Questões de Português: Interpretação de Textos – Controle Interno (MG)

Simulado com questões de prova: Questões de Português: Interpretação de Textos – Controle Interno (MG). Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
1
Resoluções
33%
Média
Difícil
Dificuldade
publicidade
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, comentário incorreto acerca da opinião apresentada pela autora.
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.
    Releia este trecho.
    “Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que havia agendado uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio no ambiente escolar.”
    Assinale a alternativa que apresenta explicação correta sobre esse trecho.
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]

    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.

    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.

    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.

    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.

    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.

    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.

    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/10/opinion/1570715827_082487.html>. Acesso em: 14 out. 2019.
    O objetivo principal desse texto é
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Assinale a alternativa em que a autora defende a liberdade e a igualdade de escolha para as meninas.
  • 📖 Texto associado
    Produção científica no Brasil: um salto no número de publicações
    Além da participação de produtos inovadores e de alta
    tecnologia na matriz de exportações, outros dados, como
    a produção científica e o número de mestres, doutores e
    instituições de ensino, permitem avaliar a situação de um
    país em relação ao potencial de inovação.As publicações
    científicas e o número de estudantes, mestres e doutores
    são meios de avaliar o sistema acadêmico. Em franca
    evolução, a situação do Brasil nesses quesitos permite
    imaginar que existe uma base no país para, caso haja
    parceria com a indústria, deslanchar um período de
    inovação tecnológica.

    Em 2008, 30.415 artigos e outros tipos de publicações
    científicas foram divulgados por brasileiros trabalhando
    no Brasil em revistas de circulação internacional
    cadastradas pelo Institute for Scientific Information (ISI).
    Foi um salto importante em relação aos cerca de 20 mil
    publicados em 2007.

    Segundo o professor Carlos Cruz, da Fundação de
    Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),
    esse salto, no entanto, deveu-se em grande parte ao
    cadastramento pelo ISI de novas publicações, editadas
    no Brasil, e não a um efetivo aumento da produção
    científica. Para analisar o desenvolvimento da publicação
    científica no Brasil ao longo dos anos, sem distorcer
    os dados, seria necessário, segundo Cruz, considerar
    apenas uma determinada coleção de revistas pelo
    período de tempo a ser analisado. Carlos Cruz afirma
    que, vista dessa maneira, a produção científica nacional
    vem crescendo sistematicamente desde 1994, exceto no
    período entre 2006 e 2009.

    Outra observação feita pelo pesquisador da Fapesp é
    que a razão de crescimento do número de publicações
    vem caindo nos últimos anos. Enquanto o aumento na
    produção de trabalhos científicos entre 1994 e 1998
    foi de 18% ao ano, entre 1998 e 2002 foi de 9,3%. Já
    no período entre 2003 e 2009, a produção científica no
    Brasil aumentou à razão de apenas 6% ao ano.

    Outro dado revelador, segundo a análise de Carlos
    Cruz, é que 64% das publicações de cientistas
    brasileiros radicados no Brasil em periódicos científicos
    internacionais vêm de apenas oito universidades, quatro
    delas de São Paulo. A Universidade de São Paulo
    respondeu sozinha por 26% dessas publicações em
    2008.

    Se as estatísticas brasileiras cresceram, Espanha, Índia
    e Coreia do Sul mostram que seria possível um resultado
    ainda mais expressivo. Esses países produziram saltos
    espetaculares no mesmo período, consideradas as
    mesmas publicações. A produção científica da Coreia do
    Sul chama a atenção: até 1997, os acadêmicos daquele
    país publicavam menos do que os colegas do Brasil. No
    entanto, desde então, passaram à frente nos números e,
    a cada ano, aumentam a diferença.

