Questões de Cardiologia e Alterações Vasculares – UFSC

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  • Um paciente de 68 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) de longa data e diabetes melito tipo 2, apresenta-se à consulta com pressão arterial (PA) de 155/92 mmHg, apesar de estar em uso de losartana 100 mg/dia e anlodipino 10 mg/dia. Exames laboratoriais revelam taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 45 mL/min/1.73m² e albuminúria de 150 mg/24h. Considerando a resistência ao tratamento e a presença de doença renal crônica, qual a melhor estratégia terapêutica para otimizar o controle pressórico e a proteção renal, de acordo com as diretrizes atuais?
  • Uma mulher de 65 anos é diagnosticada com estenose aórtica grave sintomática, com área valvar de 0,7 cm² e gradiente médio de 55 mmHg. Ela apresenta alto risco cirúrgico devido a comorbidades pulmonares e fragilidade. Diante desse cenário, qual a abordagem terapêutica mais recomendada para o tratamento da estenose aórtica, conforme as diretrizes atuais?
  • Um paciente de 48 anos, com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) há 3 meses, apresenta-se com dor torácica pleurítica, febre baixa e atrito pericárdico à ausculta. O ECG mostra elevação difusa do segmento ST com concavidade superior. Exames laboratoriais revelam elevação de marcadores inflamatórios. O quadro clínico é compatível com pericardite aguda pósinfarto (Síndrome de Dressler). Qual a terapia farmacológica de primeira linha mais indicada para esse paciente?
  • Durante o exame físico de um paciente com insuficiência cardíaca, o médico ausculta um sopro holossistólico em foco mitral, que irradia para a axila, e uma terceira bulha (B3). A palpação do ictus cordis revela um impulso difuso e desviado para a esquerda. Esses achados são consistentes com qual condição e qual a sua implicação prognóstica?
  • Um paciente de 70 anos, com prótese valvar aórtica mecânica implantada há 5 anos, apresenta febre, calafrios e sopro diastólico novo em foco aórtico. Hemoculturas são coletadas e revelam crescimento de Staphylococcus aureus. O ecocardiograma transesofágico (ETE) mostra vegetação na prótese aórtica. Diante do diagnóstico de endocardite infecciosa em prótese valvar, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada, considerando a gravidade e o agente etiológico?
  • Um paciente de 60 anos, com histórico de doença arterial coronariana (DAC) multiarterial e disfunção ventricular esquerda (FEVE 40%) apresenta angina estável classe II. Ele está em uso de AAS, estatina, betabloqueador e inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA). O teste ergométrico é positivo para isquemia em baixas cargas. Considerando a DAC multiarterial e a disfunção ventricular, qual a estratégia de revascularização miocárdica que demonstrou maior benefício em termos de sobrevida e redução de eventos cardiovasculares maiores, de acordo com estudos como o SYNTAX e o FREEDOM?
  • Um paciente de 58 anos, com hipertensão arterial resistente, apresenta hipocalemia e alcalose metabólica. A investigação revela níveis elevados de aldosterona plasmática e baixa atividade de renina plasmática. A tomografia computadorizada de abdome mostra um nódulo adrenal unilateral. Qual a causa mais provável da hipertensão nesse paciente e qual a abordagem terapêutica definitiva mais indicada?
  • Um paciente de 40 anos, com histórico de uso de cocaína, é admitido com dor torácica aguda, elevação de marcadores de necrose miocárdica e supradesnivelamento do segmento ST em parede inferior. A coronariografia de emergência revela artérias coronárias sem lesões obstrutivas significativas. Qual a fisiopatologia mais provável do infarto agudo do miocárdio nesse contexto e qual a conduta terapêutica inicial mais apropriada, além das medidas de suporte?
  • Uma mulher de 70 anos, com estenose mitral reumática grave, apresenta dispneia progressiva e episódios de fibrilação atrial. O ecocardiograma mostra área valvar mitral de 0,9 cm², pressão sistólica da artéria pulmonar (PSAP) de 60 mmHg e átrio esquerdo dilatado. O escore de Wilkins é 8. Considerando a gravidade da estenose mitral e a presença de fibrilação atrial, qual a melhor opção terapêutica para essa paciente?
