante na escatologia profética é o fato de se dar uma ruptura radical que implica o fim de uma época e o início de outra qualitativamente diferente. A ideia de ruptura e descontinuidade deve ser tal que implique considerar a época futura como algo realmente novo, cujas características atingem o mais alto grau possível. Por fim, se a nova época é realmente nova, ela só pode vir da atuação de Deus: mesmo que fatores humanos, históricos, entrem em causa, é Deus o agente determinante. Nesse sentido, a escatologia profética ocorre nesta história.
LIMA, M. de L. C. Graça e escatologia: linhas mestras e inter-relações a partir do Antigo Testamento. In: FERNANDES, Leonardo Agostini et al. Exegese, Teologia e Pastoral: relações, tensões e desafios. Santo André: Academia Cristã; Rio de Janeiro: Editora PUC Rio, 2015,p. 252-253 (adaptado).
De acordo com o texto, a história representa a atuação de Deus, conduzindo todos os acontecimentos em conformidade com seu desígnio. Nessa perspectiva, como se estabelece a relação entre escatologia e história?
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9Q945122 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que, desde o início, foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas.
Lucas 1:1-4, Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2000, p. 816.

O Evangelho Segundo São Lucas, de acordo a tradição, teria sido escrito por esse personagem do Novo Testamento, embora o livro seja anônimo. Assim como os demais Evangelhos, o livro relata parte da vida de Jesus de Nazaré, o Messias da religião cristã.
A partir da reflexão apresentada e da análise historiográfica das religiões e da teologia aplicadas às origens dos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), avalie as seguintes afirmações.
I. Para a história das fontes, os Evangelhos Sinóticos foram escritos sem nenhuma dependência entre si, cada escritor escreveu a partir de suas memórias e experiências.
II. Segundo a história das formas, os relatos sobre Jesus de Nazaré iniciaram-se por intermédio da tradição oral e, como é próprio dessa tradição, assumiram formas padronizadas de transmissão conforme os interesses do grupo — que, no caso dos Evangelhos, era o dos primeiros seguidores de Jesus.
III. A história da redação entende que os escritores dos Evangelhos Sinóticos exerceram com maior propriedade a função de teólogos, e não de historiadores, pois desenvolveram suas obras a partir das demandas teológicas e pastorais próprias das comunidades a que pertenciam.

É correto o que se afirma em
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10Q945123 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

A lei procura tornar os homens virtuosos, e o objeto dos preceitos da lei são os atos de virtude. Mas é condição da virtude que os virtuosos operem de modo deleitável e com firmeza. E isso faz principalmente o amor, pois pelo amor fazemos as coisas com deleite e firmeza. Logo, o amor do bem é a última intenção da lei. Além disso, os legisladores, pela determinação da lei promulgada, movem aqueles para os quais a lei foi estabelecida. Em todas as coisas que são movidas por um primeiro movente, tanto uma é mais perfeitamente movida, quanto mais participa da moção do primeiro movente, como também da sua semelhança. Deus, que é quem dá a lei divina, faz todas as coisas pelo seu amor. Por isso, o que para Deus tende desse modo, isto é, amando, move-se perfeitamente para Deus. Ora, todo agente procura a perfeição naquilo que opera. Porisso, este é o fim de toda a legislação: que o homem ame a Deus.
AQUINO, T. de. Suma contra os gentios. Vol. 2. Porto Alegre: EDIPUCRS (adaptado).

Com base no texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O objetivo do legislador deve ser promover a virtude.
PORQUE
II. A lei promulgada move a lei divina.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
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11Q945125 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

A análise da experiência transcendental só pode ser acompanhada por aqueles que se dispõem, positivamente, a uma provocação do Absoluto. Antes mesmo do conhecimento, enquanto capacidade específica dos seres humanos, cabe a tarefa de dar, à vida, uma orientação e um sentido.
ZILLES, U. Crer e compreender. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004, p. 23 (adaptado).