    Segundo Carlos Cruz, o aumento, em números absolutos, de publicações científicas brasileiras no período de 2007 e 2008 não é um aumento real porque são
  • 📖 Texto associado
    Vacina contra o vírus zika será testada em Minas Gerais
    Pesquisadores do Hospital das Clínicas da
    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da
    Universidade George Washington (EUA) e da Fiocruz
    Minas estão participando de um grande estudo clínico de
    fase 2/2b de uma vacina experimental contra a infecção
    pelo vírus zika, em Belo Horizonte. Feita com parte do
    material genético do vírus, a vacina poderá produzir
    anticorpos capazes de promover uma resposta contra a
    infecção num indivíduo que é imunizado.

    Chamada de “vacina de DNA contra zika”, a substância
    experimental já foi testada em seres humanos nos EUA,
    e o estudo clínico foi aprovado pelos comitês de ética
    e agências regulatórias nacionais e internacionais.
    Agora, será avaliada numa população expandida com a
    finalidade de estudar novos dados sobre a sua eficácia
    e segurança. Para essa nova fase, serão recrutados
    voluntários sadios, entre 15 e 35 anos, que morem em
    Belo Horizonte ou Região Metropolitana e que tenham
    disponibilidade para participar do estudo pelos próximos
    dois anos.

    Os voluntários serão selecionados após a realização
    de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que
    serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital
    das Clínicas. Já a Fiocruz Minas ficará responsável
    pelo processamento do sangue e urina de todos os
    participantes da pesquisa, que serão testados para
    avaliar a eficácia, a resposta imune, e os efeitos da
    vacina no organismo.

    Assinale a alternativa que apresenta reescrita correta de concordância verbal e colocação pronominal do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
    “Os voluntários serão selecionados após a realização de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital das Clínicas.”
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Leia este trecho, analisando o uso do diminutivo em “garotinhas”.
    “Uma busca pelo termo no Google Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas, quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com a câmera.”
    O uso do diminutivo produz efeito de sentido de
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Assinale a alternativa que apresenta a palavra que não substitui corretamente os dois pontos utilizados no período a seguir.
    Meia hora de Skype para pensar com ela o teor da reunião: foi tudo que ofereci.
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Assinale a alternativa que apresenta palavra entre parênteses que não substitui corretamente a palavra em destaque.
  • 📖 Texto associado
    “No dia 6 de julho de 2019, São Paulo testemunhou
    mais uma vítima da debilidade das novas relações de
    trabalho. Um motorista de aplicativo faleceu aos 33 anos,
    após acidente vascular cerebral, durante uma entrega,
    sem qualquer tipo de assistência, seja da empresa de
    aplicativo ou dos serviços públicos.
    O motorista passou mal no local da entrega, a cliente
    chegou a entrar em contato com a central da empresa,
    que se limitou a solicitar que ela desse baixa no pedido,
    para que eles conseguissem cancelar as próximas
    entregas do motorista, evitando prejuízo aos clientes do
    aplicativo, afirmando nada poder fazer em relação ao
    estado de saúde do “motorista parceiro”.
    Considerando esse contexto, avalie as seguintes afirmativas e a relação proposta entre elas.
    I. Os trabalhadores de aplicativo geralmente assumem a responsabilidade por danos causados a terceiros e a eles mesmos
    PORQUE
    II. uma das principais características dos modelos de economia colaborativa é a ausência de vínculo empregatício entre as empresas e seus colaboradores.
    A respeito dessas afirmativas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa correta.
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    A autora lança mão de um recurso recorrente nesse texto, que é apresentar o tema após discorrer sobre ele.
    Assinale a alternativa em que esse recurso não foi utilizado.
  • 📖 Texto associado
    Para o futuro chegar mais rápido
    É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma
    cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos
    rankings globais de participação feminina na política.
    Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado
    nas últimas eleições. [...]
    Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se
    celebrar.
    Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários
    108 anos para que o mundo alcance a igualdade de
    gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender
    Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É
    uma projeção que precisa ser lida como um compêndio
    gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por
    ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso
    à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos
    ainda em formação, de noivas que deveriam estar
    brincando – de boneca ou de carrinho.
    Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas
    há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra
    cujo novo significado ainda não foi compreendido pela
    geração que hoje está no poder: meninas.
    Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro
    é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em
    transição, menina. Uma busca pelo termo no Google
    Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas,
    quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com
    a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.
    Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento
    global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta
    meninas para que sejam líderes na mudança em direção
    a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos
    para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você
    está entre aqueles para quem o termo menina denota
    condescendência, permita-me contar o que elas andam
    aprontando.
    Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato
    dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela,
    que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense,
    queria fazer um evento para algumas dezenas de
    meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela
    o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da
    Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam
    os adultos que ainda não entenderam do que elas são
    capazes – quando um par de meninas sentou à sua
    frente para negociar os detalhes de uma tarde que
    envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão
    da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das
    maiores jornalistas esportivas do país.
    Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do
    país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça
    que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que
    todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco
    continentes em Washington. Contando com uma rede
    enorme – elas aprendem cedo o poder das redes –
    Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que
    viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78
    estudantes selecionados para participar do Parlamento
    Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência
    da Câmara.
    Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que
    havia agendado uma audiência pública na Câmara
    Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio
    no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade
    tem particular interesse por advocacy, e essas meninas
    cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina,
    que encampou o plano do Clube.
    A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos
    procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela
    preencheu com absoluta facilidade os requisitos que
    me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up,
    a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000
    habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo
    Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas
    públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina
    estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina
    espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o
    estudo do inglês.
    A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é
    abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma
    delas vive em um dos metros quadrados mais caros do
    país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco
    anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google:
    elas não estão sozinhas.
    Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão
    em um grupo de WhatsApp onde trocam informações
    sobre processos seletivos de universidades no exterior,
    um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas,
    muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos
    às meninas uma vida livre de violências e asseguramos
    seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos
    esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso
    benéfico para todos nós.
    É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos
    que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a
    ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito,
    ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta
    Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes
    de uma onda poderosa, inteligente, conectada e
    crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar
    os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.
    Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2019.