  • Um paciente de 25 anos, previamente hígido, desenvolve dispneia progressiva, tosse seca e dor torácica pleurítica após um quadro viral. O ecocardiograma revela derrame pericárdico moderado a grande, sem sinais de tamponamento. A punção pericárdica diagnóstica é realizada. Qual a etiologia mais comum de pericardite e derrame pericárdico em pacientes jovens e qual o tratamento inicial mais indicado, caso não haja sinais de tamponamento?
  • Um paciente de 60 anos, com cardiomiopatia dilatada idiopática (FEVE 25%), classe funcional NYHA III, está em terapia otimizada para insuficiência cardíaca. Ele apresenta ritmo sinusal, QRS estreito (<120 ms) e frequências cardíacas elevadas (FC > 75 bpm) apesar do betabloqueador em dose máxima tolerada. Considerando a persistência da taquicardia sinusal e a disfunção ventricular, qual a medicação que pode ser adicionada para melhorar o prognóstico e reduzir hospitalizações, de acordo com as diretrizes atuais?
  • Durante o exame físico de um paciente com suspeita de insuficiência aórtica crônica grave, o médico busca por sinais periféricos característicos. Ele observa pulso de Corrigan (pulso em martelo d’água), sinal de Musset (balanço da cabeça sincrônico com o pulso) e sinal de Quincke (pulsação capilar nas unhas). A presença desses sinais periféricos, juntamente com um sopro diastólico em decrescendo em foco aórtico, indica qual grau de gravidade da insuficiência aórtica, e qual a implicação para a conduta?
  • Um paciente de 50 anos, com insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 35%, classe funcional NYHA II, está em uso de terapia otimizada com sacubitril/valsartana, carvedilol e espironolactona. Ele apresenta ritmo sinusal e QRS de 110 ms. De acordo com as diretrizes atuais, qual a próxima classe de medicação que deve ser considerada para adicionar ao tratamento, visando reduzir mortalidade e hospitalizações, especialmente em pacientes com diabetes ou doença renal crônica?
  • Um paciente de 70 anos, com hipertensão arterial e doença renal crônica (TFGe 35 mL/min/1.73m²), está em uso de losartana, anlodipino e furosemida. Ele apresenta potássio sérico de 5.2 mEq/L. A pressão arterial ainda está elevada (148/88 mmHg). Considerando a hipertensão resistente e a hipercalemia, qual a melhor estratégia para otimizar o controle pressórico e reduzir o risco cardiovascular, de acordo com as diretrizes?
  • Um paciente de 78 anos, com insuficiência cardíaca avançada (ICFEr 20%, NYHA IV), apresenta episódios recorrentes de hospitalização por descompensação, apesar da terapia medicamentosa otimizada. Ele não é candidato a transplante cardíaco devido à idade e a comorbidades. Qual a terapia de suporte avançada que pode ser considerada para melhorar a qualidade de vida e reduzir hospitalizações em pacientes com IC refratária, não candidatos a transplante?
  • Um paciente de 55 anos, com cardiomiopatia dilatada de etiologia desconhecida, apresenta dispneia e fadiga. O ecocardiograma revela FEVE de 30% e dilatação biventricular. A ressonância magnética cardíaca (RMC) mostra realce tardio subepicárdico e mesocárdico. A presença de realce tardio com esse padrão na RMC sugere qual etiologia para a cardiomiopatia dilatada?
  • Durante o exame físico de um paciente com suspeita de pericardite constritiva, o médico ausculta um knock pericárdico (som protodiastólico de alta frequência) e observa turgência jugular, ascite e edema de membros inferiores. A pressão arterial é 100/70 mmHg. Esses achados clínicos, juntamente com a ausência de B3 e a presença de pulso paradoxal, são altamente sugestivos de pericardite constritiva. Qual o exame complementar mais indicado para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade?
  • Um paciente de 40 anos, com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) sintomática (NYHA III), apresenta gradiente de via de saída do VE de 80 mmHg em repouso, apesar do uso de betabloqueador em dose máxima. Ele não é candidato a miectomia cirúrgica devido a comorbidades. De acordo com estudos recentes, como o EXPLORER-HCM, qual a nova classe de medicação que pode ser considerada para reduzir o gradiente e melhorar os sintomas em pacientes com CMHO?

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