Nesse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Crer em Deus pode auxiliar e influir na compreensão da pergunta pelo sentido da vida e do mundo.
PORQUE
II. O ser humano, por sua natureza, procura a verdade, não apenas verdades parciais, físicas ou científicas, mas também uma verdade superior, que explique o sentido da vida.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
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12Q945126 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Realizamos um estudo de índole exploratória, com convertidos à Seicho-no-iê, religião japonesa do grupo das "novasreligiões". Nossossujeitos eram jovens e adultos, de ambos ossexos, brasileiros de origem não oriental. Dada a notável diferença de crenças e práticas da Seicho-no-iê, queríamos investigar a dinâmica pessoal e social presente no fato da conversão. Os resultados principais do estudo apontaram algumas características ligadas à personalidade que permitem descrever o adepto brasileiro, jovem ou adulto, do sexo masculino ou feminino, como alguém outrora mortificado e diminuído pela consciência de ser pecador e pela representação de Deus como distante e arbitrário.
Sentir-se pecador incluía não só profundo sentimento de culpa, mas também desestima pessoal. Nos jovens, a desestima se prolongava em desânimo, por não contarem com recursos psicológicos amadurecidos e por sentirem contrariada a tendência à realização pessoal e profissional. Nos adultos, revelava-se na crítica rememorativa ao negativismo católico perante a vida. A Seicho-no-iê, ao contrário da experiência relatada pelos adeptos com sua religião anterior, é uma religião otimista: traz uma mensagem que lisonjeia os desejos de autovalorização e segurança e que, por isso, pode ser acolhida como clara e explicativa, apesar de seus enunciados não serem cognitivamente evidentes.
PAIVA, G. J. de. Algumas relações entre psicologia e religião. Revista Psicologia USP, v. 1, n. 1, 1990 (adaptado).


Sobre a relação entre psicologia e religião, abordada no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. A psicologia da religião busca compreender o fenômeno religioso a partir dos aspectos subjetivos das experiências religiosas e das relações entre psique e religião.
II. O trânsito religioso, característico da modernidade, é facultado pela mobilidade inerente às sociedades plurais e, em grande medida, é propiciado também pela opção por religiões que satisfaçam determinadas necessidades.
III. A psicologia da religião permite apreender os processos subjetivos que marcam os sujeitos religiosos em suas dinâmicas de relação com o fenômeno religioso, que são passíveis de redução a um único fator.

É correto o que se afirma em
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13Q945127 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

TEXTO 1
Não podemos considerar como cientificamente estabelecida a teoria segundo a qual o homem negro seria inferior ao homem branco, ou proveniente de um tronco diferente. Acrescentemos que seria fácil demonstrar o absurdo de proposições tais como: "De acordo com as Sagradas Escrituras, a separação das raças brancas e negras se prolongará no céu como na terra, e os nativos acolhidos no Reino dos Céus serão encaminhados separadamente para certas casas do Pai". Ou ainda: “Somos o povo eleito, observe a tonalidade das nossas peles; outros são negros ou amarelos por causa dos seus pecados".
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Tradução Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008 (adaptado).

TEXTO 2
Os negros que chegaram ao Brasil e foram violentamente transportados do continente africano para o continente americano a fim de servir de mão de obra escrava foram colocados na base da pirâmide social. A justificação para a escravidão era, fundamentalmente, baseada na superioridade de uma raça sobre outra, na teoria segunda a qual uma raça existiria para dominar e outra para ser dominada. Seguindo essa lógica, tudo que se relacionasse com o negro era ruim e inferior e tudo que tivesse relação com o branco era melhor e superior. Trata-se do empobrecimento antropológico da raça negra, da qual é subtraída a dignidade humana.
MANZATTO, A. Teologia e literatura: reflexão teológica a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Loyola, 1994, p. 164 (adaptado).