    Assinale a alternativa em que não foi utilizada expressão metafórica.
  • 📖 Texto associado
    Produção científica no Brasil: um salto no número de publicações
    Além da participação de produtos inovadores e de alta
    tecnologia na matriz de exportações, outros dados, como
    a produção científica e o número de mestres, doutores e
    instituições de ensino, permitem avaliar a situação de um
    país em relação ao potencial de inovação.As publicações
    científicas e o número de estudantes, mestres e doutores
    são meios de avaliar o sistema acadêmico. Em franca
    evolução, a situação do Brasil nesses quesitos permite
    imaginar que existe uma base no país para, caso haja
    parceria com a indústria, deslanchar um período de
    inovação tecnológica.
    Em 2008, 30.415 artigos e outros tipos de publicações
    científicas foram divulgados por brasileiros trabalhando
    no Brasil em revistas de circulação internacional
    cadastradas pelo Institute for Scientific Information (ISI).
    Foi um salto importante em relação aos cerca de 20 mil
    publicados em 2007.
    Segundo o professor Carlos Cruz, da Fundação de
    Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),
    esse salto, no entanto, deveu-se em grande parte ao
    cadastramento pelo ISI de novas publicações, editadas
    no Brasil, e não a um efetivo aumento da produção
    científica. Para analisar o desenvolvimento da publicação
    científica no Brasil ao longo dos anos, sem distorcer
    os dados, seria necessário, segundo Cruz, considerar
    apenas uma determinada coleção de revistas pelo
    período de tempo a ser analisado. Carlos Cruz afirma
    que, vista dessa maneira, a produção científica nacional
    vem crescendo sistematicamente desde 1994, exceto no
    período entre 2006 e 2009.
    Outra observação feita pelo pesquisador da Fapesp é
    que a razão de crescimento do número de publicações
    vem caindo nos últimos anos. Enquanto o aumento na
    produção de trabalhos científicos entre 1994 e 1998
    foi de 18% ao ano, entre 1998 e 2002 foi de 9,3%. Já
    no período entre 2003 e 2009, a produção científica no
    Brasil aumentou à razão de apenas 6% ao ano.
    Outro dado revelador, segundo a análise de Carlos
    Cruz, é que 64% das publicações de cientistas
    brasileiros radicados no Brasil em periódicos científicos
    internacionais vêm de apenas oito universidades, quatro
    delas de São Paulo. A Universidade de São Paulo
    respondeu sozinha por 26% dessas publicações em
    2008.
    Se as estatísticas brasileiras cresceram, Espanha, Índia
    e Coreia do Sul mostram que seria possível um resultado
    ainda mais expressivo. Esses países produziram saltos
    espetaculares no mesmo período, consideradas as
    mesmas publicações. A produção científica da Coreia do
    Sul chama a atenção: até 1997, os acadêmicos daquele
    país publicavam menos do que os colegas do Brasil. No
    entanto, desde então, passaram à frente nos números e,
    a cada ano, aumentam a diferença.
    Assinale a alternativa que não apresenta uma condição estabelecida pelo texto para que algo aconteça.
  • 📖 Texto associado
    Produção científica no Brasil: um salto no número de publicações
    Além da participação de produtos inovadores e de alta
    tecnologia na matriz de exportações, outros dados, como
    a produção científica e o número de mestres, doutores e
    instituições de ensino, permitem avaliar a situação de um
    país em relação ao potencial de inovação.As publicações
    científicas e o número de estudantes, mestres e doutores
    são meios de avaliar o sistema acadêmico. Em franca
    evolução, a situação do Brasil nesses quesitos permite
    imaginar que existe uma base no país para, caso haja
    parceria com a indústria, deslanchar um período de
    inovação tecnológica.
    Em 2008, 30.415 artigos e outros tipos de publicações
    científicas foram divulgados por brasileiros trabalhando
    no Brasil em revistas de circulação internacional
    cadastradas pelo Institute for Scientific Information (ISI).
    Foi um salto importante em relação aos cerca de 20 mil
    publicados em 2007.
    Segundo o professor Carlos Cruz, da Fundação de
    Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),
    esse salto, no entanto, deveu-se em grande parte ao
    cadastramento pelo ISI de novas publicações, editadas
    no Brasil, e não a um efetivo aumento da produção
    científica. Para analisar o desenvolvimento da publicação
    científica no Brasil ao longo dos anos, sem distorcer
    os dados, seria necessário, segundo Cruz, considerar
    apenas uma determinada coleção de revistas pelo
    período de tempo a ser analisado. Carlos Cruz afirma