TEXTO 3
De acordo com a Bíblia Hebraica, a humanidade, homens e mulheres, foi criada à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). Conforme o relato da tradição religiosa hebraica, todas as etnias da terra descendem de um casal, Adão e Eva (Gn 1.28), e Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17). Na Escritura Cristã, o Novo Testamento, é afirmado que Deus de um só sangue fez toda a geração dos homens (At 17.26) e que, para Deus, não existe diferença entre raças (judeu e grego), entre condições sociais (escravo e livre) nem entre homens e mulheres (Gl 3.28). Com base nos ensinamentos da Bíblia, os cristãos asseguram que Deus não aprova, e, sim, condena toda e qualquer forma de preconceito, racismo e discriminação.

A partir das abordagens realizadas nos textos, avalie as afirmações a seguir.
I. A visão judaico-cristã da criação do ser humano aponta para a igualdade étnica e racial de todas as pessoas.
II. A escravidão pode ser justificada em situações em que haja necessidade de mão de obra para o desenvolvimento econômico nacional.
III. O reconhecimento da depreciação histórica da “raça negra” deve estimular a criação de um ambiente social de acolhimento, diálogo e oportunidade de convivência.
IV. A promoção de reuniões etnocêntricas para discussão e defesa dos direitos raciais devem ocorrer em todo o território nacional, visando à luta pelo espaço social.

É correto apenas o que se afirma em
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14Q945129 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

TEXTO 1
A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar esse grande potencial, as pessoas que delas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nesses espaços não se partilhamapenasideias e informações,mas, emúltima instância, a pessoa comunica-se a si mesma.
BENTO XVI. Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização, 2013. (adaptado).

TEXTO 2
Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da internet parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Por outro lado, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face; a escuta do outro aproximando-nos, dele com abertura leal, confiante e honesta.
FRANCISCO. Escutar com o ouvido do coração. 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2022. (adaptado).
As mensagens do Papa Bento XVI e do Papa Francisco, proferidas em diferentes contextos de evolução das redes sociais, apontam para a
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15Q945130 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

A muitos terá ocorrido entrar domingo de manhã em uma igreja com o propósito de observar os afrescos que ornamentam as paredes, de estudar a arquitetura, de olhar bem de perto as estátuas e os baixos-relevos. Mas é domingo, está em curso uma missa, os fiéis nos seus bancos estão devotamente atentos a rezar ou a escutar a homilia. O turista cultural, se (como ocorre muitas vezes) não se deteve pelo cartaz “proibida a entrada aos turistas durante as funções religiosas”; movimenta-se com certo embaraço, tem a impressão de perturbar, de estar fora de lugar. O fiel, rezando, olha-o com sentimentos mistos, por um lado, deveria acolhê-lo com atitude caridosa, respeitando seus interesses e propósitos; por outro lado, entretanto, sente a estranheza que conflita com o que, pelo menos naquele momento, parece-lhe o sentido mais próprio do lugar.
Uma situação análoga, simetricamente invertida, poderia verificar-se se qualquer devoto da Virgem ou dos Santos entrasse em um dos tantos museus de arte, aonde se vai com o propósito de contemplar esteticamente as obras, e se ajoelhasse diante de qualquer imagem do altar. Essa situação é bem menos habitual, talvez nem mesmo aconteça; e também é algo sobre o que devemos refletir. Além do que, enquanto na igreja é proibida a entrada aos turistas somente na hora das funções sacras, nunca se viu um museu que reserve alguns de seus horários de abertura para os devotos que querem rezar diante dos quadros com temática sagrada.
VATTIMO, G. Para além da interpretação: O significado da hermenêutica para a filosofia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1999, p. 91 (adaptado).
Com base no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A esfera cultural estética e turística apresenta, na sociedade moderna, uma sobrevalorização assimétrica e conflituosa com a esfera cultural religiosa e litúrgica.
PORQUE
II. A secularização do religioso fez a experiência estética e a instituição que a representa terem maior relevância cultural do que a experiência religiosa.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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16Q945131 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

O maior dos acontecimentos recentes — que “Deus está morto”, que a crença no Deus cristão caiu em descrédito — já começa a lançar suas primeiras sombras sobre a Europa. Mas no principal pode-se dizer: o próprio acontecimento é grande demais, distante demais, demasiado à parte da capacidade de apreensão de muitos para que sequer sua notícia pudesse já chamar-se chegada:sem falar que muitosjá soubessem o que propriamente se deu com isso — e tudo quanto, depois de solapada esse crença, tem agora de cair, porque estava edificada sobre ela, apoiado a ela, arraigado nela; por exemplo, toda a nossa moral europeia. De fato, nós filósofos e “espíritos livres” sentimo-nos, à notícia de que “o velho Deus está morto”, como que iluminados pelos raios de uma nova aurora; nosso coração transborda de gratidão, assombro, pressentimento, expectativa — eis que enfim o horizonte nos aparece livre outra vez, posto mesmo que não esteja claro, enfim podemos lançar outra vez ao largo nossos navios, navegar a todo perigo, toda ousadia do conhecedor é outra vez permitida, o mar, nosso mar, está outra vez aberto, nunca dantes houve tanto mar aberto.
NIETZSCHE, F. W. A Gaia Ciência. In: Obras incompletas. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. 3ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 211-212 (adaptado).

A expressão “Deus está morto”, utilizada no texto, refere-se
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17Q945132 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

TEXTO 1
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Mateus 5:3-6, Bíblia Sagrada, versão Almeida Revista e Atualizada.

TEXTO 2
Vós sois o sal da terra; ora,se o sal vier a serinsípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte.
Mateus 5:13,14, Bíblia Sagrada, versão Almeida Revista e Atualizada.

Considerando a relação entre os dois textos, no que se refere à dimensão pública do fenômeno religioso, avalie as afirmações a seguir.
I. Os textos apresentam duas perspectivas, do cuidado para com os fracos e da responsabilidade ético-social a partir da compreensão do sagrado.
II. Os textos possuem uma percepção escatológica, que apontam para uma realidade futura sem implicações sociais no presente.
III. Os textos pertencem a perícopes diferentes, de contextos distintos, onde a interpretação pública da fé é uma dimensão do texto 1.
IV. As ações de cuidado para com as pessoas em situação de fragilidade social são consideradas como uma dimensão da fé.

É correto apenas o que se afirma em
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18Q945133 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Os termos Novas Expressões e Movimentos Religiosos (NMR) começaram a ser utilizados nos anos 1970, a fim de evitar as conotações teológicas e normativas dos termos “seita” e “culto”. A designação cobre uma ampla gama de movimentos religiosos cuja maioria surgiu nos anos 1950 e 1960. Entre estes, encontra-se um certo número de movimentos cuja visibilidade é relativamente forte, como a Igreja da Cientologia e outras. Foi apenas quando os pesquisadores começaram a analisar de modo mais preciso as dimensões pragmática e descritiva da noção de NMR que surgiram dúvidas quanto ao caráter efetivamente “novo” dos fenômenos observados.
Embora a maior parte das religiões se interesse sobretudo pelas verdades eternas e atemporais, fato é que elas não são estáticas. A mudança é inerente a todas as religiões. A importância que grande número delas atribui à tradição e à continuidade de seus valores, crenças e mitos fundamentais não exclui reinterpretações e elaborações internas ou adaptações às condições externas em mudança. Nesse sentido, as religiões estão sempre em movimento.
O termo “movimento religioso” faz referência a dois aspectos diferentes da mudança no interior das religiões. De um lado, ele designa correntes particulares de ideias, sentimentos e práticas que, num dado momento, atravessam as confissões. Por outro lado, os movimentos religiosos podem dar origem a organizações particulares que tentam introduzir mudanças no interior das religiões estabelecidas, ou criar novas religiões.
BECKFORD, J. A. Novos movimentos religiosos. PLURAL: Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP, São Paulo, v. 26, ano 2, ago./dez., 2019, pp. 326-339 (adaptado).