    que, vista dessa maneira, a produção científica nacional
    vem crescendo sistematicamente desde 1994, exceto no
    período entre 2006 e 2009.
    Outra observação feita pelo pesquisador da Fapesp é
    que a razão de crescimento do número de publicações
    vem caindo nos últimos anos. Enquanto o aumento na
    produção de trabalhos científicos entre 1994 e 1998
    foi de 18% ao ano, entre 1998 e 2002 foi de 9,3%. Já
    no período entre 2003 e 2009, a produção científica no
    Brasil aumentou à razão de apenas 6% ao ano.
    Outro dado revelador, segundo a análise de Carlos
    Cruz, é que 64% das publicações de cientistas
    brasileiros radicados no Brasil em periódicos científicos
    internacionais vêm de apenas oito universidades, quatro
    delas de São Paulo. A Universidade de São Paulo
    respondeu sozinha por 26% dessas publicações em
    2008.
    Se as estatísticas brasileiras cresceram, Espanha, Índia
    e Coreia do Sul mostram que seria possível um resultado
    ainda mais expressivo. Esses países produziram saltos
    espetaculares no mesmo período, consideradas as
    mesmas publicações. A produção científica da Coreia do
    Sul chama a atenção: até 1997, os acadêmicos daquele
    país publicavam menos do que os colegas do Brasil. No
    entanto, desde então, passaram à frente nos números e,
    a cada ano, aumentam a diferença.
    De acordo com o texto, é correto afirmar:
  • 📖 Texto associado
    Vacina contra o vírus zika será testada em Minas Gerais
    Pesquisadores do Hospital das Clínicas da
    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da
    Universidade George Washington (EUA) e da Fiocruz
    Minas estão participando de um grande estudo clínico de
    fase 2/2b de uma vacina experimental contra a infecção
    pelo vírus zika, em Belo Horizonte. Feita com parte do
    material genético do vírus, a vacina poderá produzir
    anticorpos capazes de promover uma resposta contra a
    infecção num indivíduo que é imunizado.
    Chamada de “vacina de DNA contra zika”, a substância
    experimental já foi testada em seres humanos nos EUA,
    e o estudo clínico foi aprovado pelos comitês de ética
    e agências regulatórias nacionais e internacionais.
    Agora, será avaliada numa população expandida com a
    finalidade de estudar novos dados sobre a sua eficácia
    e segurança. Para essa nova fase, serão recrutados
    voluntários sadios, entre 15 e 35 anos, que morem em
    Belo Horizonte ou Região Metropolitana e que tenham
    disponibilidade para participar do estudo pelos próximos
    dois anos.
    Os voluntários serão selecionados após a realização
    de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que
    serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital
    das Clínicas. Já a Fiocruz Minas ficará responsável
    pelo processamento do sangue e urina de todos os
    participantes da pesquisa, que serão testados para
    avaliar a eficácia, a resposta imune, e os efeitos da
    vacina no organismo.
    Acerca do tipo textual predominante nos textos, assinale a alternativa incorreta.
  • 📖 Texto associado
    Vacina contra o vírus zika será testada em Minas Gerais
    Pesquisadores do Hospital das Clínicas da
    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da
    Universidade George Washington (EUA) e da Fiocruz
    Minas estão participando de um grande estudo clínico de
    fase 2/2b de uma vacina experimental contra a infecção
    pelo vírus zika, em Belo Horizonte. Feita com parte do
    material genético do vírus, a vacina poderá produzir
    anticorpos capazes de promover uma resposta contra a
    infecção num indivíduo que é imunizado.
    Chamada de “vacina de DNA contra zika”, a substância
    experimental já foi testada em seres humanos nos EUA,
    e o estudo clínico foi aprovado pelos comitês de ética
    e agências regulatórias nacionais e internacionais.
    Agora, será avaliada numa população expandida com a
    finalidade de estudar novos dados sobre a sua eficácia
    e segurança. Para essa nova fase, serão recrutados
    voluntários sadios, entre 15 e 35 anos, que morem em
    Belo Horizonte ou Região Metropolitana e que tenham
    disponibilidade para participar do estudo pelos próximos
    dois anos.
    Os voluntários serão selecionados após a realização
    de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que
    serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital
    das Clínicas. Já a Fiocruz Minas ficará responsável
    pelo processamento do sangue e urina de todos os
    participantes da pesquisa, que serão testados para
    avaliar a eficácia, a resposta imune, e os efeitos da
    vacina no organismo.
    Assinale a alternativa que apresenta palavra utilizada no texto com regra de acentuação gráfica diferente das demais.