De acordo com o texto, as novas tendências de Expressões e Movimentos Religiosos
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19Q945134 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

Durante os períodos iniciais da pandemia de Covid-19, percebeu-se atitudes negacionistas diante da gravidade e mesmo da inexistência da doença. Muitas dessas atitudes usaram um discurso religioso para justificar a inexistência da doença ou mesmo que bastaria a fé para a cura e para impedir a disseminação do vírus. Numa situação semelhante, no Século XVI, durante a “Peste Negra”, Martinho Lutero deixou por escrito um conselho pastoral, nos seguintes termos:
“Pedirei a Deus para, misericordiosamente, proteger-nos. Então farei vapor, ajudarei a purificar o ar, a administrar remédios e a tomá-los. Evitarei lugares e pessoas onde minha presença não é necessária para não ficar contaminado e, assim, porventura infligirepoluiroutrose,portanto, causar a morte como resultado da minha negligência. Se Deus quiser me levar, ele certamente me levará e eu terei feito o que ele esperava de mim e, portanto, não sou responsável pela minha própria morte ou pela morte de outros. Se meu próximo precisar de mim, não evitarei o lugar ou a pessoa, mas irei livremente conforme declarado acima. Veja que essa é uma fé que teme a Deus, porque não é ousada nem insensata e não tenta a Deus".
LUTHER, M. O Conselho pastoral de Lutero durante a peste negra. In: Luther´s Works, vol. 43, pp. 365 - 366.

A partir da temática presente no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. A ação pastoral em situações de crise tem como fundamento o princípio do cuidado. II. O aconselhamento pastoral possui uma dimensão ampla, incluindo aspectos sociais. III. O cuidado espiritual dispensa o cumprimento dos protocolos sanitários. IV. A fé lúcida receia a Deus e não o desafia.
É correto apenas o que se afirma em
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20Q945135 | Pedagogia, Teorias e Práticas para o Ensino Religioso, Teologia, MEC, INEP, 2022

O tema do pluralismo religioso, com suas várias facetas nas sociedades modernas, altera significativamente as configurações religiosas. Três conceitos oriundos dos estudos migratórios são muito úteis para examinar o fenômeno do pluralismo religioso: fronteira (não mais geográfica mas formas da pessoa inserir-se no mundo e nas suas relações com os outros), identidade religiosa (multiplicidade de identidades: não só religiosas,mastambémsimbólicas, profissionais, étnicas) e errância (pessoas que vivem na fronteira em busca de um território para se fixar. Têm consciência de que estão em saída, mesmo sem saber para onde ir e onde estabelecer-se).
COUTINHO, S. R.; SANCHES, J. W. L. O pluralismo religioso e as religiões em movimento. Revista de Cultura Teológica, 2021.

Considerando a abordagem realizada no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. Os estudos migratórios demonstram que a globalização vem alterando profundamente as fronteiras, diminuindo as barreiras quanto à entrada de imigrantes na maioria dos países, estes ao saírem de seus locais de origem encontram abrigo e proteção, reafirmando suas identidades através do pluralismo religioso.
II. Os estudos migratórios tem constatado que as identidades religiosas sinalizam para as concepções absolutas e heterogêneas da sociedade contemporânea e oferecem a solução de problemas de ordem de intolerância, preconceito e discriminação religiosa.
III. O tema de estudo da fronteira perpassa a movimentação das pessoas que se deslocam pelos espaços e, procuram ultrapassar os limites fronteiriços demorando a fixar residência, aspecto que demostra a errância.
IV. O estudo sobre as fronteiras entre as religiões e, por conseguinte, sobre identidade religiosa e errância religiosa, traz contribuições importantes e fundamentais para o conhecimento do fenômeno do pluralismo religioso e as relações entre as religiões nos dias atuais.

É correto apenas o que se afirma em
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