  • 📖 Texto associado
    Produção científica no Brasil: um salto no número de publicações
    Além da participação de produtos inovadores e de alta
    tecnologia na matriz de exportações, outros dados, como
    a produção científica e o número de mestres, doutores e
    instituições de ensino, permitem avaliar a situação de um
    país em relação ao potencial de inovação.As publicações
    científicas e o número de estudantes, mestres e doutores
    são meios de avaliar o sistema acadêmico. Em franca
    evolução, a situação do Brasil nesses quesitos permite
    imaginar que existe uma base no país para, caso haja
    parceria com a indústria, deslanchar um período de
    inovação tecnológica.
    Em 2008, 30.415 artigos e outros tipos de publicações
    científicas foram divulgados por brasileiros trabalhando
    no Brasil em revistas de circulação internacional
    cadastradas pelo Institute for Scientific Information (ISI).
    Foi um salto importante em relação aos cerca de 20 mil
    publicados em 2007.
    Segundo o professor Carlos Cruz, da Fundação de
    Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),
    esse salto, no entanto, deveu-se em grande parte ao
    cadastramento pelo ISI de novas publicações, editadas
    no Brasil, e não a um efetivo aumento da produção
    científica. Para analisar o desenvolvimento da publicação
    científica no Brasil ao longo dos anos, sem distorcer
    os dados, seria necessário, segundo Cruz, considerar
    apenas uma determinada coleção de revistas pelo
    período de tempo a ser analisado. Carlos Cruz afirma
    que, vista dessa maneira, a produção científica nacional
    vem crescendo sistematicamente desde 1994, exceto no
    período entre 2006 e 2009.
    Outra observação feita pelo pesquisador da Fapesp é
    que a razão de crescimento do número de publicações
    vem caindo nos últimos anos. Enquanto o aumento na
    produção de trabalhos científicos entre 1994 e 1998
    foi de 18% ao ano, entre 1998 e 2002 foi de 9,3%. Já
    no período entre 2003 e 2009, a produção científica no
    Brasil aumentou à razão de apenas 6% ao ano.
    Outro dado revelador, segundo a análise de Carlos
    Cruz, é que 64% das publicações de cientistas
    brasileiros radicados no Brasil em periódicos científicos
    internacionais vêm de apenas oito universidades, quatro
    delas de São Paulo. A Universidade de São Paulo
    respondeu sozinha por 26% dessas publicações em
    2008.
    Se as estatísticas brasileiras cresceram, Espanha, Índia
    e Coreia do Sul mostram que seria possível um resultado
    ainda mais expressivo. Esses países produziram saltos
    espetaculares no mesmo período, consideradas as
    mesmas publicações. A produção científica da Coreia do
    Sul chama a atenção: até 1997, os acadêmicos daquele
    país publicavam menos do que os colegas do Brasil. No
    entanto, desde então, passaram à frente nos números e,
    a cada ano, aumentam a diferença.
    Assinale a alternativa em que há opinião do autor expressa no texto.
  • “Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares
    (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
    e Estatística (IBGE), 2,7%, das famílias no Brasil têm um
    rendimento superior a 23 mil reais. Enquanto isso, 23,9%
    recebem somente até 1.908 reais. A pesquisa mostra
    ainda que, no rendimento das famílias que ganham
    até 1.908 reais mensais, 24,3% vem de transferências
    governamentais, como aposentadorias, pensões
    públicas e privadas, bolsas de estudos e programas
    sociais de transferência de renda. Se comparadas as
    rendas recebidas entre famílias de áreas urbanas e
    rurais, quem mora no campo recebe cerca de metade
    da renda de quem mora na cidade. A renda média
    nas famílias urbanas em 2018 foi de 5.806 reais e 24
    centavos, enquanto, em famílias rurais, a renda média
    foi de 3.050 reais e 49 centavos.”
    Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/ibge-27-das-familias-ganham-um-quinto-de-toda-a-renda-no- brasil/>. Acesso em: 14 out. 2019 (Adaptado).
    A partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e de seus conhecimentos prévios, analise as afirmativas a seguir.
    I. O Brasil é um dos países com maiores índices de desigualdade social no mundo.
    II. Há no Brasil uma grande disparidade entre a renda concentrada nas mãos da camada com rendimentos mais altos e da camada que possui rendimentos mais baixos.
    III. As famílias mais pobres dependem, em parte, de programas de transferência de renda do Governo Federal.
    Estão corretas as afirmativas
publicidade

COMENTÁRIOS (0)

🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.